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segunda-feira, junho 27, 2022
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Uso de nitrogênio na pré-florada da soja aumenta produtividade

 

Giancarlo Couto da Costa

Engenheiro agrônomo, consultor, produtor rural e empresário

giancarlo@verdeoeste.com

Crédito Miriam Lins
Crédito Miriam Lins

O nitrogênio (N) é considerado elemento essencial para as plantas, pois está presente na composição das mais importantes biomoléculas, tais como ATP, NADH, NADPH, clorofila, proteínas e inúmeras enzimas.

Em muitos sistemas de produção, a disponibilidade de nitrogênio é quase sempre um fator limitante, influenciando o crescimento da planta mais do que qualquer outro nutriente. Dada a sua importância e a alta mobilidade no solo, o nitrogênio tem sido intensamente estudado, no sentido de maximizar a eficiência do seu uso. Para tanto, tem-se procurado diminuir as perdas do nitrogênio no solo, bem como melhorar a absorção e a metabolização do N no interior da planta.

Influência nos estádios fenológicos

O elemento mais requerido pela soja é o nitrogênio. Portanto, para uma produção de 3.000 kg/ha, há a necessidade de 246 kg de nitrogênio, que são obtidos, em pequena parte, do solo (25 a 35%) e, na maior parte, pela fixação simbiótica do nitrogênio (65 a 85%).

Por estes dados pode-se avaliar a importância de se fazer uma inoculação bem feita, com inoculante de boa qualidade, para ter eficiência na fixação simbiótica do nitrogênio do ar a custo zero, por meio das bactérias nos nódulos das raízes da soja.

Por isso, deve-se evitar a adubação com nitrogênio mineral, pois além de causar a inibição da nodulação e reduzir a eficiência da fixação simbiótica do nitrogênio atmosférico, não aumenta a produtividade da soja. Quando a adubação for feita com adubo formulado, cuja fórmula possua nitrogênio e esta seja de menor custo que a mesma fórmula sem nitrogênio, pode-se utilizá-la na semeadura, desde que não ultrapasse 20 kg de N/ha.

É importante lembrar que, para que a fixação simbiótica seja eficiente, há a necessidade de se corrigir a acidez do solo e fornecer os nutrientes que estejam em quantidades limitantes.

Fique atento

É bom lembrar que não se deve aplicar nitrogênio na forma de adubação na cultura da soja, pois esta é feita pelas bactérias provenientes da inoculação feita no tratamento de sementes, antes do plantio.

Porém, foram feitos trabalhos com a aplicação de nitrogênio na pré-florada da cultura visando ativar fisiologicamente a planta, mostrando que há melhor aproveitamento dos demais nutrientes, o que acarretou ganhos significativos em produtividade.

No início do florescimento da cultura pulveriza-se 2 kg de N/ha. O requerimento de nitrogênio pelas plantas atinge o seu ápice no florescimento. Este fornecimento pontual de N favorece o maior pegamento de vagens/planta e prepara a planta para o enchimento de grãos. Com isso, os resultados em produtividade chegaram a 10 sc/ha a mais.

A melhor relação custo/beneficio foi obtida com aplicações de 2 kg de N/ha. O custo fica em torno de 80,00/ha, ou seja, pouco mais que 1 sc/ha.

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