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domingo, fevereiro 25, 2024
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Proibir 2,4-D vai custar mais R$ 1,6 bilhão

Os produtores rurais brasileiros teriam um gasto adicional de R$ 1,6 bilhão por ano caso os herbicidas à base de 2,4-D sejam banidos, forçando sua substituição por outras moléculas. É o que aponta uma pesquisa que mapeia os aspectos biológicos e econômicos do uso desse agroquímico, realizada pelos engenheiros agrônomos e pesquisadores especializados no tema, Robinson Osipe e Jethro Barros Osipe.
De acordo com o estudo, o custo extra com a retirada do 2,4-D da agricultura do Brasil equivale a 417,76% a mais do montante utilizado com o defensivo para o manejo e controle de plantas daninhas. “A retirada do 2,4-D do mercado agrícola brasileiro provocaria, de maneira direta, um significativo aumento médio anual no custo de controle de plantas daninhas. O produto é usado em diversas culturas no País, mas se sobressai na de soja, que representa 65,4% da área cultivada”, ressalta Robinson Osipe.

Produto econômico

O pesquisador aponta que o 2,4-D é muito usado justamente porque é mais econômico. O estudo analisou o custo médio por hectare em sete principais culturas com registro no País, e a variação foi de R$ 10,79 – para cultura de arroz que ocupa uma área de 29,74% – a R$ 27,84 – para o café que abrange um espaço de 12,62%. Para a soja, que tem a maior expressividade territorial, 65,4%, o custo é de R$ 13,22 a cada 10 mil m2.
O levantamento dos Osipe comparou o custo do uso de 2,4-D com outros herbicidas do mercado, e concluiu que seria necessário investir mais, seja qual for a cultura. As porcentagens variam de 344,89%, o que equivale em torno de R$ 1 bilhão para a soja, até 452,54%, para o café, cujo custo a mais seria de aproximadamente R$ 18,7 milhões uso de um defensivo alternativo.
Robinson Osipe acrescenta que outro fator diferencial do 2,4-D, com formulação a base amina, é que o produto não é volátil. Isso evita a deriva do defensivo, que provoca prejuízos tanto para a lavoura, que não recebe a proteção desejada, como para outras culturas vizinhas que sofrem quando as aplicações são feitas em condições climáticas desfavoráveis ou sem equipamentos em condições adequadas.

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