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terça-feira, abril 16, 2024
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Estudo sobre sucupira branca

Produto apresenta potencial terapêutico no processo de aceleração cicatricial das lesões causadas por doença.

Já ouviu falar na dificuldade de cicatrização de pacientes diabéticos? Um estudo realizado por estudantes de Enfermagem do Centro Universitário de Brasília (CEUB) em colaboração com o Laboratório de Desenvolvimento de Inovações Terapêuticas (LDT – NMT/UNB) apresentou resultados promissores no uso do extrato de sucupira branca (Pterodon pubescens) como agente cicatrizante em úlceras crônicas de pacientes com lesões causadas pela doença.

Pé diabético recebendo tratamento.

A pesquisa, conduzida pelos discentes Artur Bomtempo e Vivian Rodrigues, aponta aceleração no tempo de cicatrização de úlceras venosas crônicas em pacientes com diabetes tipo II.

Para realizar o estudo, os estudantes usaram formulações oleosas contendo extrato hexânico de sucupira branca, diluído em mistura de ácidos graxos presentes no produto comercial Dersani, com concentração de 1%.

Entre os perfis, o estudo acompanhou a evolução de um paciente de 93 anos com diabetes tipo II, hipertensão arterial sistêmica e doenças vasculares, que apresentava uma úlcera venosa crônica em estado inflamatório.

Após quatro semanas de aplicação do extrato, observou-se uma taxa de cicatrização de 36,72%. A úlcera retraiu-se, formou-se tecido cicatricial e houve diminuição no exsudato e no odor característico de feridas crônicas.

“O procedimento promoveu aumento da vascularização e redução da inflamação, resultando em um leito da ferida com tecido vermelho vivo e brilhante”, explica a orientadora da pesquisa, professora da Faculdade de Ciências da Saúde do CEUB, Lélia Leoi Romeiro.

A descoberta representa um avanço significativo no tratamento de pacientes com pé diabético, fornecendo uma alternativa terapêutica promissora para a cicatrização de úlceras crônicas. “Futuros estudos clínicos poderão confirmar esses resultados e explorar ainda mais o potencial terapêutico do extrato de sucupira branca no campo da cicatrização de feridas”, defendem os estudantes.

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