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quarta-feira, julho 17, 2024
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Soja e milho: velocidade ideal da máquina no plantio

Crédito: Ademir Torchetti

Adenilson Adão Sponchiado
Técnico em Agropecuária, graduado em Ciências Biológicas e graduando em Agronomia – Centro Universitário da Faculdade Integrada de Ourinhos (Unifio)
adenilsonsponchiado08@gmail.com
Ana Caroline Scoparo
Produtora Rural e graduanda em Agronomia – Unifio
agroscoparo@gmail.com
Adilson Pimentel Júnior
Engenheiro agrônomo, doutor em Agronomia e professor – Unifio
adilson_pimentel@outlook.com

Nos dias de hoje, visando atender a demanda por alimentos devido à perspectiva de crescimento populacional, entre outros fatores, como rendimentos, dimensão da área cultivada, dificuldade com de mão de obra; se faz necessário a aplicação de máquinas e equipamentos que venham viabilizar a produção.

Por outro lado, a mecanização demanda grande investimento inicial, necessitando de um bom planejamento em cima do que o produtor pretende alcançar e adequar suas condições e estruturas atuais para suportar a migração para a atividade mecanizada.

Mecanização

A velocidade, ideal tanto para soja quanto para milho, é de 3,0 a 5,0 km/h, pois terá um menor revolvimento do solo, sementes bem distribuídas (espaçamento entre plantas aceitável, minimizando as falhas e dupla na semeadura) e índice de emergência uniforme.

Na literatura não é recomendado ultrapassar a velocidade ideal, mas há uma série de fatores e quem vai tomar essa decisão é o produtor, pois, dependendo do tamanho da área de plantio, ele acelera para poder plantar na janela.

Consequentemente, poderá causar danos ao plantio, pois quanto maior for a velocidade, maior o revolvimento do solo, com profundidade desuniforme, espaçamento entre plantas (duplas e falhas) e, consequentemente, uma emergência.

Os riscos anteriormente citados vão desencadear uma consequência, ou seja, a falha vai interferir no estande final de plantas (menor aproveitamento do espaço e, consequentemente, menor produção), os espaços onde deveriam estar uma planta produzindo estarão com erva daninha, competindo por umidade, nutrientes e luminosidade, sendo necessário a aplicação de herbicidas, onerando ainda mais o custo.

Outro risco são as plantas duplas, causando competição entre elas, levado ao estiolamento das plantas – uma será dominada e não produzirá, sem contar a maior propensão ao tombamento.

Resumidamente, é um risco que o produtor tem que ponderar se compensar corre, pois afetará significativamente seu custo de produção, produtividade e rendimentos. 

Clima x velocidade da máquina

Quando falamos em clima, há vários fatores, tais como precipitação, temperatura e umidade a serem considerados. O ponto ideal para entrar plantando é quando o solo está friável, ou seja, o produtor vai plantar com umidade suficiente para emergir, mas a velocidade pode interferir na profundidade da semente, ainda mais se estiver com mais umidade que o ideal.

Isso porque, quando aumentamos a velocidade, vai acumulando barro na rodinha limitadora de profundidade que, consequentemente, vai ficando com um “salto” e isso proporciona sementes mais rasas e desuniformes.

O tipo de solo também influencia, sendo que para os mais argilosos geralmente recomenda-se profundidade mais rasa e solos mais arenosos profundidades mais profundas.

Falhas no plantio

Atualmente, no mercado, encontram-se dois modelos de plantadeiras: mecânica e pneumática. Na mecânica, as sementes são distribuídas por meio da gravidade, ou seja, são colocados discos de acordo com o tamanho da semente, enquanto nas pneumáticas as sementes são distribuídas por meio do vácuo, ou seja, uma pressão de ar que distribui as sementes.

Na plantadeira a vácuo, a velocidade pode ser um pouco acima da ideal (6,0 a 8,0 km/h), pois as sementes são distribuídas por ar, como citado acima. Já nas mecânicas, recomenda-se andar na velocidade ideal, pois quanto maior for a velocidade, maior será a desuniformidade do estande (falhas e duplas), pois ocorre uma redução no espaçamento entre as plantas (falhas) e quando ocorre densidade entre as plantas, chamamos de duplas.

Muitos produtores perguntam: como saber se está com falha ou dupla? Vamos citar um exemplo: se em 1,0 m há 10 plantas para ser um estande aceitável o espaçamento entre plantas, ou seja, 10 cm, para saber se está com falha o espaçamento entre plantas teria que ser 1,5 vez maior, ou seja 15 cm – aí teria uma falha. Já para identificar uma dupla, o espaçamento entre plantas teria que ser metade do ideal, ou seja, 5,0 cm, aí seria uma dupla.

Dicas de manejo

Todos sabem que o plantio é único, ou seja, só planto uma vez. Então, o produtor tem que adotar alguns cuidados desde do planejamento até a produção final, pois estamos em um momento de safra, e como em todos os anos, terão fatores que poderão comprometer o plantio.

Pelo previsto, este será um ano bom de chuva, consequentemente, poderá atrasar o plantio, mas o produtor não deve ficar apavorado, ao contrário, tem que caprichar ao máximo, andar na velocidade ideal e realizar o conjunto de práticas tecnológicas para obter uma maior produção.

Isso porque 50% do potencial produtivo de uma lavora está no momento do plantio, então, caprichem e após o plantio realizem os manejos. Se ocorrer um ano bom de chuva, consequentemente, haverá boa produtividade.

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