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Gordura protegida e estresse térmico em vacas leiteiras

Nathaly Carpinelli/Divulgação

Por Nathaly Carpinelli, coordenadora técnica da Nutricorp

No Brasil, o estresse térmico causado pelo calor é muito comum durante o verão, pois na maioria dos estados brasileiros as temperaturas excedem os 29ºC. Dentro do sistema de produção leiteira, o estresse térmico tem um grande impacto, sendo responsável por causar perdas econômicas. Isso ocorre porque em situações de estresse térmico, os animais tendem a reduzir o consumo de matéria seca (CMS), impactando negativamente em produção de leite, reprodução e sistema imunológico do animal (Bagath et al., 2019). Para mitigar o problema, além da ajuda das tecnologias disponíveis no mercado, uma dieta com a inclusão de sais cálcicos de ácidos graxos (SCAG) pode ser uma estratégia segura para reduzir a produção de calor interno (fermentação ruminal).

Para entender esse processo, antes é preciso pontuar que os animais homeotérmicos, como as vacas leiteiras, possuem uma zona de conforto térmico ou zona de termoneutralidade, que varia de 5 a 29 °C (Azevedo et al., 2005). Esta faixa de temperatura é considerada ótima para a produtividade dos animais, acima dessa temperatura as vacas entram em estresse térmico pelo calor e abaixo pelo frio. Se a vaca sair da sua zona de termoneutralidade, o sistema termorregulador do animal é acionado, com objetivo de capturar (estresse pelo frio) ou dissipar (estresse pelo calor) calor.

Por isso, os animais possuem mecanismos para que o organismo retome e/ou mantenha-se em sua zona de termotolerância, tais como aumento na frequência respiratória, maior tempo em pé e maior consumo de água.

Atualmente, a implementação de práticas de manejo e novas tecnologias, fazem com que o produtor identifique com maior precisão as vacas sob condições de estresse térmico. Por isso, os sistemas de produção de leite estão se atentando mais aos impactos do estresse térmico, buscando promover ambientes adequados para os animais, utilizando climatização, ventiladores, sombrites, aspersores, protocolos de resfriamento, densidade animal correta, entre outros. 

Sendo assim, os SCAG podem ser utilizados como uma estratégia de suplementação para o verão, pois apresenta as seguintes vantagens:

• Efeito by-pass pelo rúmen: O efeito by-pass é muito importante, pois os lipídios protegidos escapam do processo de fermentação ruminal, de forma que o perfil de ácidos graxos que chega ao intestino delgado seja o mesmo presente na dieta.

• Adensamento energético seguro: Quando comparada com carboidratos e proteínas, os lipídios são a fonte de energia que gera o menor incremento calórico (Van Soest, 1982), em outras palavras, menos calor durante o metabolismo energético. Sendo assim, os lipídios podem ser uma estratégia para substituir parcialmente os carboidratos da dieta.

Diante disso, vale ressaltar que a suplementação com SCAG, pode ser adicionada na dieta de várias categorias animais, desde que acompanhada pelo nutricionista da fazenda, servindo como uma alternativa para períodos de baixo consumo de matéria seca, como por exemplo o verão. A Nutricorp conta com uma linha completa de SCAG de alta qualidade, que podem ajudar a melhorar o desempenho do rebanho durante essa fase crítica. 

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