24.6 C
Uberlândia
sábado, abril 13, 2024
- Publicidade -
InícioDestaquesAdubação biológica impulsiona produtividade agrícola

Adubação biológica impulsiona produtividade agrícola

Há mais de 50 anos no setor sucroenergético, produtor da região de Piracicaba/SP, conhecida por seus solos arenosos de classificação D e E, e nos últimos anos com baixo índice pluviométrico, alcançou resultados expressivos após adotar a adubação biológica como manejo padrão em suas propriedades.  O produtor, que fornece matéria-prima para um grande grupo de usinas, estava prestes a trocar de região devido aos resultados insatisfatórios obtidos nessas propriedades de solos restritivos. No entanto, após incluir o Adubo Biológico produzido com Microgeo® em seu manejo padrão, não apenas decidiu permanecer na região, como ampliou a adoção do manejo biológico para 100% da área plantada.

Renan Alecio acompanhando as avaliações de campo com o Pedro Martins, Representante Técnico da Microgeo.
Créditos: Divulgação

O Microgeo® é um componente balanceado que nutre, regula e mantém a produção contínua do Adubo Biológico por meio do Processo de Compostagem Líquida Contínua (CLC). Essa solução inovadora é a única que maneja e restabelece o microbioma do solo através do aumento da diversidade biológica, que possui em média 500 grupos diferentes de microrganismos com diferentes funções.

Com uma área cultivada de 13 mil hectares de cana-de-açúcar, o produtor Odair Novello realiza anualmente a reforma de cerca de 1.200 hectares, onde também cultiva soja. A introdução da Biotecnologia Microgeo® ocorreu em 2020, inicialmente na cultura da soja, e em 2022 foi estendida para a cana-de-açúcar, que de imediato já trouxe resultados positivos. “É difícil competir com outras regiões que têm solos com classificação A, B e C. É um desafio muito grande para nós”, disse Renan Alecio, Gerente Agrícola.

As avaliações de campo realizadas ao longo do desenvolvimento vegetativo da cana, como de enraizamento e as biometrias, já demonstraram ganhos significativos da área com aplicação do Adubo Biológico. Desde o início do ciclo, mesmo os resultados visuais na área tratada com a Biotecnologia Microgeo® já foram impressionantes. A biometria de raiz, por exemplo, comprovou os 44% de aumento do sistema radicular. 

Alecio expressou sua satisfação com os resultados obtidos: “Estamos vindo de 2, 3 anos com clima muito ruim e mesmo assim a tecnologia performou bem. Hoje, faço aplicação em 100% da área plantada, tanto via solo como via pulverização”, contou. Ele ressaltou que a região enfrenta desafios significativos devido aos solos arenosos e ao baixo índice pluviométrico dos últimos anos. No início do último ciclo da cultura, os primeiros 150 dias recebeu apenas 68 mm de chuva, impactando o desenvolvimento vegetativo.

Renan Alécio
Crédito: Divulgação

O Gerente mencionou que conheceu a Microgeo há sete anos, mas inicialmente teve receio de utilizá-la por ser uma tecnologia nova na região. No entanto, após tomar conhecimento de resultados positivos de outros produtores, decidiu incluir em seu manejo. Começaram com um projeto piloto em 54 hectares na cultura da soja e, posteriormente, avançaram para a cana-de-açúcar.

O Gerente destacou que a área tratada com o Microgeo® apresentou uma vegetação mais verde e uma cana mais saudável, mesmo durante os períodos de seca. Na primeira biometria, observaram um acréscimo de aproximadamente 6 toneladas por hectare em comparação com a área de controle. Esse resultado aumentou para 11 TCH na segunda biometria e, no momento da colheita real, foi constatado um ganho de 26 toneladas de cana por hectare.

Nos últimos anos o produtor atingiu a produtividade média de 75 toneladas por hectare.  “E a cana planta aqui na nossa região é difícil, a média fica em 100 toneladas por hectare e com o Microgeo® já contabilizamos 113 toneladas por hectare, um ganho bem significativo”, disse. Os resultados em TAH (tonelada de açúcar por hectare) foram muito expressivos, a área testemunha entregou 11,9 TAH enquanto a área com o uso do Adubo Biológico atingiu 15,1 TAH, um incremento de 3,2 toneladas de açúcar por hectare.

“Os resultados da Biotecnologia Microgeo® a nível nacional em cana-de-açúcar na média de 106 áreas com colheita real resultaram num ganho de 9 TCH, 1,3 TAH e um aumento do sistema radicular em 36%. Nesse produtor os resultados estão acima da média nacional de entrega da tecnologia, mesmo em ambientes restritivos uma excelente performance do canavial. Com esses resultados fica claro a importância da recuperação do microbioma local, mostrando a relevância da parte biológica do solo que precisa estar em equilíbrio com os demais fatores, física e química do solo” detalha Marco Antonio Farias, Coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Microgeo.

Além dos benefícios diretos na produtividade, o uso do Microgeo® contribui para a melhoria da estrutura física do solo e aumento da quantidade e tamanho das raízes que são essenciais para áreas com solos desafiadores como os da região de Piracicaba/SP.

“O pessoal ficou tão satisfeito que passamos de querer deixar a região por decidir passar a aplicação do Microgeo® para 100% da área. Agora vamos usar ano após ano a biotecnologia para repovoar o microbioma do solo nessas áreas, aumentar a diversidade de microrganismos nesses solos arenosos que estão há muitos anos com cana em cima de cana, e também já estamos com o projeto de ampliação da Biofábrica para aumentar a capacidade de produção do Adubo Biológico”, detalhou Alecio.

Atualmente a propriedade conta com uma BIM – Bofábrica Inteligente Microgeo® com capacidade de 150 mil litros. Até o próximo mês, será inaugurada uma BEM – BioEstação Microgeo® com capacidade de produzir 400 mil litros do Adubo Biológico e assim atender 100% da área.

Foto: canavial do produtor Odair Novello na região de Piracicaba/SP.

Tanto a BIM como a BEM, são instaladas pelo time de Infraestrutura da Microgeo® e a aquisição é modelo de comodato. A equipe técnica dá Microgeo® dá total suporte desde a montagem da biofábrica, produção do Adubo Biológico, orientação sobre as formas de aplicação e acompanhamento das avaliações a campo que comprovam os benefícios da tecnologia.

Sobre a produção on farm do bioinsumo, que promove a exclusividade da Digital Biológica, o Gerente entende ser esse um outro diferencial do manejo. “No começo a gente não entendia o porquê da matéria prima ser da região, mas com o tempo entendemos essas peculiaridades e inclusive fizemos análises que comprovaram que as bactérias presentes no adubo variam muito de acordo com a estação do ano, por exemplo”, contou.

Os resultados impressionantes obtidos com a aplicação dessa tecnologia têm permitido ao produtor permanecer e prosperar na região, superando os desafios enfrentados pelos solos restritivos e pelo clima desfavorável.

ARTIGOS RELACIONADOS

Cultivar pimenta – Por onde pode começar?

  Cleide Maria Ferreira Pinto Engenheira agrônoma, doutora em Fitotecnia/Práticas Culturais e Fitossanidade de Hortaliças e pesquisadora da Embrapa/Epamig cleide.pinto@epamig.ufv.br   Para o produtor que deseja se aventurar...

Ameaça e oportunidade para o cultivo do girassol no Brasil são tema de Reunião de Pesquisa Girassol

A XXI Reunião Nacional de Pesquisa de Girassol (RNPG) e o IX Simpósio Nacional sobre a Cultura do Girassol serão realizados conjuntamente nos dias...

Fertilizante organomineral em hortaliças

Raphael Passaglia Azevedo Mestre em Ciência do Solo e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Agronomia " UFU raphaelpassaglia@hotmail.com Regina Maria Quintão Lana Doutora em Ciência do Solo...

Controle das pragas e doenças do abacateiro

As principais pragas do abacateiro são: broca ou lagarta-do-fruto (Stenoma catenifer), principal praga no Brasil; bicudo do abacateiro (Heilipus catagraphus; Heilus spp.) e carunchos (coleobrocas), lagartas, ácaros (Oligonychus yothersi; Oligonychus persea), tripes, percevejos e formigas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!