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Cultivo de berinjelas em estufas

 

Adriano Edson Trevizan Delazeri

Consultor sênior da Hidroponic Consultoria em Hidroponia

contato@hidroponic.com.br

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

As berinjelas são vegetais perenes de vida curta, são herbáceas e suas hastes necessitam de sustentação, podendo ser cultivadas como anuais, ou até um segundo ano, com adequado cuidado e podas, com a desvantagem de que a produção é reduzida e a qualidade dos frutos é menor.

Existem variedades de crescimento determinado, as quais manejamos com duas a quatro hastes, e variedades de crescimento indeterminado, que podem chegar a até dois a três metros de altura. Para cultivo em estufa as melhores são de crescimento determinado.

Entre uma e outra

As variedades diferem principalmente no tamanho, forma e cor dos frutos. Seu clima de cultivo é tropical e subtropical. Trata-se de uma cultura de climas quentes e secos, sendo considerada muito exigente em calor. Ela resiste a altas temperaturas, onde a umidade é adequada, chegando a tolerar 40-45°C. A temperatura média deve estar entre 23-25°C.

Temperaturas críticas da berinjela em diferentes fases de desenvolvimento

Temperatura (°C) Ótima Mínima Máxima
Germinação 20-25 15 35
Crescimento vegetativo 20-27 13-15 40-45
Floração e frutificação 20-30    

Em estufa

A berinjela é uma das espécies mais rústicas entre as hortaliças pertencentes à família Solanacea. Mesmo assim, é suscetível a algumas doenças que podem causar perdas consideráveis ou comprometer a qualidade do produto, dependendo da cultivar, da época de cultivo e das condições ambientais prevalecentes no local do plantio.

Sua produção em estufa em sistemas hidropônicos e vasos tornam o controle mais fácil, enquanto a fertirrigação eleva a produtividade. Retirando a planta do solo resolvemos muitas das doenças e pragas que envolvem o cultivo.

Para cultivo em hidroponia usamos canais de cultivo de 150mm com espaçamento de 50 cm entre plantas, com sustentação por fitilhos. Entre os canais o espaçamento ideal é de um metro.

Para cultivo em vasos, recomendo vasos de 11 a 15 litros, com substrato à base de casca de arroz carbonizada, fibra de coco, turfa, entre outros. Quanto mais inerte o substrato, mais eficiente a fertirrigação, respeitando o mesmo espaçamento.

Variedades

São muitas cores, formatos, tamanhos, brilho de frutos e resistência a doenças, além dos materiais diferirem entre si em produtividade. Os híbridos são mais plantados, devido principalmente ao alto vigor, maior produtividade, uniformidade das plantas e frutos e maior adaptação a diferentes condições climáticas.

No mercado brasileiro, a preferência é por frutos de formato mais alongado, de coloração roxo-escura e brilhante. Mas começou a diversificar-se nos últimos anos e hoje há demanda por frutos de diferentes formatos, tamanho e coloração, sendo plantados em pequena escala, normalmente em estufas, como a berinjela japonesa, fruto alongado e fino,tambémchamada de asiática, que pode ser encontrada nas cores roxa e verde.

As cultivares de frutos arredondados, conhecidas como berinjelas do tipo italiana, possuem casca de coloração púrpura ou rosa em degradê(rajada), polpa adocicada e quase sem sementes. Encontramos ainda frutos denominados babies e mini, colhidos precocemente e usados principalmente em conservas. As berinjelas de coloração branca e formato ovalado são ainda raras no mercado brasileiro.

A produção em estufa torna o controle de doenças mais fácil, enquanto a fertirrigação eleva a produtividade  - Crédito Maurício Rezende
A produção em estufa torna o controle de doenças mais fácil, enquanto a fertirrigação eleva a produtividade – Crédito Maurício Rezende

Produção

Tenho recomendado a produção de mudas na propriedade. O transplante se dá quando a muda está com quatro a cinco folhas, por volta de 30 dias do plantio. Mesmo quem vai produzir em sistemas hidropônicos, a recomendação é a produção em bandejas.

Após o transplante seguem os tratos culturais etutoramento para evitar o tombamento. A utilização de fitilhos é a melhor solução – amarrar as hastes à medida que elas forem crescendo. Fazer a retirada dos brotos que surgirem abaixo da primeira bifurcação e os demais à medida que forem surgindo, controlando o número de hastes e folhas, equilibrando a planta e retirando dos cachosos frutos de baixo peso e deformados.

Adubação

Para a fertirrigação, temos duas fases – uma inicial, até o início da produção, e outra a partir daí. Para a fase inicial o ideal que a condutividade utilizada na fertirrigação não passe de 1,6 mS. Uma sugestão de formulação seria: 800 g de nitrato de cálcio, 600 g de nitrato de potássio, 150 g de MAP, 400 g de sulfato de magnésio, 30 g de oligoferro 6% e um coquetel de micros para 1.000 litros de água.

Para a fase produtiva, a condutividade não deve ultrapassar 2,2 mS e a formulação muda para: 1.000 g de nitrato de cálcio, 1.200 g de nitrato de potássio, 150 g de MAP, 400 g de sulfato de magnésio, 30 g de oligoferro 6% e um coquetel de micros para 1.000 litros de água.

O consumo de água por planta/fase de cultivo pode chegar a até seis litros m2 de estufa na fase produtiva.

Essa matéria completa você encontra na edição de março 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

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