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Setor florestal divulga relatório global de progresso de sustentabilidade

Comemorado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente serve como um reforço no alerta para os cuidados que se deve ter no âmbito ambiental e, em todo o mundo, as empresas têm investido na “economia verde”, unindo o fator de preservação às práticas de gestão sem esquecer dos compromissos sociais.

E as empresas do setor florestal reúnem bons exemplos quando se trata de práticas sustentáveis. O setor está em uma posição única para impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono por meio do manejo florestal sustentável, avançando também na bioeconomia florestal.

Créditos: Divulgação

O International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA), fórum global de diálogo de associações regionais e nacionais dos principais países produtores de celulose, papel e madeira do mundo, acaba de divulgar em seu Relatório de Progresso de Sustentabilidade 2023 o destaque para o papel que o setor de base florestal pode desempenhar no combate aos efeitos das mudanças do clima.


O Brasil figura dentre os estudos de caso do relatório com a pesquisa que deu origem ao Caderno de Biodiversidade do Setor de Árvores Cultivadas, desenvolvido pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).  A pesquisa consolida dados de monitoramento sobre a biodiversidade presente nas empresas do setor de árvores brasileiro, que, além dos 9,9 milhões de hectares de área produtiva, mantém 6 milhões de hectares de áreas de conservação, uma extensão equivalente ao estado do Rio do Janeiro. Outros números de destaque são o registro de mais de 8 mil espécies de animais e plantas em áreas do setor, das quais 335 estão ameaçadas de acordo com o ICMBio. 


“O setor brasileiro de árvores já vem trabalhando há décadas para aumentar sua produtividade utilizando menos recursos naturais, enquanto oferece uma grande gama de bioprodutos, recicláveis e biodegradáveis, para suprir as demandas globais por uma economia mais verde. Respeito ao meio ambiente e à biodiversidade em nosso setor é também um resultado prioritário, que temos medido com dados e bons exemplos, colhendo sempre grandes avanços em prol da sustentabilidade”, comentou José Carlos da Fonseca Jr., diretor executivo da Ibá.

Além disso, o setor no Brasil tem outro diferencial: todos os produtos fabricados são originados de árvores que são plantadas, colhidas e replantadas exclusivamente para este fim, comumente em áreas previamente degradadas, como pastos (portanto sem desmatamento). Esse é outro fato que contribui para a preservação dos biomas e sua biodiversidade.

A Bahia está em sintonia com este cenário. No estado são 700 mil hectares de plantações florestais e 450 mil hectares de florestas nativas destinadas à preservação ambiental. Por aqui são plantadas 250 mil árvores por dia.

“As florestas plantadas são essenciais para a preservação das matas nativas e responsáveis pela produção de quase 5 mil produtos que usamos em nosso dia a dia, incluindo papel, celulose, pisos, móveis, cosméticos, além de geração de energia. Além disso, o uso de produtos de base florestal gera um importante benefício climático, pois ajuda a evitar ou minimizar o uso de produtos baseados em fontes fósseis, ou não renováveis, evitando emissões ao longo de diversas cadeias produtivas. Os produtos de base florestal mantêm o carbono estocado ao longo de sua vida útil”, afirma a presidente da ABAF, Mariana Lisbôa.

Exemplos na Bahia

A Suzano promove ações de plantios de mudas em corredores ecológicos nos biomas Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica. A iniciativa, que é engajada por voluntários(as), colaboradores(as), prestadores de serviço da companhia e seus familiares, está alinhada ao compromisso da Suzano de conectar, até 2030, meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade desses ecossistemas, o que equivale a quatro vezes a cidade do Rio de Janeiro.

A Bahia oficialmente entrou na rota de um projeto que pretende conectar, por meio da formação de corredores ecológicos, uma área de corresponde a aproximadamente 173 mil hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade que se estende até o Espírito Santo, o que equivale a 173 mil campos de futebol. Na Bahia, o corredor ecológico conectará fragmentos florestais nativos dos municípios de Alcobaça, Caravelas, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas, Vereda, Itamaraju e Porto Seguro.  Além disso, a empresa é destaque com seu programa de restauração, com aproximadamente 10.846 hectares em processo de restauração em solo baiano.

A Veracel Celulose tem como política de negócio que, para cada hectare de eucalipto, mantém um hectare (ha) de área destinada à preservação. Assim, em cerca de 200 mil ha de área da companhia, 100 mil são de plantio de eucalipto, e 100 mil são de áreas destinadas à vegetação nativa. A companhia também é responsável por criar e manter, há 25 anos, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, a maior reserva do bioma Mata Atlântica do Nordeste brasileiro. Outra iniciativa de destaque são os mais de 20 anos de proteção às baleias Jubarte na região Sul da Bahia juntamente com o Instituto Baleia Jubarte (IBJ). Além disso, no último ano, a empresa alcançou o menor uso específico de água em atividades fabris na história da companhia (20,5 m³/tsa), além de ter registrado a redução de 13% do uso de gás natural no processo de produção, com a consequente diminuição de gases de efeito estufa.

A Bracell é uma empresa que tem a sustentabilidade como foco principal desde o nascimento. Prova disso são os programas e ações em prol do planeta e da biodiversidade, a exemplo do “Compromisso Um-para-Um”, lançado em 2022. A iniciativa, inédita no Brasil, contribui com a conservação das áreas de vegetação nativa em tamanho igual às áreas de plantio; ou seja, a cada um hectare plantado de eucalipto, a empresa se compromete a conservar, proteger ou restaurar um hectare de floresta nativa até o final de 2025. Além disso, possuímos programas como o monitoramento de microbacias hidrográficas nas regiões do Litoral Norte e do Recôncavo Baiano e o Ecomunidade, que forma moradores das comunidades para atuarem como ecoagentes. A Bracell também investe na preservação ambiental por meio de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Ao todo, a empresa possui quatro unidades na Bahia. Uma delas é a Lontra, que é reconhecido pela Unesco como único Posto Avançado da Reserva de Biosfera da Mata Atlântica de propriedade de uma empresa.

As atividades da Ferbasa também são norteadas pelo conceito de sustentabilidade, segundo o qual o progresso socioeconômico ocorre em harmonia com a natureza e com os seres humanos. Nesse sentido, a empresa integra várias unidades de plantios de florestas renováveis de eucalipto, que é a fonte de matéria prima para produção de biorredutor utilizado pela própria companhia como redutor na transformação dos minérios em ferroligas.

Mais sobre o relatório

Créditos: Divulgação


Os principais progressos nos indicadores de desempenho de sustentabilidade do ICFPA incluem:  50% da fibra de madeira adquirida veio de florestas geridas de forma sustentável e com certificações de terceira parte, um aumento de 38 pontos percentuais em relação ao ano base de 2000; as emissões de gases de efeito estufa diminuíram 23,5% em relação a 2004/2005; a participação energética da biomassa e de outros combustíveis renováveis é de  63,7%, um aumento de quase 11 pontos percentuais desde 2004/2005; o uso da água pelo setor diminuiu 9,5%; em 2021, quase 60% do papel e papelão produzidos globalmente foram reciclados para dar origem a novos produtos, marcando um aumento de 13,4 pontos percentuais desde o ano de 2000. 


O Relatório de Progresso de Sustentabilidade do ICFPA de 2023 também inclui a divulgação dos ganhadores internacionais de 2023 para o prêmio ICFPA Blue Sky Young Researchers and Innovation Award. O tema do Blue Sky 2022-2023 foi “Construindo uma economia de baixo carbono com silvicultura e produtos florestais positivos para o clima”. O prêmio é coordenado no Brasil pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).


A vencedora foi a pesquisadora brasileira Ivana Amorim Dias que realizou um projeto em parceria com a Suzano cujo objetivo foi desenvolver processos sustentáveis para obtenção de produtos de alto valor agregado, que transformam, via queima, os resíduos da madeira, gerando bio-óleo com alto potencial de aplicação.

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