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Forte pressão do Bicudo-do-algodoeiro preocupa cotonicultores da Bahia e de Mato Grosso

Mesmo diante de projeções otimistas, a atual safra do algodão é considerada uma das mais desafiadoras devido às condições climáticas e à forte incidência do Bicudo-do-algodoeiro em lavouras das principais regiões produtoras do cultivo

Créditos Pixabay

Com o plantio da safra 23/24 de algodão concluído, as projeções são bastante promissoras, pois espera-se uma colheita de 3,4 milhões de toneladas de pluma, o que representa um aumento de 5,9% em relação ao ciclo anterior, segundo dados recentes divulgados pela Agroconsult. A área plantada apresenta crescimento de 12,5% (1,89 milhões de hectares) e, em termos de produtividade, a estimativa também é positiva, com cerca de 121 arrobas de pluma e 298 arrobas de caroço de algodão por hectare. Para garantir uma colheita produtiva e de qualidade, os agricultores da Bahia e de Mato Grosso devem ficar atentos aos desafios no campo em meio a condições climáticas adversas e a forte incidência do Bicudo-do-algodoeiro, um dos principais alvos que acomete até 90% das lavouras.

Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Roberto Rodrigues, a proliferação do Bicudo-do-algodoeiro foi ocasionada devido às populações tardias da safra anterior que se associaram a novas colônias, bem como condições climáticas adversas, que dificultaram o controle dessa praga. “Outros fatores agravantes estão atrelados ao aumento na área de cultivo de algodão no Brasil nesta safra e a sua alta capacidade de reprodução. Como resultado, todas as lavouras estão sendo impactadas pela evolução crescente do Bicudo-do-algodoeiro – inseto que ataca todo o ciclo reprodutivo da cultura, podendo comprometer a produção da lavoura quase que por completo se não tiver um manejo correto e eficiente”, ressalta Rodrigues.

Para contribuir com o cotonicultor no controle dessa praga, a IHARA, empresa de pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas, apresenta o Chaser EW – solução inédita com ação inseticida e fungicida em um único produto – que emerge como uma estratégia para otimizar o manejo de pragas e doenças na lavoura ao possuir amplo espectro no controle de diversos alvos como Bicudo-do-algodoeiro, Ácaro Rajado, Ramulária e Pulgão. Outro ponto forte dessa tecnologia é a ação anti-feeding, que paralisa a alimentação das pragas de forma imediata.  O risco de resistência também é reduzido.  

“As perdas causadas pelo ataque de pragas e doenças afetam não apenas os cotonicultores, mas também as pessoas que usam produtos à base de algodão. A falta de matéria-prima pode elevar o preço de uma infinidade de produtos, principalmente as roupas”, reforça o gerente de Marketing Regional.

Ensaios comprovam eficácia da tecnologia

O algodão é uma das principais commodities produzidas no Brasil, principalmente no Centro-Oeste, liderado por Mato Grosso (67% da produção) e Oeste da Bahia (22% da produção), porém está presente em mais 16 estados brasileiros. No entanto, o manejo de pragas ainda é uma das principais preocupações do cotonicultor brasileiro e importante entrave na escalada rumo a uma maior produtividade.

Para se ter uma ideia, para combater alvos como o Bicudo-do-algodoeiro e o complexo de lagartas, pulgões e ácaros, os produtores fazem uma média de 26 aplicações de inseticidas durante o ciclo da cultura. Em seguida, vem o investimento em fungicidas, adotado por 100% dos agricultores, com uma média de oito aplicações por ciclo. “O Chaser EW possibilita que o cotonicultor simplifique o manejo, utilizando um único produto que une ação inseticida e fungicida para combater múltiplos alvos com muito menos aplicações, contribuindo assim para o aumento da produção e melhorando a qualidade da fibra do algodão”, explica o gerente de Marketing Regional da IHARA.   

Em ensaios realizados pelo Instituto Mato Grosso do Algodão, em lavouras da região, o Chaser EW apresentou alta eficácia no controle do Bicudo-do-algodoeiro e no combate a Ramulária. Outros ensaios foram conduzidos pela equipe de pesquisadores da IHARA em lavouras de Mato Grosso, Bahia e São Paulo, onde foram constatados resultados significativos no controle de outros alvos: Ácaro Rajado (81% de eficácia) e Pulgão (93%), por exemplo. Na região de Rio Verde (GO), a tecnologia apresentou 70% na performance de combate ao Ácaro Rajado.

“Com esses resultados, a IHARA reafirma seu compromisso com os cotonicultores em fornecer soluções inovadoras e eficazes para impulsionar a agricultura brasileira. Os produtores de algodão, por sua vez, ao utilizarem o Chaser EW podem enfrentar esses desafios com mais confiança, garantindo uma safra mais produtiva e maximizando o retorno sobre o investimento”, finaliza Rodrigues.

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