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Nutrição mineral e o café

Café – Créditos: shurtterstock

A nutrição é essencial para desenvolvimento e produtividade da lavoura. Os ingredientes considerados essenciais para o cafeeiro são classificados em:

Macronutrientes – nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, demandados em maior quantidade pela planta.

Micronutrientes – boro, zinco, cobre, ferro, manganês, cloro e molibdênio, demandados em menor quantidade pela planta.

A extração é a quantidade de nutrientes que a planta retira do solo e ficam contidos em todas as suas partes (raízes, caule, ramos, folhas, flores e frutos).

Pode-se devolver parcialmente os nutrientes exportados como, por exemplo, ao se utilizar a palha (casca dos frutos de café, após beneficiamento) nas lavouras como adubo orgânico. Quanto maior a exportação de nutrientes de um local de produção, maior será a necessidade de reposição para atender as demandas da cultura.

Quando a planta apresenta sintomas de deficiência ou excesso de algum nutriente, a produção pode já ter sido comprometida. É comum no campo haver mais de um sintoma de deficiência e/ou excesso simultâneos, dificultando a definição sobre quais deles estão atuando no problema.

Os benefícios de cada um:

Nitrogênio – é um nutriente altamente exigido e o mais acumulado pelo cafeeiro. Uma adubação nitrogenada adequada é fundamental tanto para o crescimento estrutural da planta (folhas, caule, ramos e raízes), como o florescimento e à frutificação abundantes.

Fósforo – na fase adulta da planta é menos exigido em quantidade que o nitrogênio e potássio, diferente da fase de formação, quando atua na estruturação das raízes e do lenho, por isso, a importância da presença na adubação de plantio.

Potássio – é o segundo nutriente mais demandado pelo cafeeiro, exerce importante papel na fotossíntese, respiração e circulação da seiva, sendo que sua exigência é maior em plantas mais velhas.  O seu adequado suprimento possibilita ao cafeeiro resistir mais nos períodos secos.

Cálcio – fundamental no desenvolvimento radicular. Sua importância é maior no período de implantação da lavoura, devendo ser colocado ao alcance das raízes, uma vez que a sua absorção se dá por interceptação.

Magnésio – destaca-se na fotossíntese. É componente da clorofila, pigmento responsável pela coloração verde de ramos e frutos novos e das folhas do cafeeiro.

Enxofre – Ele participa da síntese de clorofila e é muito importante para o desenvolvimento das raízes.

Zinco – pode limitar a produção do cafeeiro. Está diretamente ligado às áreas de crescimento da planta e tem papel importante na germinação do tubo polínico, influenciando a florada e também o tamanho dos frutos.

Boro – limita a produção do cafeeiro. É encontrado na matéria orgânica e sua falta pode se dar tanto em função da lixiviação (chuvas excessivas), do efeito de calagem excessiva, como também em decorrência de doses de adubos nitrogenados e pode ser agravada nos períodos secos do ano.

Ferro – componente da clorofila, participa do processo de respiração. Ele é o macronutriente mais acumulado pelo cafeeiro, pela alta disponibilidade nos solos, onde os cafezais estão implantados. O excesso de calcário e de matéria orgânica pode ocasionar a sua deficiência.

Manganês – é o micronutriente mais acumulado após o ferro, e a exemplo deste, o grande acúmulo não traduz uma exigência da planta, sendo que eventuais desequilíbrios em manganês se destacam mais pela sua deficiência que pelo excesso. Ele participa da fotossíntese e pode substituir o magnésio em diversas enzimas.

Cobre – geralmente não é encontrado em quantidade suficiente no solo. Adubação nitrogenada elevada, calagem excessiva, alto teor de matéria orgânica, adubação fosfatada pesada e excesso de água, podem induzir à sua deficiência.

As informações são do material divulgado pela Emater (MG).

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