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sexta-feira, agosto 12, 2022
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Manejo de daninhas na dessecação pré-plantio

Marina Scalioni Vilela Engenheira agrônoma, mestra em Agronomia/Fitotecnia e doutoranda em Agronomia/Fitotecnia – Universidade Federal de Lavras (UFLA)marinasv3p@gmail.com

Lais Sousa Resende Engenheira agrônoma, mestra em Agronomia/Fitotecnia e doutoranda em Agronomia/Fitotecnia – ESALQ/USPsialresende@gmail.com

Alisson André Vicente Campos Engenheiro agrônomo e doutorando em Agronomia/Fitotecnia – UFLAalissonavcampos@yahoo.com.br

Plantas daninha – Crédito: Sebastião Polato

A dessecação pré-plantio ou dessecação antecipada se refere à prática de aplicar herbicidas a fim de eliminar todas as plantas daninhas e restos remanescentes de cultivos, sendo realizada antes da semeadura de determinada cultura. Em resumo, essa prática se refere à preparação do solo para receber as sementes.

 As plantas daninhas competem com a cultura principal por água, luz e nutrientes.  Assim, a dessecação pré-plantio, quando bem realizada, facilita a semeadura devido ao melhor corte da palhada e à distribuição mais uniforme das sementes, permitindo o desenvolvimento da cultura no limpo, ou seja, livre de plantas daninhas.

Dessecação pré-plantio

A dessecação pré-plantio é realizada aproximadamente 30 dias antes da semeadura da cultura para a completa ação dos herbicidas. Esse período é importante para o controle de plantas daninhas resistentes ou de difícil manejo. Dessa forma, há maior rendimento da semeadora pela facilidade de corte da palhada e uniformidade da área.

Para bons resultados, o produtor deve primeiramente identificar as plantas daninhas presentes na área a fim de direcionar o melhor herbicida a ser aplicado e quantas aplicações serão realizadas. Além disso, deve-se observar também o estádio dessas plantas daninhas. De modo geral, quanto menor a planta daninha, mais fácil será o controle.

Para a escolha dos herbicidas, é importante também considerar a seletividade para a cultura. Para o uso de herbicidas residuais, é necessário que o herbicida seja seletivo à cultura ou que o período de carência seja respeitado para que não haja o “carryover”, ou seja, fitointoxicação da cultura subsequente após a aplicação do herbicida.

Cuidados

Outros fatores a serem considerados são as condições ideais de aplicação e o uso da tecnologia de aplicação. Para a aplicação, deve ser respeitada a umidade relativa de no mínimo 55%, velocidade do vento de 3 a 10 km/h e temperatura do ar de no máximo 30°C.

O vento pode influenciar a qualidade da aplicação devido ao arraste das gotas. A temperatura e a umidade influenciam principalmente a evaporação das gotas. Já a tecnologia de aplicação se refere ao conjunto de práticas para que o produto chegue corretamente ao alvo sem que haja deriva e contaminação ao ambiente e ao homem.

Para isso, o pulverizador deve ser regulado adequadamente. Um ponto importante nesse caso é o uso de herbicidas de contato que demandam boa cobertura do alvo para sua ação e pontas adequadas na aplicação.

Estratégias

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