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sexta-feira, julho 1, 2022
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Máximas produtividades marcam solo mineiro

A Família A. Guimarães, em Serra do Salitre, ganhou o prêmio do CESB

Crédito Família A. Guimarães
Crédito Família A. Guimarães

Crédito Família A. Guimarães
Crédito Família A. Guimarães

A Família A. Guimarães produz soja, milho, feijão, trigo, sorgo, algodão e café na fazenda Lavrinha, no município de Serra do Salitre (MG), em 2.370 hectares. O grupo é familiar e hoje gerido pelos três filhos do casal fundador.

Rogério de Souza Guimarães conta que cada filho cuida de uma parte específica da holding. “Há um ano meu pai faleceu e assumimos o negócio.Eu fico no administrativo financeiro, mas como sou engenheiro agrônomo, me envolvo também com a parte de produção, de solos e nutrição. Meu irmão mais velho, Ricardo, também engenheiro agrônomo, cuida dos cereais, e meu irmão mais novo, Francisco, é advogado e especialista em café, responsável pela produção de café do grupo“, relata Rogério.

Premiação

Nesse ano o grupo ganhou o prêmio do CESB, uma organização que gratifica e homenageia produtores de soja que alcançam altas produtividades. Com esse prêmio, criou-se uma engenharia reversa.Eles partem do sucesso do produtor no campo para saber o que foi feito na fazenda, e então tentam criar um modelo de alta produtividade.

O prêmio vem evoluindo, com o passar dos anos, e essa foi a primeira vez que a Família A. Guimarães participou, tendo ganhado na região sudeste. “Consideramos que foi uma vitória muito grande, porque não fizemos nada de diferente do padrão da fazenda.Simplesmente plantamos, usamos o manejo habitual do restante das áreas e no meio de um talhãoescolhemos uma área de três hectares que conseguimos uma produtividade de praticamente 109 sacas por hectare de soja em sequeiro.Essa área estava no meio de um talhão de 165 hectares que teve 92 sacas de média“, revela o produtor.

Ele acredita que o sucesso se deu graças ao fato de trabalharem o solo de uma forma bem intensa em termos de fertilidade, pois não adianta ter só uma camada superficial fértil, sendo que o mais importante é que as raízes estejam em profundidade para a produção suportar um período maior de falta de chuva, e buscar nutrientes no perfil do solo.

Outro fato importante é a proteção da planta ser bem feita, com aplicação de fungicidas preventivospara não ter problemas com doenças como ferrugem asiática, o que é muito sério. “Com uma equipe bem treinada, qualificada e um solo bem equilibrado em fertilidade e com a escolha da cultivar certa, acabamos conseguindo esse resultado.É preciso bastante capricho nas etapas, e não fazer por fazer. Por esse motivo, na cafeicultura ganhamos dois prêmios de qualidade de café nos últimos três anos“, orgulha-se Rogério.

Apesar de na cultura da soja essa qualidade não aparecer diretamente para o produtor, o peso do grão é essencial. A média de peso da cultivar trabalhada por ele é de 170 gramas por mil grãos, mas no caso de Rogério, chegou a 218, revertido em qualidade e produtividade.

Nos cuidados com o solo, nutricionalmentea Família A. Guimarães usa linhas interessantes de fertilizantes, mas partindo da base de um solo corrigido em acidez.Segundo Rogério, se o solo não estiver com pH adequado e com bastante cálcio e magnésio, que geralmente vem do calcário, não adianta trabalhar com os outros tipos de adubo. “Trabalhamos com a saturação de base alta na fazenda, buscando algo em torno de 80%. Nosso solo já tem uma caixa interessante de fósforo, potássio, enxofre e todos os outros nutrientes e micronutrientes envolvidos“, informa.

Parceria com a Sagra

 Os irmãos Rogério e Ricardo Guimarães - Crédito Luize Hess
Os irmãos Rogério e Ricardo Guimarães – Crédito Luize Hess

A Família A. Guimarães é parceira da Sagra há anos, e avalia esta como uma empresa sólida, que auxilia muito na fazenda. “Com certeza associamos o nosso desempenho bem-sucedido nas culturas de soja e café à Sagra, que representa algumas empresas que têm qualidade de produtos muito interessante, como a Basf. E esses produtos com certeza trazem benefícios para a lavoura“, elogia.

A revenda da Sagra que atende a Família A. Guimarãesé de Patrocínio (MG). “Optamos por essa empresa porque, além de ser uma empresa sólida, temos um relacionamento muito bom com a equipe que nos atende. Esse relacionamento e a confiança que temos para comprar os produtos e deixá-los guardados e armazenados, além do conhecimento que eles trazem para nós, é muito importante“, opina Rogério.

 

Planejamento é tudo

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

Tudo o que a Família A. Guimarães se propõe a fazer, como no plantio de algodão que começou esse ano, a busca por informação sempre vem antes. “Buscamosinformação não somente com outros produtores, mas de revendas, dissertações de mestrado, teses de doutorado, ou seja, com pessoas chaves.Juntamos tudo isso e conseguimos partir para um caminho de sucesso“, ressalta Rogério.

Essa é parte da matéria de capa da Revista Campo & Negócios Grãos, edição de agosto de 2018. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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