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Ferramenta transfere sustentabilidade à aviação agrícola e eleva potencial produtivo de lavouras

Sistema de análise detecta organismos vivos, mapeia reservas ambientais e áreas residenciais no entorno de lavouras; tecnologia surge como solução frente às iniciativas em curso que visam à proibição de pulverizações aéreas

O monitoramento de aviões agrícolas pelo sistema Spray Plan ganha adeptos em todas as regiões do Brasil. Grandes produtores rurais e algumas das maiores companhias do setor de defensivos agrícolas fecharam negócios recentemente com a empresa Dominus Soli, a desenvolvedora da ferramenta. A expectativa desses clientes é transferir sustentabilidade às aplicações aéreas de agroquímicos e ao mesmo tempo elevar a produtividade de lavouras de soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, algodão e outras culturas.

Criado no Brasil, na cidade paulista de São João da Boa Vista, sem similar no mundo, o sistema Spray Plan detecta áreas de preservação ambiental, áreas residenciais e organismos vivos, como colmeias e populações do bicho-da-seda, posicionados no entorno de plantações alvos de pulverizações com agroquímicos.

Com base nesses dados, o sistema de análise orienta o planejamento de voo das aeronaves, possibilitando ao piloto perseguir a precisão nos fundamentos decisivos ao sucesso de uma pulverização com agroquímico, como a distância mínima segura de organismos não-alvo do tratamento; identificação exata da largura de faixa programada, aplicação efetiva, vazão, volumes de calda depositados, áreas cobertas e não cobertas por produtos e aplicações sobrepostas.

Para engenheiros agrônomos e profissionais especializados na atividade de aplicação segura de agrotóxicos (Product Stewardship), a tecnologia Spray Plan surge como uma solução de ponta para o campo contrapor iniciativas em curso no País que visam à proibição de pulverizações aéreas.

“Aplicações aéreas bem-feitas são fundamentais para o sucesso do agronegócio“, salienta Antonio Loures, diretor da Dominus Soli e desenvolvedor do sistema Spray Plan junto ao sócio Marco Antonio Lino. Loures assinala que as lavouras de soja e algodão, por exemplo, tradicionalmente recebem entre 60% e 80% das aplicações de defensivos agrícolas por via aérea, enquanto na cana-de-açúcar o índice se situa entre 70% e 90% do volume aplicado na safra.

“Ações que visam à proibição das aplicações aéreas são equivocadas e altamente prejudiciais à produtividade das principais culturas agrícolas do Brasil“, afirma o executivo.

Lino acrescenta que além dos benefícios ambientais e de segurança, ao aderir ao Spray Plan produtores potencializam a efetividade de cobertura dos defensivos agrícolas pulverizados por avião, que em geral salta de 75% para até 96% de uma área tratada.

“O sistema reduz custos do tratamento fitossanitário e eleva a expectativa do agricultor por produtividade“, complementa o executivo.

“Já aqueles produtores que não levam em conta padrões técnicos adequados nas aplicações aéreas podem sofrer perdas de até 50% no volume de agroquímicos utilizado, seja pela ocorrência de deriva, evaporação ou de condições climáticas desfavoráveis a pulverizações“, finaliza Lino.

De acordo com o Sindag ” Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícolas -, o Brasil conta nos dias de hoje com a segunda maior frota de aviões agrícolas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. São cerca de 2000 aeronaves que pulverizam anualmente em torno de 70 milhões de hectares de lavouras. Essa área, informa a entidade, absorve 25% dos tratamentos com defensivos agrícolas feitos no País.

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