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Bienalidade negativa reflete em produção menor

Café – Fotos: Shutterstock

A área total cultivada no País com café (arábica e conilon) totaliza 2,13 milhões de hectares. A safra de café em 2019 foi de 49,31 milhões de sacas beneficiadas, representando decréscimo de 20% .

Com a consolidação da safra 2019, confirmou-se a expectativa de produção menor que aquela apresentada no ano anterior. A influência exercida pelos efeitos fisiológicos oriundos da bienalidade negativa, sobretudo no café arábica, explica, em parte, a diminuição expressa nesse volume colhido.

Além disso, a área destinada à produção também foi inferior a 2018, favorecendo a variação negativa observada no resultado final. De modo geral, foram obtidas aproximadamente 49,31 milhões de sacas beneficiadas em 2019, representando decréscimo de 20% em relação ao exercício passado.

O rendimento médio ficou em 27,20 sc/ha, sendo 17,8% menor que a produtividade média verificada no ciclo passado. Além dos fatores já mencionados, algumas intempéries climáticas registradas em regiões cafeicultoras importantes durante o ciclo também impactaram nos números finais.

Ü Arábica: a produção foi de 34,30 milhões de sacas, representando redução de 27,8% em comparação ao volume obtido na safra passada.

Ü Conilon: foram cerca de 15,01 milhões de sacas colhidas, simbolizando incremento de 5,9% em relação a 2018.

Brasil – Preços mínimos de garantia (R$/60 kg)

  Descrição Safra 2016/2017 Safra 2017/2018 Safra 2018/2019 Safra 2019/2020
Café arábica (preço básico)  
Café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima, admitido até 10% de vazamento e teor de umidade de até 12,5% (básico). 330,24 333,03 341,21 362,53
Café robusta (conilon) – preço básico  
Café conilon, tipo 7, com até 150 defeitos, peneira 13 acima e teor de umidade de até 12,5% (básico). 208,19 223,59 202,19 210,13

Fonte: Conab

Café total (arábica e conilon)

A área total cultivada no País com café (arábica e conilon) totaliza 2,13 milhões de hectares, 1,2% menor que a cultivada em 2018. Desse total, 318,92 mil hectares (15%) estão em formação e 1,81 milhão de hectares (85%) em produção.

Em comparação com a safra anterior, a área em produção reduziu 2,8%, enquanto a área em formação aumentou 8,4%. Por se tratar de uma safra de bienalidade negativa, é normal que os produtores aproveitem para realizar tratos culturais nas lavouras e, consequentemente, diminuir a área em produção.

Área total de arábica

A área plantada do café arábica no País soma 1,73 milhão de hectares, o que corresponde a 81% da área existente. Para esta safra, estima-se diminuição de 0,9% (16,4 mil hectares) em relação à safra passada.

Minas Gerais concentra a maior área com a espécie, 1,22 milhão de hectares, correspondendo a 70% da área ocupada com café arábica em âmbito nacional. A área plantada com café arábica no País tem se mantido estável nas últimas dez safras e gira em torno de 1,7 milhão de hectares.

Além dos ciclos plurianuais de preços e produção de café, o café arábica é caracterizado por flutuações de área em produção entre as safras. Essas variações ocorrem devido ao ciclo de bienalidade do café.

Nos anos de ciclo de bienalidade negativa a área em formação aumenta, uma vez que os produtores optam por manejar as culturas, especialmente as áreas mais velhas, onde a produtividade é menor. Em 2019, ano de bienalidade negativa, tivemos um aumento de 12,2% na área em formação.

Tabela 1 – Café total (arábica e conilon) – Comparativo de área em formação, em produção e total
  REGIÃO/UF ÁREA EM FORMAÇÃO (ha) ÁREA EM PRODUÇÃO (ha) ÁREA TOTAL (ha)
Safra 2018 Safra 2019 VAR. % Safra 2018 Safra 2019 VAR. % Safra 2018 Safra 2019 VAR. %
(a) (b) (b/a) (c) (d) (d/c) (e) (f) (f/e)
NORTE 9.538,0 7.820,0 (18,0) 63.879,0 62.729,0 (1,8) 73.417,0 70.549,0 (3,9)
RO 9.538,0 7.820,0 (18,0) 63.879,0 62.729,0 (1,8) 73.417,0 70.549,0 (3,9)
NORDESTE 7.487,0 12.400,0 65,6 130.000,0 97.335,0 (25,1) 137.487,0 109.735,0 (20,2)
BA 7.487,0 12.400,0 65,6 130.000,0 97.335,0 (25,1) 137.487,0 109.735,0 (20,2)
Cerrado 937,0 2.300,0 145,5 11.300,0 9.000,0 (20,4) 12.237,0 11.300,0 (7,7)
Planalto 3.650,0 7.200,0 97,3 71.000,0 51.335,0 (27,7) 74.650,0 58.535,0 (21,6)
Atlântico 2.900,0 2.900,0 47.700,0 37.000,0 (22,4) 50.600,0 39.900,0 (21,1)
CENTRO-OESTE 5.001,0 4.090,0 (18,2) 15.215,0 15.354,0 0,9 20.216,0 19.444,0 (3,8)
MT 2.856,0 2.790,0 (2,3) 9.310,0 8.422,0 (9,5) 12.166,0 11.212,0 (7,8)
GO 2.145,0 1.300,0 (39,4) 5.905,0 6.932,0 17,4 8.050,0 8.232,0 2,3
SUDESTE 267.559,0 291.157,0 8,8 1.611.132,0 1.590.710,0 48,2 1.878.691,0 1.881.867,0 0,2
MG 215.038,0 246.281,0 14,5 1.008.595,0 983.726,0 (2,5) 1.223.633,0 1.230.007,0 0,5
Sul e Centro-Oeste 118.186,0 155.249,0 31,4 514.193,0 496.613,4 (3,4) 632.379,0 651.862,4 3,1
Triângulo, Alto Paranaiba e Noroeste 42.829,0 40.235,0 (6,1) 189.183,0 185.688,2 (1,8) 232.012,0 225.923,2 (2,6)
Zona da Mata, Rio Doce e Central 51.174,0 46.502,0 (9,1) 278.811,0 276.520,0 (0,8) 329.985,0 323.022,0 (2,1)
Norte, Jequitinhonha e Mucuri 2.849,0 4.295,0 50,8 26.408,0 24.904,4 (5,7) 29.257,0 29.199,4 (0,2)
ES 39.724,0 31.301,0 (21,2) 387.926,0 393.902,0 1,5 427.650,0 425.203,0 (0,6)
RJ 1.436,0 1.433,0 (0,2) 12.030,0 11.713,0 (2,6) 13.466,0 13.146,0 (2,4)
SP 11.361,0 12.142,0 6,9 202.581,0 201.369,0 (0,6) 213.942,0 213.511,0 (0,2)
SUL 3.300,0 2.300,0 (30,3) 37.500,0 36.900,0 (1,6) 40.800,0 39.200,0 (3,9)
PR 3.300,0 2.300,0 (30,3) 37.500,0 36.900,0 (1,6) 40.800,0 39.200,0 (3,9)
OUTROS (*) 1.309,1 1.150,0 (12,2) 6.596,8 9.881,0 49,8 7.905,9 11.031,0 39,5
NORTE/NORDESTE 17.025,0 20.220,0 18,8 193.879,0 160.064,0 (17,4) 210.904,0 180.284,0 (14,5)
CENTRO-SUL 275.860,0 297.547,0 7,9 1.663.847,0 1.642.964,0 (1,3) 1.939.707,0 1.940.511,0
BRASIL 294.194,1 318.917,0 8,4 1.864.322,8 1.812.909,0 (2,8) 2.158.516,9 2.131.826,0 (1,2)

Legenda: (*) Acre, Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Fonte: Conab.

Nota: Estimativa em dezembro/2019.

Área total de conilon

Para o café conilon, a estimativa é de redução de 2,5% na área, estimada em 398,8 mil hectares. Desse total, 363,1 mil hectares estão em produção e 35,7 mil hectares em formação. No Espírito Santo está a maior área, 261,5 mil hectares, seguido por Rondônia, com 70,5 mil hectares e logo após a Bahia, com 39,9 mil hectares.

Apesar de também sofrer influência da bienalidade, normalmente ela ocorre com menor intensidade no conilon. A área dessa espécie vem decrescendo a cada ano. Desde 2009 a área reduziu 153,4 mil hectares. A área em formação segue praticamente estável, em torno de 39 mil hectares, variando de 5,0 a 10% em relação à área total.

A diminuição na área está vinculada à tendência importante na otimização do manejo dessa cultura e à utilização de material genético mais produtivo.

Histórico

A área cultivada com café nesta safra é 26,7 mil hectares menor que a de 2018. Nos últimos anos, a área vem apresentando redução e esse comportamento tem sido compensado pelos ganhos de produtividade alcançados pelos produtores, tendo em vista a aplicação de novas tecnologias.

Dos principais Estados produtores, apenas Minas Gerais apresentou ganho na área cultivada no período de 2001 a 2019. Na região da Zona da Mata, em Minas Gerais, a área em produção diminuiu 0,8% em relação à safra passada em razão da intensificação das podas nas lavouras mais velhas ou que necessitavam de renovação.

Na Bahia, a redução da área produtiva se deve, principalmente, à erradicação de lavouras de café que foram abandonadas ou substituídas por pastagens para a criação de bovinos, grãos e pela fruticultura e também ao ajuste na área cultivada, com base no mapeamento realizado e divulgado em janeiro, no boletim do primeiro levantamento da safra 2019 de café.

Em relação ao aumento da área em formação, este se deve ao plantio, impulsionado pelos bons resultados das últimas safras.

Produtividade total (arábica e conilon)

Para a safra 2019, a produtividade foi de 27,20 sc/ha, que equivale à redução de 17,8% em relação à safra passada. Tal diminuição ocorreu em praticamente todas as regiões produtoras, principalmente naquelas que dispõem de café arábica devido aos impactos ocasionados pela bienalidade negativa, além da estiagem em dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

Esses eventos comprometeram a formação e a granação dos frutos. Contribuíram também para a redução de produtividade a alta incidência de broca-do-café, ocasionando a queda prematura dos frutos e perdas significativas no peso.

Na maior parte das regiões, onde predomina o cultivo do conilon, a expectativa é de rendimento médio superior ao da safra passada devido às características fisiológicas dessa espécie e sua maior resistência aos efeitos da bienalidade.

Os ciclos de bienalidade são uma das características do cafeeiro, em especial para o café arábica, e consiste na alternância de um ano com grande florada seguido por outro, com florada menos intensa. Isso é uma característica natural dessa cultura perene, ocasionada pelo esgotamento da planta, uma vez que no ano de bienalidade negativa ela se recupera para produzir melhor na safra subsequente.

No entanto, o melhor manejo e o pacote tecnológico elevado utilizados pelos produtores têm levado, ao longo dos anos, a uma diminuição da diferença entre as produtividades de ciclo positivo e negativo.

O que esperar para 2020

O 1º Levantamento da safra 2020 de café prevê, em quase todas as regiões produtoras de café do País, a influência (sobretudo no café arábica) da bienalidade positiva, estimando assim uma produção maior que aquela obtida em 2019, devendo alcançar entre 57,2 milhões e 62,02 milhões de sacas beneficiadas.

A área destinada a essa produção, 1.885,5 hectares, apresenta crescimento de 4% e o volume a ser produzido entre 15,9 e 25,8% em relação à temporada passada.

Arábica

Produção estimada entre 43,2 milhões e 45,93 milhões de sacas, representando aumento em comparação ao volume produzido na safra passada, entre 26 e 34,1%, respectivamente.

A área plantada do café arábica no País soma 1,75 milhão de hectares, o que corresponde a 81,3% da área existente com lavouras de café. Para esta safra, estima-se incremento de 1,4% em relação à safra passada.

Minas Gerais concentra a maior área com a espécie, 1,22 milhão de hectares, correspondendo, nesta safra, a 72,1% da área ocupada com café arábica em âmbito nacional. A área plantada com café arábica no País tem se mantido estável nas últimas dez safras e gira em torno de 1,77 milhão de hectares.

Além dos ciclos plurianuais de preços e produção de café, o café arábica é caracterizado por flutuações de área em produção entre as safras. Essas variações ocorrem devido ao ciclo de bienalidade do café.

Nos anos de ciclo de bienalidade negativa a área em formação aumenta, uma vez que os produtores optam por manejar as culturas, especialmente as áreas mais velhas, onde a produtividade é menor. Em 2020, ano de bienalidade positiva, teremos uma redução de 14,1% na área em formação.

Conilon

Produção estimada entre 13,95 milhões e 16,04 milhões de sacas, representando redução de 7,1% e crescimento de 6,8%, respectivamente, em comparação ao volume produzido na safra passada.

Para o café conilon, a expectativa é de aumento de 1,4% na área, estimada em 404,3 mil hectares. Desse total, 371,1 mil hectares estão em produção e 33,2 mil hectares em formação. No Espírito Santo está a maior área, 265,2 mil hectares, seguido por Rondônia, com 71,05 mil hectares e a Bahia, com 40,9 mil hectares.

Apesar de também sofrer influência da bienalidade, no conilon normalmente ela ocorre com menor intensidade. A área dessa espécie vem decrescendo a cada ano. No período de uma década a área em formação manteve-se praticamente estável, em torno de 35,2 mil hectares.

A diminuição de área dessa espécie está vinculada a uma tendência importante na otimização do manejo da cultura e à utilização de material genético mais produtivo.

Produtividade esperada

Em 2020, estima-se que a produtividade se situe entre 30,31 e 32,89 sc/ha, representando um aumento entre 11,4 e 20,9% em relação à safra passada, que foi de bienalidade negativa. O aumento deve ocorrer em quase todas as principais regiões produtoras.

A região sul e centro-oeste de Minas Gerais é a maior produtora de arábica do País. Houve boas chuvas no final de setembro, que propiciaram a primeira florada dos cafeeiros, porém, os volumes em outubro foram muito inferiores à média histórica e mal distribuídos, o que prejudicou o desenvolvimento dos chumbinhos das floradas de outubro, que ficaram estagnados, enquanto os chumbinhos oriundos da florada de setembro expandiram-se, destoando em tamanho dos demais frutos.

Com a volta das chuvas, em novembro, os frutos retomaram seu crescimento (expansão) normal.

Onde predomina o cultivo de conilon, a expectativa é de produtividades próximas à da safra passada em virtude das boas condições climáticas. O Espírito Santo, maior produtor de conilon do Brasil, deverá aproximar-se de 65% da produção nacional e, por isso, as variações que ocorrem naquele Estado influenciam a média nacional.

A menor expectativa desta safra é devido às condições climáticas que não foram tão boas em 2019, quando as chuvas foram abaixo do ideal para a cultura e as temperaturas altas, visto que em 2018 ocasionou um menor desenvolvimento da copa dos ramos produtivos.

A incidência de fortes ventos na fase de florada, em agosto e setembro, derrubou muitas flores e folhas das plantas, contribuindo também para uma estimativa de produtividade menor ou próxima à safra passada.

Preços internacionais

A safra recorde colhida em 2018 deixou o mercado bastante ofertado, gerando grande volume excedente de produto, cujos efeitos provocaram queda nos preços externos e no mercado nacional, fato ocorrido com maior intensidade no período de junho/18, quando o valor médio de comercialização do arábica saiu de R$ 452,75 para R$ 378,33/sc, em maio/19 e o conilon de R$ 315,84 para R$ 262,32/sc, em idêntico período.

A partir de junho/19 o mercado começou a reagir, produtores e demais segmentos da cadeia dividiram suas preocupações com a situação irregular do clima no Brasil, evento que se estendeu até setembro. Predominou, nesse período, a baixa incidência de chuvas e ocorrência de altas temperaturas na maioria das regiões produtoras.

Ressalta-se que a valorização do dólar em relação ao real, foi um dos mais importantes instrumentos de sustentação dos preços do café no mercado interno ao longo do ano, principalmente nos momentos em que as cotações nos mercados futuros de Nova Iorque e de Londres acenavam com tendência de baixa.

No mercado internacional, os preços futuros dos contratos dos cafés arábica e conilon recuaram no início do ano após as fortes altas verificadas nos meses de novembro e dezembro/19. A normalização do clima com o retorno das chuvas nas regiões cafeeiras do Brasil e a entrada de produto de origem colombiana e de países da América Central tem contribuído para o arrefecimento das cotações.

Entre janeiro/18 e outubro/19, os preços internacionais do café (arábica saiu de US$ 124,01 Cents/lb para US$ 97,37 Cents/lb e o conilon de US$ 79,43 para US$ 56,63 Cents/lb) seguiram em uma trajetória de baixa.

No meio desse percurso houve momentos pontuais de recuperação, a exemplo do ocorrido em outubro/18, no entanto, depois, o mercado retornava ao comportamento habitual, isto é, de baixa. Durante esse período o mercado foi pressionado por duas grandes safras, com destaque para a produção recorde colhida na safra 2018/19, e outra boa safra em 2019/20, ligeiramente inferior, em 3,1%.

Tamanha oferta de produto superou a demanda mundial, que também cresceu, não na mesma proporção, já que o excedente produzido foi superior ao aumento da demanda. Portanto, e em consonância com as previsões do USDA, a oferta de café nos dois últimos anos safra foi superavitária, notadamente no biênio 2018/19 (9.878 mil sacas), fato que permitiu acumular importantes incrementos nos números dos estoques de passagem, já que o volume estimado para o consumo tem se mostrado inferior ao da produção.

Estes fatores aqui mencionados foram caracterizados como importantes pilares dos fundamentos do mercado do produto que, na situação descrita, pressionaram de forma negativa os preços da commodity nos mercados futuros e disponível, ao longo do período ora analisado.

A partir de junho/19, com extensão até o mês de dezembro/19, as operações nos mercados futuros do arábica e do conilon retomaram o movimento de recuperação dos preços baseados em informações mais realistas sobre o tamanho e a qualidade da safra brasileira 2019/20, que ao ser colhida mostrou-se inferior, quanti e qualitativamente, às projeções divulgadas por agentes especializados que fazem parte da cadeia mundial do produto.

Por ocasião do encerramento do ano, constatou-se que o valor médio do contrato de primeira entrega, do café arábica negociado no mercado futuro de Nova Iorque, em 2019 foi de US$ 101,84 Cents/lb, valor este inferior em 10,3% à média de 2018, calculada em US$ 113,57 Cents/lb.

Tendo em vista a boa recuperação dos preços, ocorrida nos dois últimos meses do ano, o valor médio de comercialização do contrato do arábica na bolsa ice, em dezembro, ficou estabelecido em US$  129,72 Cents/lb. Em se tratando do café conilon, verificou-se que o valor médio do contrato de primeira entrega, negociado no mercado futuro de Londres, no ano de 2019, foi de US$ 63,67 Cents/lb, valor este inferior 16,5% à média de 2018, calculada em US$ 76,29 Cents/lb.

Como o mercado do conilon apresentou uma baixa performance na recuperação dos preços, o valor médio de comercialização do contrato na bolsa Liffe, em dezembro, foi de 63,03 Cents/lb.

Inovações ditam o ritmo

Para seguir na atividade, os produtores terão que continuar inovando, buscando e inserindo novas tecnologias no processo de produção, objetivando a redução dos custos e o aumento dos níveis produtividades. Torna-se oportuno lembrar que, graças ao avanço da pesquisa e ao uso intenso de novas técnicas de produção, a produtividade do café nos últimos 19 anos apresentou um expressivo incremento de 88,9%, saindo de 14,4 sc/ha em 2001 para 27,2 sc/ha em 2019.

Fontes: Djalma Fernandes de Aquino, analista de café da Conab

Companhia Nacional de Abastecimento – Conab

Ü Arábica: a produção foi de 34,30 milhões de sacas, representando redução de 27,8% em comparação ao volume obtido na safra passada.

Ü Conilon: foram cerca de 15,01 milhões de sacas colhidas, simbolizando incremento de 5,9% em relação a 2018.

A área total cultivada no País com café (arábica e conilon) totaliza 2,13 milhões de hectares, 1,2% menor que a cultivada em 2018. Desse total, 318,92 mil hectares (15%) estão em formação e 1,81 milhão de hectares (85%) em produção.

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