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Produtores rurais e startups são premiados no AgroBIT Brasil 2022

Três produtores foram premiados na segunda edição do Prêmio Produtor Rural 4.0 e três startups, no Smart Farm Mapa Conecta.

O encerramento do AgroBIT Brasil 2022, nesta quarta-feira (9), foi marcado pelas premiações de produtores rurais e startups que vêm se destacando por inovações e tecnologias no campo. Os ganhadores da segunda edição do Prêmio Produtor Rural 4.0 foram Carla Santos Rossato (1º lugar), Edson Zanin (2º) e Edson Carlos Garcia (3º).  

Primeira colocada, a produtora de soja e milho Carla Rossato, da Fazenda Bom Jesus, em Santa Mariana e Sertaneja (PR), foi indicada ao prêmio pelas empresas GDM e DONMARIO por sempre testar, em primeira mão, as novas cultivares e ferramentas tecnológicas das empresas. Na última safra, a produtora implementou a “Semeadura em taxa variável” e a “Combinação de Genética em um mesmo talhão”. Segundo as empresas, na área de alta fertilidade, Carla obteve ganho de 319 kg/ha, produção 19% superior ao realizado pela semeadura em taxa fixa.  

“Hoje, dentro da nossa propriedade, os maquinários estão 100% conectados, já estamos fazendo todas as correções do plantio de sementes, adubação e pulverização em taxas variáveis. Tudo isto traz um bom retorno, tanto em produtividade como em rentabilidade. Para mim ganhar esse prêmio é um reconhecimento enorme porque o AgroBIT é uma grande inspiração para mim, desde a sua primeira edição. Aqui, ouvi vários depoimentos de produtores e de empresas do agro que me impulsionaram. Vi que o que eu sempre idealizei era possível ser feito. Temos que mudar sempre para obter melhores resultados”, sentencia Carla. 

Para o produtor de soja e milho e pecuarista Edson Zanin, vizinho de Carla Rossato em Sertaneja, a garantia do segundo lugar veio em razão da adoção de várias tecnologias em sua propriedade, como agricultura de precisão, plantio sobre linha, taxa variável no adubo, corte de sessão das sementes e pulverização monitorada por satélites e controles por Field View.  

Em seus 45 anos de experiência como empresário rural, Zanin sempre buscou a inovação e produtividade. Ele conta que, desde a década 1980, aposta no manejo sustentável, plantio direto e conservação do solo. Mais tarde passou a investir na agricultura 4.0, buscando tecnologias de última geração, e assim conseguiu dobrar sua produtividade nos últimos anos. 

O terceiro produtor premiado foi Edson Garcia, indicado pelo Sicredi Dexis. Ele e os irmãos Almir e Marcos Antônio Garcia se dividem na produção de soja, milho, café, bovinos e suínos na Fazenda São Manoel, em Pitangueiras (PR). Os irmãos Garcia, vislumbraram uma grande oportunidade para dar mais sustentabilidade à atividade de suinocultura e investiram na construção de um biodigestor, que utiliza os dejetos de cerca de 2 mil suínos para produzir energia elétrica, assim produzem energia limpa, que também alimenta energeticamente o silo de grãos e a residência familiar.  

Segundo Edson, a família deve recuperar o financiamento de cerca de R$ 450 mil, liberado pela cooperativa no ano passado, dentro de três a quatro anos. Hoje, o gerador funciona entre 8 a 10 horas por dia e produz 70 kwh. Antes do biodigestor, os Garcia gastavam de R$ 10 mil a R$ 15 mil por mês de energia elétrica na propriedade; hoje, a economia é de 70%. “Fiquei surpreso em ganhar este prêmio. Não esperava porque o biodigestor não é uma novidade, mas além de ser um bom negócio, a gente se adequa a questão ambiental”, avalia Edson. 

Startups vencedoras 

A vencedora do Smart Farm AgroBIT Mapa Conecta foi a NCB Sistemas Embarcados, de São José dos Campos (SP), seguida por MyEasyFarm, de Piracicaba (SP) e iCrop, de Uberlândia (MG). A primeira colocada levou prêmio de R$ 6 mil, a segunda, R$ 2 mil e a terceira, R$ 1 mil.  

A premiação é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Sebrae/PR, Governança AgroValley, FB Group, Sociedade Rural do Paraná e Go Agritech, além do apoio da Cotidiano Aceleradora. 

A NCB é uma empresa de base tecnológica brasileira com sede em São José dos Campos, especializada em oferecer equipamentos e sistemas de software para o controle biológico de precisão para o controle de pragas sustentável, em diversas lavouras no Brasil e no exterior. São utilizados tratores, motos, aeronaves agrícolas e principalmente os drones para garantir a cobertura das áreas e atendimento às necessidades específicas de cada região e de cada cliente. 

A startup francesa MyEasyFarm, de gestão da agricultura digital, que tem sua base no Brasil na AgTech Garage, em Piracicaba, ficou em segundo lugar. A empresa vem atuando para facilitar o dia a dia do produtor rural a partir dos dados coletados a campo por suas máquinas e funcionários. As informações são organizadas e conectadas a um sistema agnóstico, que aumenta a agilidade e assertividade na tomada de decisões. O foco é resolver os desafios do produtor na lavoura, para que ele evite erros e desperdícios. 

Já a iCrop, terceira colocada, oferta uma gestão inteligente de irrigação, com uso de ferramentas digitais e apoio de uma equipe especializada de mais de 70 consultores espalhados por nove Estados. As fazendas assistidas pela empresa têm obtido redução média de 20% no consumo de água e de energia. A plataforma iCrop Vision integra dados de mais de 300 estações meteorológicas instaladas em 1,2 mil clientes e monitora em torno de 7,5 mil pivôs centrais e mais de 50 culturas diferentes.  O sistema permite a tomada de decisões de forma mais assertiva pelo produtor, tornando o processo de irrigação mais eficiente, evitando desperdícios e erosão, resultando em ganho na fatura de água de até 40%. 

De acordo com Lucas Ferreira Lima, coordenador Estadual Estratégico do Sebrae Paraná, o evento se consolida como um dos principais eventos de inovação do agronegócio na América Latina. “O AgroBIT apresenta as ofertas de inovação que existem nos institutos de pesquisa, nas grandes empresas, em startups e nas universidades e possibilita a conexão com as demandas por inovação que vêm dos produtores rurais e até do poder público. E entrega para o ecossistema uma série de resultados relevantes para melhorar a produção agropecuária e a rotina do empresário rural”, completa. 

“Nós reconhecemos o potencial do estado e, principalmente, da nossa região, para a inovação no agronegócio. O resultado dessa premiação reafirma cada vez mais nosso propósito de incentivar o debate e promover a inovação e a tecnologia para o produtor rural”, afirma o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Marcelo Janene El-Kadre. 

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