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Suplementação luminosa da Nortel recebe chancela científica da Esalq/USP pela qualidade dos grãos de soja e milho

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A solução de suplementação luminosa desenvolvida pela Nortel, em parceria com a Signify (Philips) e Agropecuária Jacarezinho, com chancela científica da Esalq/USP obteve resultados efetivos na qualidade dos grãos nas culturas de soja e milho na Fazenda Bonança, do grupo Marfrig, no interior de São Paulo.

De acordo com a Pesquisadora da Esalq/USP, Simone Mello, durante o desenvolvimento da solução de suplementação luminosa na propriedade foram feitos estudos com cultivar de soja de ciclo médio e milho.

Ela destaca que a suplementação luminosa já vem sendo realizada há algum tempo em ambiente protegido e em campo, e o Brasil tem uma grande capacidade para fazer uso dessa tecnologia devido às áreas extensas para produção.

“A Nortel me procurou para desenvolver essa tecnologia em campo com o objetivo de entregar toda a solução e não somente a iluminação artificial”, pontua. Ela explica que as luminárias precisam ser resistentes às intempéries porque ficam em campo aberto. Com isso, toda a estrutura de materiais para a construção das luminárias deve ser tolerante aos estresses provocados pelo clima, além da atenção para sua estrutura de fixação e implantação. 

“A Nortel tem know-how suficiente para entregar a solução: a instalação, toda a manutenção do tipo de lâmpada adequada e o momento em que devemos entrar com a iluminação nas diferentes fases fenológicas da cultura para que no final consigamos agregar valor ao produtor”, explica a pesquisadora.

Segundo ela, para ser eficaz, a aplicação no campo precisa ser muito bem implementada e utilizada de forma adequada. “Não é simplesmente instalar a iluminação artificial no pivô central e irrigar a lavoura com luz. Temos a entrada e saída dessa luz no período correto para que realmente o estímulo resulte em aumento de produtividade sem provocar mudanças fenotípicas inadequadas. Portanto, o produtor não pode fazer isso de forma aleatória, mas, sim, com todo um suporte técnico da Nortel juntamente com as lâmpadas da Philips”, afirma.

O processo de desenvolvimento da solução de suplementação luminosa que envolveu as empresas parceiras foi acompanhado de perto pelo produtor Arnaldo Eijsink, que cedeu a área para os experimentos.

A pesquisadora Simone ressalta que o desenvolvimento da solução foi feito na região do interior do Estado de São Paulo, mas que é possível estender os estudos para outras regiões do Brasil considerando as diferentes condições climáticas e materiais genéticos.

“No caso da soja, de ciclo médio e longo, temos que adaptar a tecnologia dos diferentes tipos de materiais genéticos, considerando então diferentes regiões. Conseguimos com esses estudos aumento de produtividade em 27% para a soja e 36% para a cultura do milho”, destaca.

Simone salienta a qualidade dos equipamentos para o sucesso da solução. “A Philips, com luminárias de altíssima qualidade, que têm uma durabilidade muito superior a outras marcas que estão no mercado; a Nortel, com toda a sua tecnologia de desenvolvimento e suporte de iluminação e do nosso lado, a Esalq, por meio da pesquisa e suporte de laboratórios em diferentes áreas do conhecimento que agregam. Dessa forma, conseguimos entregar para o produtor não somente a iluminação artificial, mas a solução completa dentro dessa tecnologia”, avalia.

Divulgação

Qualidade dos grãos com resultados científicos

A pesquisadora avalia que a solução de suplementação luminosa proporcionou melhor interpretação dos estímulos de onda de luz, conforme a composição das plantas.

“É preciso analisar a qualidade da radiação artificial, o comprimento das ondas, a proporção da radiação e entender os seus efeitos nas plantas, assim como o tempo de duração da radiação utilizada. Por isso é tão importante, primeiramente, analisar as respostas das plantas à iluminação artificial”, explica.

Ela destaca que a iluminação tem uma grande eficiência até diante das adversidades climáticas e grandes variações. “Os resultados apontam para um aumento da produção com qualidade, acúmulo de biomassa nos locais desejados, aumento da produção de clorofila e até mesmo a otimização da aplicação de fertilizantes”.

A tecnologia foi testada sem alterar o padrão de manejo da propriedade. “Somente acrescentamos luz e promovemos uma forte interação entre a luz e a nutrição, com intervalos adequados que causaram as diferentes reações das plantas”, afirma.

Ela conta que o ‘pulo do gato’ é achar o tempo exato da entrada da luz para o aumento do fotoperíodo, e da saída de luz na produção. “Com o estímulo de luz adequado, conseguimos entender como a planta vai reagir e entregar ao agricultor exatamente o que ele espera”.

O produtor Arnaldo Eijsink destaca a qualidade dos grãos obtidos. “De nada nos adiantaria produzir mais grãos, mas menos cheios, por exemplo. A técnica se mostrou perfeitamente viável, pois a qualidade final é excelente, com adequada redução de custo, inclusive”, declara.

Tecnologia proporciona mais sustentabilidade

A professora Simone Mello destaca que obter um aumento de produtividade já gera um ambiente sustentável. “Você não vai ocupar mais espaço de solo para produzir aquela soja que está conseguindo ter um incremento de produtividade. Isso é conservação de solo, menor uso de recursos hídricos com o aumento da eficiência do uso da água. Conseguimos economizar em recursos realmente que são importantes para a agricultura e para a sociedade como um todo”, aponta.

“Tivemos incremento de produtividade. Então, não precisamos ampliar essa área para produzir mais: conseguimos com a iluminação artificial associada a outros fatores, como manejo da irrigação e da nutrição, potencializar a produtividade e esse ganho realmente vai contribuir com a sustentabilidade no Brasil”, afirma.

Segundo a pesquisadora, a iluminação artificial utilizada à noite com o objetivo de estender o fotoperíodo sempre será benéfica, se adequadamente empregada. “O aumento de produtividade pode variar de uma região para outra, em função das condições climáticas. Quando a empregamos, conseguimos aumentar a produtividade dentro de uma faixa que seja economicamente viável, ou seja, que pague realmente o investimento”.

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