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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Boa análise é imprescindível para correção do solo

Bruno Novaes Menezes Martins

brunonovaes17@hotmail.com

Carla Verônica Corrêa

cvcorrea1509@gmail.com

Ana Emília Barbosa Tavares

anaemiliatavares@yahoo.com.br

Fabrício Custódio de Moura Gonçalves

fabricio-moura-07@hotmail.com

Engenheiros agrônomos e doutorandos em Agronomia, FCA/UNESP, Campus de Botucatu (SP)

 

Créditos Shutterstock
Créditos Shutterstock

A avaliação da fertilidade do solo é uma atividade de suma importância na agricultura, devendo-se levar em conta as condições de solo e os fatores que afetam a produtividade e a necessidade de nutrientes.

A maioria dos solos brasileiros não apresenta condições adequadas para sustentar o correto desenvolvimento das culturas. Para sanar esse problema, diversos recursos são utilizados para a avaliação da fertilidade do solo, destacando-se a análise do solo, ferramenta essencial para estabelecer quantidades de corretivos e fertilizantes a serem aplicados na área agrícola, objetivando não somente elevar ou manter os teores dos elementos no solo em faixas ideais, mas também diagnosticar problemas de toxidez de alguns elementos, de forma que possa gerar retorno econômico o mais favorável possível.

Para obter a correta recomendação de adubos e corretivos, é necessário estar atento aos erros que possam ocorrer durante a etapa de amostragem de solo, que poderá afetar o resultado da análise química em laboratório.

O erro, devido à amostragem mal conduzida, é geralmente o mais significativo, porque não pode ser corrigido nas fases subsequentes, ou seja, a análise não corrige os erros cometidos no momento da coleta da amostra. Daí a importância da orientação técnica de um profissional habilitado.

Erros

Em geral, os erros mais comuns são:

Ãœ Número insuficiente de pontos coletados;

Ãœ Distribuição dos pontos de coleta na gleba de forma não representativa;

Ãœ Divisão incorreta da área de cultivo;

Ãœ Mistura não homogênea das subamostras de solo;

Ãœ Coleta em locais com manchas de solo ou com residual de fertilizantes, como por exemplo, local de depósito de corretivos e que não correspondem à realidade da área de cultivo;

Ãœ Uso de equipamentos inadequados ou com resíduo que possam “mascarar“ os resultados;

Ãœ Interpretação inadequada dos resultados.

Para uma correta amostragem do solo, recomenda-se percorrer em zigue-zague a área que se deseja analisar, coletando-se em média 20 amostras simples na profundidade de 0 a 20 cm, por gleba. É muito importante subdividir a área a ser amostrada, de modo que esta seja a mais homogênea possível.

Foto 02

Correção do solo

A reação do solo é o primeiro fator que precisa ser conhecido em uma gleba a ser cultivada. Sendo desfavorável, devem ser tomadas medidas corretivas com antecedência aos cultivos.

Quando o solo está ácido (pH baixo), devido à intensidade das atividades agrícolas que aceleram a acidificação, ocorre menor disponibilidade de determinados nutrientes, como o fósforo e o molibdênio, aumento da toxidez de alumínio e prejuízos à atividade microbiana, com reflexos negativos na fixação biológica e nutrição da planta em relação ao nitrogênio.

Sabe-se que os nutrientes têm sua disponibilidade determinada por vários fatores, dentre as quais está o valor dopH. O pH é uma das mais importantes determinações em solos, servindo como referência e indicador direto da acidez do solo, que consiste na concentração de íons hidrogênio na solução do solo. Tais problemas de acidez e disponibilidade de nutrientes podem ser amenizados com a elevação do pH, por meio da adição de calcário (carbonato de cálcio e de magnésio), além de neutralizar o alumínio tóxico, resultando em ganhos de produção.

A Figura 1 ilustra o efeito do pH na disponibilidade dos diversos nutrientes às plantas. Observa-se que, à medida que o pH se eleva, tem-se menor disponibilidade de micronutrientes catiônicos (ferro, zinco, manganês e cobre).

Laboratórios-idôneos-devem-ser-escolhidos-para-a-análise-de-solo-Créditos-Shutterstock
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Desta forma, a correta interpretação da análise química contribuirá para a realização de calagem em concentrações corretas para que não ocorra desequilíbrio entre os nutrientes. Além disso, a calagem realizada com critério traz benefícios, como o aumento de disponibilidade de fósforo, molibdênio, nitrogênio, cálcio, magnésio, boro e enxofre.

A calagem favorece o aproveitamento do fósforo do solo ou do elemento aplicado, como fosfatos solúveis em água, além de levar a precipitação do alumínio, que é tóxico para as plantas cultivadas.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de Agosto 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua para leitura integral.

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