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Empresa de monitoramento de precisão debate gestão da matocompetição para o setor sucroenergético brasileiro

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Na última semana, a Taranis do Brasil realizou o evento Sinergia Taranis 2022, em Ribeirão Preto-SP, o primeiro encontro da empresa focado no setor sucroenergético e que teve como temática a “Matocompetição: quem não mede, não gerencia”. Na oportunidade estiveram presentes grandes nomes do segmento para uma discussão rica em informações sobre a gestão da matocompetição nas usinas do Brasil e como a tecnologia pode ajudar nesse processo. Participaram gestores de mais de 20 usinas, que juntos representam uma área cultivada superior a 3,6 milhões de hectares, quase 40% do setor sucroenergético do País.

Segundo Fábio Franco, gerente geral Brasil da empresa, como o próprio nome diz, o objetivo é conectar todos os envolvidos no cenário para discutir e procurar oportunidades de melhoria que afetarão a todos. “A Taranis se preocupa com um futuro próspero para o setor sucroenergético e a agricultura como um todo no Brasil, por isso, além de investir em tecnologia de última geração para alcançar esse propósito, queremos proporcionar diálogos e traçar panoramas completos”, citou.

O encontro começou com uma palestra do Pecege – Consultoria e Projetos sobre Gestão da Produtividade, fazendo um zoom no cenário das usinas. Na apresentação, muito foi falado sobre a safra 21/22, investimento em herbicidas, diferença de investimentos entre usinas da mesma região. De acordo com o consultor João Rosa, o produtor deve se atentar para fechar a conta no final da safra. “O preço dos herbicidas subiu muito. O gasto médio com esses produtos na soqueira de cana-de-açúcar, na safra 2021/2022, representou 12% do custo de produção, ou seja, R$ 363,35 por hectare. Na formação do canavial, o gasto médio foi de R$ 936 por hectare. Porém, existe uma variação significativa de investimento entre usinas de regiões iguais”, conta.

Segundo levantamentos do Pecege, há exemplo de empresa que investiu no plantio R$ 521,00/ha e outra que aportou R$ 421,00/ha – o que representa 23,75% a menos, ou R$ 100,00 de diferença por hectare. “Dentre diversos fatores, a gestão das recomendações de herbicidas podem afetar nessa variação. O que torna caro o processo é usar produtos sem propósito por desconhecer o problema instalado, por isso é fundamental o monitoramento para não sofrer com quebra de produtividade”, disseram os especialistas.

Debate enriquecedor

A palestra do Pecege foi pano de fundo para um conjunto com quatro painéis formados pelos especialistas: professor Pedro Christofoletti, ex-presidente da Sociedade Brasileira da Ciência de Plantas Daninhas, consultor e pesquisador autônomo da PJC Consultoria Agronômica, na área de biologia e manejo de plantas daninhas; o consultor Wéber Valério, com 40 anos de experiência na cultura de cana-de-açúcar, especialista em manejo de plantas daninhas na cultura em sua consultoria Agrociência; Michel Fernandes, atua no setor canavieiro desde 2004, é consultor na MS Fernandes Consultoria Agrícola, é criador do evento Canatech e do canal Canatech Agro no YouTube, além de possuir uma estação experimental na cidade de Frutal-MG, trabalhando com mais de 20 empresas, nacionais e multinacionais; Germano Souza, gerente de Tratos Culturais Corporativo da BPBunge, sendo responsável pela Gestão de Daninhas, atua há 14 anos na área de Tratos Culturais, sempre trabalhando com plantas daninhas, e Fernando Amstalden, consultor em Manejo de Plantas Daninhas pelo CTC – Centro de Tecnologia Canavieira.

Para entender a relevância do assunto trazido pela Taranis, é importante saber que a matocompetição é um problema presente em lavouras de todo o País, e nos canaviais não é diferente. As plantas daninhas, quando mal manejadas, podem gerar prejuízos econômicos milionários e danos de produtividade irreversíveis.

De acordo com Christofoletti, um dos palestrantes do evento, a presença da planta daninha no canavial é um problema por diversos motivos. Em primeiro lugar é ruim, pois ela compete pelos fatores essenciais de crescimento que são principalmente água, luz, nutrientes e também por espaço.

Contudo, a intensidade de perdas, segundo o especialista, vai depender de uma série de fatores ligados à densidade, espécie, à distribuição espacial e todos os aspectos da infestação. “São muitas variações, mas em ensaios que fizemos, tivemos a máxima perda de produtividade que chegou até 87,5%, comprometendo quase toda a produção. Contudo, observamos que na média a perda ainda seja alta e fique entre 45% e 50% da produtividade se não fizer o manejo correto do mato”, destaca.

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O manejo é o grande gargalo do problema, alguns produtores acreditam ainda que o controle da matocompetição pode ser feito apenas investindo mais em herbicidas, utilizando muitas vezes “receitas padrões” baseado em suposições e números pouco precisos. Contudo, os especialistas destacaram que nem sempre aumentar o investimento em defensivos pode ser a solução.

“O monitoramento é fundamental, principalmente para identificar o nível de infestação e quais espécies estão presentes nas áreas para poder direcionar o manejo correto, otimizando as recomendações e fazendo com que o investimento seja mais eficiente de acordo com a real situação do canavial”, diz Christofoletti.

Identificando falhas

Um dos pontos destacados no painel de discussões durante o evento, foi a escassez de mão de obra qualificada nas fazendas. Para Valério, dois pontos são importantes: a falta de capacitação de jovens talentos e a retenção dos mesmos. “A rotatividade de pessoas envolvidas no processo é um problema sério no setor canavieiro. Quando o profissional sai, a usina acaba perdendo todas as informações, pois os dados estão muitas vezes em um caderno de anotação e não em um banco de dados próprio no sistema”, afirmou. Esse processo poderia ser mais sustentável se adotassem tecnologias de bancos de dados.

Tecnologias digitais a favor

Durante o encontro muito se falou sobre como a digitalização das fazendas, através da gestão do monitoramento, é ainda um tabu. Alguns gestores acham que conhecem o canavial e todos os seus problemas o suficiente, já outros têm o receio que a tecnologia os substitua e alguns ainda temem que a tecnologia aponte ou identifique erros de manejo.

Mas, afinal, sem tecnologia o gestor ou consultor tem informações suficientes para fazer a correta gestão das recomendações? O monitoramento de alta precisão, feito por meio de drones e aviões que capturam imagens muito detalhadas da lavoura que geram informações reais e precisas, é a ferramenta mais eficiente que permite que as recomendações de herbicidas fiquem muito mais assertivas. “Os profissionais precisam entender que as tecnologias de monitoramento são aliadas, pois vão apontar onde estão errando e onde podem melhorar o processo”, reforçou Fernandes, que também participou do debate.

“Quando você precisa fazer a gestão de muitas áreas, o monitoramento ajuda a identificar onde é preciso direcionar esforços e, com isso, otimizar a governança de todas os canaviais” destacou Germano Souza da BP Bunge em seu depoimento.

Entre as tecnologias está a solução Taranis Smartscout. A plataforma, líder mundial de monitoramento de alta precisão com inteligência artificial, está focada em ajudar os produtores e consultores agrícolas a tomarem decisões mais assertivas, simplificar o gerenciamento e melhorar resultados, através de um serviço completo de monitoramento digital.

De acordo com Franco, o Smartcout entrega um diagnóstico completo do canavial. Além disso, “a utilização de aviões em nossas operações permite um nível de escalabilidade incomparável, até 2000/ha monitorados por dia por avião. São 9x mais áreas monitoradas que a matologia manual”.

Amstalden reforçou durante o evento que tecnologias como a da Taranis chegam para aumentar a confiabilidade das informações. “Usando bem a plataforma aliada ao levantamento do técnico de campo, as usinas vão implementar as ações de manejo com maior confiabilidade”, finalizou.

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