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A sucessão familiar no agronegócio: quem vai tocar os negócios no futuro?

Jorge Ruivo/Divulgação

A sucessão familiar é um processo complexo e importante para garantir a continuidade das operações agrícolas ao longo das gerações. Segundo uma estimativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cerca de 40% dos produtores rurais deverão deixar de atuar nas atividades até 2030.

Para termos uma ideia, o último Censo Agropecuário realizado no Brasil, mostra que a maioria dos trabalhadores do campo tem idade avançada e que a minoria são os jovens, que continuam a migrar para os grandes centros urbanos.

Diante disso, uma das grandes questões relacionadas ao assunto é: quem vai tocar a propriedade e o negócio da família no futuro? Afinal de contas, passar os negócios de uma geração para outra acaba sendo muitas vezes um desafio.  

Dentro do contexto podemos dizer que os recursos tecnológicos, que vão desde um software de gestão da propriedade até a inteligência artificial, por exemplo, contribuem para reter o olhar de sucessores mais jovens, pois tornam o trabalho no campo mais atraente. Porém, diante do tamanho do setor, somente a retenção dos profissionais que nasceram no campo, não é suficiente para atender todas as demandas.

Para Jorge Ruivo, diretor da Wiabiliza, empresa de consultoria empresarial e gestão de pessoas, que atua com agronegócio há mais de 30 anos, a abordagem de trazer profissionais de outros setores para o agronegócio é uma estratégia interessante para enfrentar o desafio da sucessão familiar. Atrair talentos externos pode trazer novas perspectivas, experiências e habilidades para o negócio, além de ajudar a reduzir os riscos associados à dependência exclusiva de membros da família, que nem sempre estão interessados no negócio.

“É importante mostrar para o mercado de trabalho a grandeza e importância do agronegócio. Estamos diante de um dos setores que mais cresce no Brasil, no qual é responsável pela alavancagem da nossa economia de forma única. A tecnologia empregada no setor, por exemplo, cresce a cada dia, tornando-o revolucionário em todos os sentidos”, afirma Jorge Ruivo.

Ruivo conta também, que tem registrado aumento na procura por profissionais para preencher diversas funções e cargos do setor e, um dos pontos que observa é que em posições estratégicas, necessariamente não precisa esse profissional vir somente de empresas do agro. Segmentos de satélites, por exemplo, que mantém conexão com o agro são grandes fontes de profissionais que se adaptam rapidamente.

Sucessores contratados ou das famílias precisam alinhar sintonias e, a passagem de gestão, deve acontecer em prazos negociados, criando-se modelo de estrutura que produza o conforto necessário para o sucessor e o sucedido, sem haver rupturas.

“A necessidade de novos profissionais para o agro acompanha o aumento constante do setor, que não para de crescer. Esta realidade cria desafios particulares às empresas, um deles é ter quadro de profissionais altamente qualificados e sintonizados com as mais diversas tecnologias e recursos de gestão”, finaliza Ruivo.

A sucessão familiar no agronegócio requer uma abordagem ampla, que combine planejamento cuidadoso, uso estratégico de tecnologia e atração de talentos externos através de empresas especializadas, assegurando continuidade e sucesso das operações ao longo das gerações e do tempo.

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Ainda que, a princípio, possam parecer a mesma coisa, herança e espólio se diferem um pouco. Enquanto a herança é definida pelo conjunto de bens, direitos e deveres que um falecido deixa, o espólio é a reunião dos bens que serão parte da sucessão e, assim, passados aos herdeiros.

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A sucessão familiar em empresas do agronegócio assim como para os produtores rurais, ambos ainda que de pequeno porte, é uma questão que precisa ser planejada desde o início, preparando os familiares para todas as adversidades que possam surgir no meio do caminho.

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