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Plantação de floresta comercial como negócio do futuro

Incentivos financeiros e políticas públicas são indicadores de que empresas terão que aderir a chamada “economia verde”.

Incentivos financeiros voltados à chamada “economia verde” aliados a políticas públicas que buscam a promoção da sustentabilidade, e ao destaque que a Environmental, Social and Governance (ESG) – Ambiental, Social e Governança, traduzido para o português – vem ganhando no mundo dos negócios são alguns dos iniciadores do que se espera das empresas nos anos a seguir.

Crédito: Depositphotos

A plantação de florestas comerciais pode ser considerada o “futuro do mercado”, que une sustentabilidade e valorização do meio ambiente.

“Economia verde” é um conceito que busca reduzir os riscos ambientais e aliar o desenvolvimento sustentável ao crescimento econômico. O modelo reúne um conjunto de práticas que visa a melhoria dos indicadores sociais e pode ser interpretado como uma solução para os problemas ambientais que já são enfrentados pelo mundo todo.

Outro termo popular no meio dos negócios é o ESG, uma espécie de métrica que envolve boas práticas dentro de uma empresa. Neste contexto, impactos ambientais, respeito aos direitos humanos e emissões de carbono são levados em conta.

Efeito estufa

Estima-se que mais de 20 mil campos de futebol são desmatados ao ano na mata atlântica. Além de extinguir o habitat natural de diversas espécies de animais que moram no local, o desmatamento desenfreado lança 9,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

O resultado é o aumento do efeito estufa, um fenômeno natural, mas que pode ser perigoso, quando em excesso, e tem o aquecimento global como uma de suas consequências.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aumento do fenômeno pode provocar a propagação de doenças e pandemias, escassez de alimentos, desertificação de áreas férteis, inundação de ilhas e cidades costeiras, entre outros prejuízos, que afetam não só o meio ambiente em si, mas também os seres humanos.

Diante da iminência desses problemas se tornarem ainda mais presentes no cotidiano, uma série de medidas são anunciadas em todo o mundo para conter o avanço do aquecimento global, e ao mesmo tempo, garantir a geração de renda, lucro e emprego.

Um reflexo disso, é a preocupação ambiental ter sido incorporada na proposta da reforma tributária brasileira. Mecanismos foram incluídos para estimular a economia verde e produtos mais sustentáveis. Além disso, de acordo com o texto, produtos prejudiciais ao meio ambiente serão taxados com o chamado “IPVA ecológico”.

Projetos

A tecnologia de Captura e Estocagem de Carbono (CCS, em inglês) é outro exemplo da preocupação mundial com as boas práticas ambientais. O projeto tecnológico está ainda em fase inicial, e tem como objetivo retirar o dióxido de carbono produzido em processos industriais e armazená-lo no fundo da terra, em formações geológicas. O transporte da substância seria feito por meio de tubulações.

De acordo com Higino Aquino, diretor do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), empresa especializada no plantio comercial da espécie Mogno Africano, a prática é uma alternativa sustentável para a produção de madeira nobre, que atende à demanda mercadológica, e ao mesmo tempo, alivia a pressão das florestas nativas.

O Polo Florestal de Mogno Africano está localizado na cidade de Pompéu, no estado de Minas Gerais, uma região estratégica, que possui 16% de sua extensão coberta por florestas, sendo que 4.400 hectares são de áreas próprias e de clientes da empresa.

O mogno africano é considerado uma madeira nobre, dura e de alta qualidade. Por esses motivos, suas aplicações envolvem a área da construção civil, ornamentação de luxo, construção naval, e outros setores, que conferem a ele um alto valor agregado.

“É importante levar essas tendências de mercado e comportamento em conta na hora de escolher um investimento financeiro. O Polo Florestal de Mogno Africano é uma solução que proporciona retorno acima de R$ 1,5 milhão por hectare”, explicou Higino. Além de viabilizar o lucro, a administração da floresta comercial feita pelo Instituto visa democratizar o investimento entre aqueles que não têm conhecimento prévio sobre o plantio e gestão florestal, porque toda a cadeia de produção fica sob responsabilidade da empresa.

O especialista ressalta que o perfil dos investidores é variado, “pessoas físicas e empresas investem no setor, eles não precisam ter conhecimento sobre propriedades rurais”.

Como investir?

O investimento começa com a aquisição de lotes a partir de 7,2 hectares, seguindo a legislação para desmembramentos de áreas rurais que permite ao investidor adquirir terras com valores acessíveis, bem localizadas e pré-avaliadas com todos os requisitos de aptidão para o cultivo do Mogno Africano.

 A terra é transferida para o nome do investidor com matrícula individualizada, tornando-o dono da terra e da floresta.

Em seguida começa a fase de implantação e manutenção que envolve a correção e preparo do solo, produção das mudas e o plantio. O corte raso é realizado após os 17 anos, e ao longo desse tempo, o IBF fica responsável pelo gerenciamento de todos os processos necessários para assegurar o pleno desenvolvimento do Mogno Africano.

O investidor pode acompanhar todo o investimento no Polo Florestal por meio de um aplicativo. Ao final desse ciclo de cuidados, a madeira pode ser vendida, com auxílio do IBF, que avalia e viabiliza possibilidades de comercialização.

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