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quarta-feira, abril 24, 2024
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Investimento no solo para o cultivo de folhosas

O cultivo no solo é muito importante e requer investimento.

Por Gustavo Hacimoto

Para o cultivo de folhosas em solo, no qual pode-se fazer em média de 5 a 6 ciclos consecutivos por ano numa mesma área, é relevante também pensarmos em como estamos manejando esse bem de extrema importância. Pensar que não devemos apenas retirar dele o produto final como uma alface ou apenas repor o que é necessário para cultivar esses itens como os adubos sólidos, mas sim pensar a longo prazo e retornar para esse solo também a capacidade física, química e biológica para que ele se mantenha ativo e produtivo por diversos anos.

Divulgação

Uma das práticas pensando a esse respeito é trabalhar a rotação de culturas, que além de quebrar o ciclo de algumas pragas e doenças, aumentar o nível de matéria orgânica no solo pode favorecer justamente esse investimento no solo, fazendo com que ele possa ser produtivo por mais tempo. Podemos pensar que estamos perdendo um ciclo de alface, por exemplo, ao plantar uma aveia ou milheto, mas devemos ter em mente que é justamente o oposto. Estamos deixando a terra “parada comercialmente” por cerca de 50 a 60 dias para que no futuro tenhamos um solo mais equilibrado.

Do contrário, ao apenas retirar por meio de plantios e colheitas sucessivas, chegaremos a um limite, no qual podemos enfrentar dificuldades na produção. Em folhosas em algumas regiões do Brasil podemos acompanhar que os produtores já fazem uma espécie de plantio direto na palha, após a rotação com milheto, por exemplo. Isso auxilia no controle de plantas daninhas, na umidade do solo, o deixa menos compactado. Ou seja, traz ainda mais vantagens ao sistema.

Outra alternativa nesse sentido é a utilização de produtos de origem biológica, como, por exemplo, fungos e bactérias benéficos à produção e antagonistas a doenças de solo (como Fusarium, Sclerotinia e Rhizoctonia). Isso traz uma diversidade de organismos, de alta importância para auxiliar a produção e minimizar os riscos dessas doenças, auxiliando, portanto, na parte biológica do nosso solo. Diversas espécies de Trichoderma e Bacillus são exemplos desses organismos extremamente favoráveis, sendo comercializados e pesquisados por diversas empresas atualmente. Elas atuam tanto no controle de doenças como as que foram citadas quanto também no desenvolvimento das plantas.

São apenas alguns exemplos para exemplificar que temos ferramentas a disposição, e que com certeza teremos mais conforme o avanço de pesquisas nesse tema, para garantir que nosso solo se mantenha produtivo e ativo por muitos anos.

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