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Seminário do Café: O futuro do segmento em pauta

Crédito Adrielle Teodoro

Criado e realizado pela Associação dos Cafeicultores da Região de Patrocínio (Acarpa), o Seminário do Café aconteceu de 30 de setembro a 03 de outubro, em Patrocínio (MG). Considerado um dos principais eventos da cafeicultura, contou com uma diversificada programação técnica, além da exposição de máquinas, insumos e produtos para atividades agrícolas.

Em 2019, o Seminário do Café comemorou 27 anos de muitas histórias, e além da qualidade e produtividade, despertou a conscientização e o interesse de garantir a sustentabilidade econômica dos cafeicultores, desde a produção ao consumo, tudo visando melhorar a performance dos cafeicultores, seja ele pequeno, médio ou grande.

Segundo Fred Elias, presidente da Acarpa, o objetivo do evento é ser ferramenta para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura na Região do Cerrado Mineiro. “Oferecemos aos cafeicultores e empresários do setor um conteúdo técnico, gerencial, científico e informativo, voltado para a formação de empreendedores rurais por meio da atualização e profissionalização da cadeia do agronegócio café. O Seminário se destaca pela difusão de tecnologias e discussões de políticas do setor”, enfatiza.

Pesquisa em foco

O Seminário do Café debateu os problemas e soluções de interesse dos cafeicultores, seja na área técnica, econômica, pesquisa ou tecnologia, e contou com um público de produtores de Patrocínio e da região do Cerrado Mineiro, primeira denominação de origem para cafés do Brasil. A programação do evento foi dinâmica, com atividades simultâneas e gratuitas aos mais de 10 mil participantes.

Biológicos

Promovido pela Acarpa e AG Consultoria e Pesquisa Agronômica, aconteceu simultaneamente ao Seminário do Café o 1º Simpósio de Manejo Biológico da Cultura do Café no Cerrado Mineiro, que alcançou os seus objetivos ao oferecer apresentações com renomados especialistas do setor no sentido de esclarecer fatos inerentes ao controle biológico de pragas na cultura do café.

Durante todo o dia se revezaram em palestras abrangentes e elucidativas a diretora executiva da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), a engenheira agrônoma Amália Piazentim Borsari, os doutores em fitopatologia, Inorbert de Melo Lima e Flávio Henrique Vasconcelos de Medeiros, além dos doutores em entomologia, Ricardo Sousa Cavalcanti e Fernando Hercos Valicente.

Dois “cases” de sucesso também foram apresentados pelo produtor Jean Faleiros, que abordou sua experiência no tratamento de brocas usando biológicos e produzindo cafés especiais em Ibiraci (Alta Mogiana) e Gilberto Luiz Ferrarini da fazenda Cristalina, em Indianópolis (MG).

A avaliação dos palestrantes e participantes, que compareceram em grande número ao auditório de palestras do Simpósio, foi positiva. De forma geral, a afirmação foi de que muito ainda há de se conhecer, bem como aprimorar as técnicas e modelos utilizados em controle biológico atualmente, mas a caminhada está só no início e tende a ser irreversível.

Mesmo sendo um controle biológico, natural, muitos cuidados e alertas foram dados pelos palestrantes, como não abrir mão dos estudos e do amplo conhecimento dos produtos e serviços oferecidos. Assistência realmente técnica e de comprovada qualidade foram alguns dos mais citados.

Para Fred Elias e Alessandro Guieiro, consultor agronômico da AG Consultoria, a região do cerrado se mostrou pioneira mais uma vez, ao ampliar a discussão e o debate sobre o manejo biológico de pragas na cafeicultura. “os frutos desse pioneirismo poderão dar “norte” às demais culturas produzidas na região que já utilizam o manejo ou aquelas que passarão a utilizá-lo”, pontuam.

Campeões de Produtividade na Cafeicultura

No início de outubro, durante a 27ª edição do Seminário do Café da Região do Cerrado Mineiro, A ACARPA – Associação dos Cafeicultores da Região de Patrocínio, juntamente com parceiros, promoveu a premiação do 2º Prêmio de Produtividade ACARPA onde os PRODUTORES que obtiveram maior número de sacas colhidas em suas propriedades foram agraciados e homenageados.

Todos os participantes do Prêmio, passaram pelo crivo da comissão de auditoria e avaliação responsável por validar as amostras coletadas nos talhões das respectivas fazendas, comissão composta por Jose da Cruz Pereira, Diretor do Colégio Agrícola Sergio de Freitas Pacheco e alunos daquela instituição. Foram auditadas 52 áreas em 6 diferentes categorias

  • Área Irrigada Safra Anual              
  • Área Irrigada Safra Bianual
  • Área Irrigada Café 2,5 anos (Primeira Safra)
  • Área Sequeiro Safra Anual
  • Área Sequeiro Safra Bianual
  • Área Sequeiro Café 2,5 anos (Primeira Safra)

Com a presença da Campeã Brasileira de Barismo, Martha Grill, que nesta noite se transformou em Mestre de Cerimonia, foi convidado ao palco o Presidente da ACARPA Fred Elias que fez uma breve apresentação da ACARPA e da segunda edição do Prêmio de Produtividade.

Também os auditores Wath Freitas e Jose da Cruz Pereira  diretor do colégio agrícola Sergio de Freitas Pacheco, explicaram a metodologia utilizada na coleta secagem e benéfico das amostras colhidas em cada área.

Logo após os pronunciamentos foram anunciados os campeões de cada categoria:

  • Área Irrigada Safra Anual
  • Produtividade – 164,23scs há
  • Variedade – IAC 125 RN (IBC 12)
  • Produtor – José Carlos Grossi
  • Área Irrigada Safra Bianual
  • Produtividade – 87,09Scs há
  • Variedade – Topazio
  • Produtora – Virginia Coutinho Aguiar Siqueira
  • Área Irrigada Café 2,5 anos (Primeira Safra)
  • Produtividade – 83,57scsha
  • Variedade – Topazio
  • Produtor – Inácio Carlos Urban
  • Área Sequeiro Safra Anual
  • Produtividade – 122,091scsha
  • Variedade – Oeiras
  • Produtor- Antônio de Lima Alves
  • Área Sequeiro Safra Bianual
  • Produtividade – 56,65scsha
  • Variedade – Topazio
  • Produtor – Shiguekazu Karasawa
  • Área Sequeiro Café 2,5 anos (Primeira Safra)
  • Produtividade – 65,37scsha
  • Variedade – Catuai 144
  • Produtora – Jordana Tácila Almeida e Conti.

Feitas as premiações e respectivos agradecimentos, a cerimônia foi finalizada e um coquetel servido aos presentes.

Copa de Qualidade Acarpa

Nessa mesma oportunidade, foi feita também a entrega das premiações aos finalistas da 1ª Copa de Qualidade Acarpa, que teve a participação de 21 amostras inscritas e sua primeira fase realizada no dia 21 de setembro, quando provadores especialistas promoveram a degustação das amostras inscritas e de onde foram selecionados cinco cafés.

Na segunda fase da Copa, os cinco cafés selecionados foram colocados para degustação do público participante do seminário na tarde do dia 01º de outubro. A avaliação dos provadores teve valor de 40% da nota total enquanto a avalição do público foi maior, correspondendo a 60% da nota total.

A somatória das duas avaliações definiu a colocação dos cafés do 5º ao 1º prêmio. E a classificação ficou assim:

  • 1º lugar – Wagner Crivelenti Ferrero.
  • 2º lugar – Osmar Pereira Nunes Júnior;
  • 3º lugar – José Eduardo Bernardes;
  • 4º lugar – Francisco Souza Guimarães;
  • 5º lugar – Gabriel Alves Nunes;

A proposta de trazer a população para dentro do Seminário do Café foi colocada em prática de diversas formas pela Acarpa e parceiros. As Copas de Qualidade, de Provadores e de Preparo Melitta foram algumas dessas maneiras. Os participantes eram de diversas classes e ramos de atividade, e não somente os ligados ao café.

A Copa de Qualidade Acarpa envolveu cafés premiados e de alta qualidade, mas foi o público que teve a grande responsabilidade de escolher o melhor de todos, porque após a degustação os visitantes avaliavam cada café e essa avaliação valeu 60% da nota total da competição, que teve ainda nota 40% dos degustadores.

Já a Copa de Provadores envolveu os profissionais de degustação e amantes do café que tiveram seus dons e habilidades testados ao terem que degustar e separar corretamente diferentes amostras de café. Com 15 concorrentes inscritos, a Copa de Provadores teve o envolvimento de “torcidas” por um ou outro concorrente, e ao final os vencedores foram conhecidos.

 Classificação final da 1ª Copa de Provadores:

1° – Marcio Lopes, do Grupo Farroupilha;

2° – Paulo Henrique, da Expocaccer;

3° – Rodolfo Augusto, da Stockler.

A terceira e última competição foi a Copa de Preparo Melitta, em que os 15 competidores inscritos prepararam amostras de cafés para degustação dos jurados. Posteriormente foram liberados também para o público presente, sendo avaliada a técnica e a maneira que cada competidor preparou o café para degustação utilizando o filtro de papel Melitta.

Classificação final da 1ª Copa de Preparo Melitta:

1° – Lidy Martins – café da Lidy;

2° – Rúbia Moulin – Isole Cafés;

3° – Itainara Santos – Insto Cafés.

A avaliação das competições foi positiva tanto para os competidores envolvidos nas três Copas quanto para o público e organizadores. “Assim, em 2020 provavelmente teremos mais Copas para elevar ainda mais a nossa principal riqueza e envolver mais e mais a população para que ela possa conhecer melhor todos os detalhes que tornam o Seminário do Café um evento de tamanha magnitude e importância”, conclui Fred Elias.

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