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Cadeia produtiva do algodão

Algodão – Crédito: Shutterstock

Sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade são diferenciais do algodão brasileiro. A cadeia produtivida da fibra apresenta os atributos do produto nacional ao divulgar o inédito Programa SouABR (Algodão Brasileiro Responsável) e ao comemorar os 5 anos do Movimento Sou de Algodão. Este foi o tema do bate-papo que reuniu lideranças em evento realizado na plataforma Fazenda BASF.

SouABR é a primeira iniciativa de rastreabilidade, em larga escala, da cadeia têxtil nacional. O programa SouABR, através da tecnologia blockchain, permite rastrear o algodão certificado ABR (Algodão Brasileiro Responsável) desde a fazenda de origem até a varejista. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, os agricultores têm que cumprir uma série de exigências socioambientais para ter a fibra certificada.

“Nosso programa é o mais completo em sustentabilidade em nível mundial e 81% de todo algodão produzido no Brasil tem o selo ABR”, afirma Busato. Ele conta que esta é uma iniciativa inédita globalmente e que vem para “coroar o Movimento Sou de Algodão”, criado em 2016 com o objetivo de valorizar a fibra nacional.

A Reserva é a primeira marca a comercializar peças de roupas com a rastreabilidade do programa SouABR. Claudia Moraes, diretora de Sourcing do grupo AR&CO, participou da conversa e justificou que este pioneirismo está alinhado com o propósito de transparência da empresa.  Ela explica que a Reserva quer mostrar a origem certificada do produto. A novidade ainda contribui para a garantia de que as peças são originais.

“A Reserva sofre muito com falsificação. A identificação atrelada ao QR Code nos ajuda neste sentido. Temos esta responsabilidade de que o cliente vai comprar a peça original e de que não há mão de obra infantil e escrava em nossa cadeia. O consumidor precisa entender de onde vem o produto e sentir orgulho porque a empresa cuida da sustentabilidade, das pessoas e do mundo”, conta Moraes, que acredita no crescimento do projeto. 

Com o fornecimento de insumos agrícolas para o cultivo do algodoeiro, com sementes, proteção de cultivos e ferramentas digitais, a BASF é mais um elo desta cadeia. Para que o algodão se transforme em roupas e outros produtos, há um longo processo que começa com a escolha da semente.

O líder de Negócios de Sementes de Algodão de Soluções para Agricultura da BASF, Warley Palota, disse que ao desenvolver a genética da semente é necessário alinhar as necessidades de produção dos agricultores e da indústria têxtil com foco em longevidade, rentabilidade e sustentabilidade.

“Estamos desenvolvendo a semente que será plantada daqui 10 a 15 anos. Pensando no agricultor, queremos facilitar o manejo da lavoura com plantas mais resistentes a pragas e doenças e que permitem o uso mais racional dos insumos. Ao mesmo tempo, também cuidamos da qualidade da fibra, olhando o mercado e as tendências de consumo”, afirma Palota.

Durante toda a conversa, os participantes destacaram a importância do Movimento Sou de Algodão em mostrar os diferenciais do produto nacional. Além de abastacer a indústria têxtil brasileira, o presidente da Abrapa ressaltou que o Brasil é o segundo maior exportador de algodão e o quarto produtor mundial da fibra. Busato acredita que em breve o país, que já tem a maior produtividade de algodão não-irrigado, será o maior exportador mundial – sendo possível crescer com tecnologia e sustentabilidade.

A conversa foi mediada por Luciano Thomé e Castro, diretor da consultoria Markestrat. O conteúdo transmitido ao vivo na Fazenda BASF, hub de conteúdo do agronegócio, ficará disponível na plataforma. Basta acessar a área do auditório da Fazenda BASF e clicar em Vídeos on Demand: https://fazenda-agro.basf.com/

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