Cigarrinha-das-raízes, inseto cada vez mais perigoso para os canaviais

A Mahanarva fimbriolata, nome científico desse inseto de apenas 12 milímetros, se alimenta da seiva presente nas raízes da cana-de-açúcar, o que prejudica a absorção de água e de nutrientes essenciais para a saúde da planta e – consequentemente – o bom desenvolvimento da cultura, historicamente uma das mais importantes do agronegócio no Brasil.

0
142
CNA

Homero Moreschi
Engenheiro agrônomo e Trade Marketing para Cana-de-Açúcar e Pastagem da UPL

A presença de insetos sugadores, como a cigarrinha-das-raízes, tem aumentado nos canaviais, exigindo mais atenção dos agricultores brasileiros e causando prejuízos importantes. Prova disso é que, em 2022, as aplicações de defensivos contra essa praga aumentaram, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

Mahanarva fimbriolata, nome científico desse inseto de apenas 12 milímetros, se alimenta da seiva presente nas raízes da cana-de-açúcar, o que prejudica a absorção de água e de nutrientes essenciais para a saúde da planta e – consequentemente – o bom desenvolvimento da cultura, historicamente uma das mais importantes do agronegócio no Brasil.

A alimentação da cigarrinha também pode gerar o apodrecimento e a morte das raízes da cana. Estimativas indicam que a praga tem potencial para perda de até 80% da plantação, caso não seja tratada adequadamente.

Com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estimou em mais de 585 milhões de toneladas a produção nacional de cana na safra 2021/2022, o impacto financeiro da praga poderia chegar a R$ 48,6 bilhões – lembrando que o Valor Básico da Produção da Cana estimado para 2022 é de R$ 95 bilhões.

Esses números mostram a urgência do combate com eficácia à Mahanarva fimbriolata. Acetamiprido e bifentrina são moléculas desenvolvidas e com eficácia já comprovada pela ciência que têm contribuído para dizimar a cigarrinha-das-raízes. Juntas, elas representam a melhor estratégia de controle do inseto, com ação prolongada e proteção dos canaviais.

O acetamiprido, um neonicotinoide, está completando 50 anos de excelentes resultados no campo. Esse ingrediente ativo age diretamente sobre o sistema nervoso da cigarrinha, assim como a bifentrina. A associação dessas funções inseticidas potencializa o controle da praga, causando sua morte e minimizando os efeitos negativos na cana. Essa união de princípios ativos paralisa os danos imediatamente. Com essa opção de manejo, é possível ampliar a produção de cana com segurança e sustentabilidade, beneficiando a produção de alimentos, como o açúcar, e o mercado de álcool, energia e biomassa, além da economia brasileira como um todo. É a ciência a serviço da produtividade no campo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!