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Defensivos biológicos garantem manejo autorizado pela listra ProteCitrus

Citros – Foto: Divulgação

Os  defensivos biológicos são essenciais para o manejo integrado de pragas e doenças da citricultura, principalmente por causa da adoção da lista ProteCitrus, que elenca os produtos autorizados para uso nos pomares, de acordo com as tendências de mercado e regulamentações internacionais. Os bioinsumos colaboram ainda para a redução da resistência às moléculas químicas existentes, contribuindo para a criação de um ambiente mais supressivo e equilibrado.

De acordo com o professor Santin Gravena, consultor da Koppert na área de citros, a adoção do controle biológico no setor apresenta muitas vantagens. “Logo de início resulta em menor uso de inseticidas químicos e maior sustentabilidade. É inegável que agrega valor pela aceitabilidade do consumidor preocupado com as questões sanitárias e ambientais, além de ser efetivo no controle das pragas e doenças.”, explica.

A principal praga da citricultura é o psilídeo vetor da bactéria que causa o Greening. A doença, incurável, reduz gradativamente a produtividade dos pés. De acordo com levantamento feito em 2021 pelo Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), o Greening está presente em 22,37% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro e sua incidência tem aumento a cada ano.

Gravena explica que o inseto pode ser controlado com a aplicação do fungo Isaria fumosorosea, comercializado pela Koppert com o nome de Challenger.  Em ensaios feitos para o lançamento do produto, após o décimo dia de aplicação do Challenger, nas condições ideais de umidade e temperatura, tivemos uma média de 80% de controle nos campos instalados. “O bioinseticida, além de ter sua eficácia comprovada, não necessita de carência e reduz o risco de seleção dos psilídeos resistentes aos químicos.”

O defensivo biológico é um grande aliado do citricultor, pois irá contribuir com o equilíbrio do ecossistema. “Para outros insetos invasores, como a mosca branca, é indicada o manejo com o fungo Beauveria bassiana e para o bicho-furão, com o inseticida macrobiológico Trichogramma pretiosum. O fungo Trichoderma harzianum também  é utilizado para controle de fungos de solo e nematoides”, orienta Gravena.

O produtor de tangerinas Geraldo Killer, de São Pedro do Turvo (SP), utiliza o Pretiobug em sua fazenda. “A liberação, com drones, é rápida e eficiente, além de trazer um equilíbrio para o sistema. Com esse manejo, consegui reduzir as aplicações de químicos, e com isso diminuir os custos de produção e o prejuízo com a ação do bicho furão nos pomares”, explica.

Sobre a Koppert:

A Koppert Biological Systems está presente no Brasil desde 2011, quando iniciou seus primeiros registros. Atualmente, conta com duas modernas instalações fabris: a unidade de microbiológicos, localizada na cidade de Piracicaba, e a de macrobiológicos na vizinha Charqueada, ambas no estado de São Paulo.

A empresa possui infraestrutura completa para atender à crescente demanda do mercado agrícola por defensivos biológicos, tornando a agricultura brasileira mais sustentável, saudável, regenerativa e em harmonia com a natureza.

Com processos produtivos padronizados, seguros e altamente tecnificados, garante confiabilidade e qualidade ao seu completo portfólio de produtos. A empresa conta ainda com departamento próprio de Pesquisa & Desenvolvimento para aperfeiçoamento de tecnologias de controle biológico para a agricultura tropical, é parceira do SPARCBio (São Paulo Advanced Research Center for Biological Control) e lançou recentemente o Gazebo, primeiro hub de inovação do agronegócio especializado em tecnologias voltadas para o controle biológico do país.

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