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Desafio nacional de máxima produtividade de soja do CESB supera 6.000 inscrições

Mesmo com desafios climáticos e econômicos, produtores rurais de todo o país participam desta tradicional iniciativa, que é referência na sojicultura nacional

Divulgação CESB

Adversidades climáticas, dificuldades de produção e desafios econômicos. Esse é o cenário encontrado por muitos sojicultores em suas propriedades.  Apesar dessas interferências, os produtores rurais, com diversos perfis, aderiram, de forma ampla e consistente, ao Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, sinalizando que confiam no Comitê Estratégico Soja Brasil e nas práticas sustentáveis impulsionadas pelos membros e pelas iniciativas do CESB. No total, o Desafio teve mais de seis mil inscritos em sua 16ª Edição, que irá comemorar os 100 anos da soja no Brasil.

Início da soja – Em 1924, as primeiras sementes de soja chegaram ao Brasil. Elas foram plantadas e deram origem às primeiras plantações desta oleaginosa, que foram colhidas e distribuídas para serem replantadas pela comunidade.

De lá para cá, 100 anos se passaram e a cultura da soja impactou e transformou toda a economia brasileira, expandindo sua prosperidade para outros setores e transformando vidas.

Em comemoração a esta revolução no agro brasileiro, impulsionada pela sojicultura, o CESB deverá estampar em suas comunicações o selo comemorativo de 100 anos de soja no Brasil, em parceria com a 24ª FENASOJA, a Feira Nacional da Soja, que deverá ocorrer de 17 a 26 de maio de 2024, no Parque Municipal de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa – RS. O evento trará uma série de ações comemorativas da cultura.

Tradicionalmente, o Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do CESB realiza diversas iniciativas marcantes e inovadoras em prol do fortalecimento da sojicultura nacional e do agronegócio brasileiro. Entre as ações, vale destacar a renovação da importante parceria CESB/ SKYFLD®, com a qual todos os participantes da 16ª Edição do Desafio CESB serão contemplados com acesso gratuito (pelo período de 01 ano) ao moderno software de agricultura de precisão e monitoramento SKYFLD®, que deverá fornecer uma solução inovadora e, portanto, auxiliar o produtor quanto à análise de dados, melhora na tomada de decisão e previsibilidade das auditorias. Esta plataforma garantirá uma infraestrutura para acompanhamento digital das áreas inscritas no Desafio, planejamento e documentação das atividades de campo, além de outras funcionalidades e soluções digitais que visam otimizar as produtividades.

A 15ª Edição do Desafio, que contemplou os sojicultores vencedores da safra 22/23, introduziu uma série de novidades que, devido a grande aceitação do mercado e enorme sucesso, serão mantidas nesta nova Edição, tais como a criação da categoria regional Norte e o aumento do patamar de produtividade.

Na última edição, os vencedores foram o Grupo Gorgen e seu consultor, Edinei Fugalli, que obtiveram a importante marca de 108,63 sacas por hectare na Fazenda São Gabriel, em Mateiros (TO).

Já o aumento do patamar de produtividade esperado para os participantes é consequência da constante evolução dos participantes e das novas tecnologias e técnicas utilizadas na sojicultura nacional.

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Régua de produtividade – De acordo com Marcelo Habe, Presidente do CESB, o Comitê elevou a tradicional “régua de produtividade” de 90sc/ha para 95sc/ha, devido ao elevado desempenho dos sojicultores.

“Ao equilibrarem de uma forma sólida a produtividade com a defesa da sustentabilidade, os produtores rurais ampliaram os índices produtivos de uma forma impactante, o que ampliou o grau de competividade do Desafio. Para contar com auditoria oficial do CESB, basta realizar o acionamento em nosso site”.

Habe acrescenta que a última edição teve mais de 950 auditorias distribuídas nas diversas regiões do Brasil.

“Esse número confirma que os sojicultores vêm entregando excelentes números, mesmo em uma safra com tantas adversidades, como escassez de chuva e pouco enchimento de grãos”, observa.

Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, acrescenta que a auditoria utiliza rigorosos protocolos, o que confere total transparência ao Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. “A cada ano, o CESB avalia a eficiência técnica do processo de auditagem da última safra a fim de melhorar o processo. Novas regras e possíveis mudanças no processo são compartilhadas em tempo hábil para que a equipe de auditores receba a devida capacitação”.

ESG – Todos os Campeões do CESB passam por um processo minucioso de checagem eco ambiental na qual práticas ESG voltadas para a preservação do meio ambiente, responsabilidade com a sociedade e transparência empresarial são levadas em consideração. Um exemplo é a importante análise de ecoeficiência, que tem como objetivo integrar a Avaliação de Ciclo de Vida e custos para gerar um indicador combinado, seguindo padrões internacionais conhecidos. O escopo da análise engloba todas as fases da produção, desde o cultivo até a colheita e considera insumos agrícolas, combustíveis e água que contribuem para a produtividade auditada. 

Os dados são obtidos diretamente dos produtores, e cada campeão de produtividade é comparado com a média eco ambiental de sua região. Os resultados mostram que os campeões superam suas médias regionais em ecoeficiência, ilustrando o impacto positivo das melhores práticas agrícolas.

Desta forma, a fim de obter-se um panorama ambiental das propriedades e contribuir para possíveis ações sustentáveis, os auditores deverão solicitar, no momento de realização das auditorias e/ou por telefone, a coleta do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades envolvidas no Desafio CESB.

Todas as informações obtidas serão tratadas com sigilo e confidencialidade, sem divulgação de detalhes específicos das fazendas e em conformidade com as leis vigentes de proteção de dados. 

Marca de 134,46 sacas por hectare – A última edição do Desafio, a 15ª Edição, teve como grandes campeões nacionais e vencedores da região Sudeste o sojicultor João Lincoln Reis Veiga, da Fazenda Congonhal, de Nepomuceno (MG), que venceu a categoria cultivo Sequeiro/Nacional e categoria cultivo Sequeiro/Sudeste, com 134,46 sacas por hectare.

O sojicultor João Antonio Gorgen foi o vencedor em duas regiões, na categoria cultivo Sequeiro/Nordeste e categoria cultivo Sequeiro/Norte. No Nordeste, com a Fazenda Barcelona, de Riachão das Neves (BA), que registrou 119,71 sacas por hectare; e no Norte, com a Fazenda São Gabriel, de Mateiros (TO), que obteve 108,63 sacas por hectare. Este duplo reconhecimento em regiões distintas, reforça a tese do CESB de que a alta produtividade, que envolve muito conhecimento, uso de tecnologias e boas práticas agrícolas, é transferível e replicável. E por outro lado, enfraquece uma crença limitante que associa a alta produtividade com fatores como tipo de solo ou clima de uma região específica.

O vencedor da categoria cultivo Sequeiro/Sul foi o produtor Moacir Griss, da Fazenda Santa Cruz, de Clevelândia (PR), com 132,83 sacas por hectare, e o ganhador da categoria cultivo Sequeiro/Centro-Oeste foi o sojicultor Caetano Polato, da Fazenda Gravatai, de Itiquira (MT), com 106,01 sacas por hectare.

Na categoria cultivo Irrigado/Nacional, o ganhador foi o sojicultor Norio Fujisawa, da Fazenda Campos Verdes, de Itapeva (SP), com 111,75 sacas por hectare.

Anúncio dos Campeões – Os vencedores serão revelados em julho durante a 16ª Edição do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, tradicional evento de atualização do conhecimento sobre a cultura da soja de alta produtividade no Brasil e de discussão sobre as estratégias de manejo e de tecnologias utilizadas pelos Campeões do CESB, o qual neste ano, deverá destacar também as principais práticas do conceito ASGP.

Marcelo Habe, presidente do CESB, explica que é fundamental promover e incorporar o “P” de Produtividade à tão consolidada sigla ASG (ambiental, social e governança), transformando-a em ASGP.

“Diversos são os fatos que comprovam essa necessidade. Um exemplo simples para explicar é quando correlacionamos os fatores produtividade e área agrícola. Levando em conta que a produtividade de grãos estivesse estagnada no nível da década de 70, seriam necessárias cerca de 3,3 vezes mais áreas destinadas à produção agrícola, para produzir a mesma quantidade de grãos que o Brasil produz atualmente. Com evolução nas práticas e tecnologias aplicadas ao campo e com maior conhecimento, a produtividade tornou-se um componente crucial para enfrentar os desafios climáticos globais, a segurança alimentar e a pujança e competitividade do nosso agronegócio. A Produtividade é uma verdadeira poupança de terra e outros ativos naturais e não podemos esquecer como um fator importante da sustentação financeira para o país!”, explica Habe.

O presidente do CESB destaca que essa análise mostra o quanto a produtividade, suportada pela inovação, tecnologias e boas práticas produtivas são impactantes para o meio ambiente, segurança alimentar, produção de energia “verde” (etanol de cana, de milho, cogeração), entre outras temáticas. “Além de eficiente e competitivo, o agronegócio tem um importante papel para preservar ativos naturais como carbono de solo, água e biodiversidade que convivem dentro da propriedade rural”, destaca.

Sustentabilidade financeira – Dentro deste contexto, Habe observa que é imperativo conectar a questão da sustentabilidade financeira do produtor e da sua cadeia produtiva com os temas ASG.

“Eles precisam prosperar, serem competitivos e valorizados frente às demandas ASG que estão surgindo. Para preservar e produzir de modo sustentável necessita-se de conhecimento, difusão de tecnologias e técnicas, tempo de maturação e investimentos que precisam ser contabilizados. Por fim, a sustentabilidade financeira garante os recursos necessários para o produtor rural continuar produzindo, em direção de uma maior eficiência e excelência, em consonância com as demandas de mercado interno e externo com relação aos indicadores de responsabilidade ASG”, contextualiza.

“Por este prisma, percebemos como a sigla ASGP (ambiental, social, governança e produtividade) faz total sentido e aponta para as questões do futuro, como aumentar a produtividade para promover a sustentabilidade e neste processo promover o uso racional de recursos naturais, sem abrir mão da produção”, finaliza o presidente do CESB.

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