15.2 C
Uberlândia
quinta-feira, julho 18, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioNotíciasSafra de grãos em 2023 deve impulsionar indústria química

Safra de grãos em 2023 deve impulsionar indústria química

Imagem de arquivo

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado recentemente pelo IBGE, prevê que a safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas de 2023 deverá ser de 293,6 milhões de toneladas – representando um novo recorde. Em relação à safra de 2022, deve haver um aumento de 11,8%. Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, a safra da soja foi drasticamente reduzida devido à falta de chuvas em 2022, sobretudo na região Sul. Até o momento, o ano que se inicia terá condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de soja e milho.

Além da chuva, o desempenho também está relacionado ao uso de defensivos agrícolas e fertilizantes especiais, com consequente aumento de demanda da potassa cáustica — o que favorece a indústria química. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), os defensivos agrícolas estão entre as principais tecnologias usadas nas lavouras e protegem os cultivos do ataque e da proliferação de fungos, bactérias, ácaros, vírus, plantas daninhas, nematoides e insetos considerados pragas ou causadoras de doenças, garantindo alimento saudável à mesa da população.

De acordo com João César de Freitas, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas — que se destaca na produção de potassa cáustica da América do Sul — as boas perspectivas para a safra de grãos em 2023 sinalizam positivamente para a indústria química, já que a comercialização da potassa cáustica — fundamental na industrialização de defensivos agrícolas — também responde a todo aumento de demanda.

O executivo explica que a potassa cáustica (hidróxido de potássio) é um álcali parecido com a soda cáustica, porém é utilizado em aplicações mais nobres, em que a presença de sódio é indesejada. “A matéria-prima da Katrium é o cloreto de potássio, que precisa ser importado. A eletrólise do sal gera a potassa, mas também cloro, hidrogênio, ácido clorídrico e hipoclorito de sódio. O maior consumidor da potassa é o setor agropecuário, que a emprega na produção de defensivos agrícolas e fertilizantes foliares. Sendo assim, quando a safra de grãos é destaque, também nós comemoramos”.

O Sindiveg ressalta que o combate a pragas é um dos maiores desafios da agricultura no Brasil, por ser um país tropical (quente e úmido) e um dos únicos a ter mais de uma safra anual. Além de controlar plantas invasoras, os defensivos agrícolas protegem os cultivos e contribuem para o aumento da produtividade com eficiência e segurança dentro de todos os padrões avaliados.

Por João César de Freitas, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas — maior produtora de potassa cáustica da América do Sul, baseada em Honório Gurgel, Rio de Janeiro.

ARTIGOS RELACIONADOS

Adubação com silício garante mais resistente às pragas no milho safrinha?

AutoresLetícia Galhardo Jorge Bióloga e mestranda em Botânica - IBB/UNESP leticia_1307@hotmail.com Bruno Novaes Menezes Martins Engenheiro agrônomo, doutor em Horticultura - FCA/UNESP e professor...

Exportação de amendoim cresce

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área plantada com amendoim ...

O real preço pago pela soja

O último informe técnico divulgado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de ...

Atenção ao plantio da safrinha

Ao iniciar uma safra, o produtor sempre espera ter o máximo de produtividade, mas para ...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!