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terça-feira, abril 16, 2024
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Brasil é referência em tecnologia para o setor florestal

Claudia Garcia, Gerente de Contratos Florestais na  Hexagon

O Brasil estabeleceu uma posição de liderança no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o segmento florestal. Com um setor produtivo de árvores plantadas responsável por um PIB de R$ 244 bilhões, em uma área de 9,93 milhões de hectares, o país tem desempenhado um papel de destaque não só na produção, mas também na introdução das principais inovações para impulsionar o setor. No cenário global, o Brasil aparece como um exemplo a ser seguido, despertando o interesse de especialistas e profissionais ao redor do mundo.

Claudia Garcia, Gerente de Contratos Florestais na  Hexagon

A capacidade de produzir mais em menor área, superando as médias globais, é prova desse protagonismo. A produtividade média do eucalipto, por exemplo, atingiu o maior nível desde 2014, chegando a 38,9 m³/ha/ano em 2021. O pinus, por sua vez, totalizou 29,7 m³/ha/ano, segundo o relatório anual da Ibá, Indústria Brasileira de Árvores. Esses números são resultado de um interesse cada vez maior das empresas em investir em tecnologia. Hoje, não são somente as grandes companhias que percebem a relevância desse investimento, as pequenas e médias também têm aproveitado os benefícios que soluções inovadoras trazem para a produção.

Esse movimento fortaleceu e expandiu o ecossistema de inovação agrícola nacional. As companhias mais consolidadas que desenvolvem tecnologia para o setor têm apostado no lançamento de produtos inovadores e no aprimoramento dos softwares existentes. Ao mesmo tempo, vimos surgir novas startups do segmento agropecuário. O mapeamento Radar Agtech Brasil, lançado no final de 2022, revelou que o país possui 1.703 agtechs, 8% a mais na comparação com 2021, quando foram contabilizadas 1.574 agtechs em atividade no país.

Entre as principais tecnologias utilizadas pelas empresas do setor florestal estão os softwares de análise e gestão das operações mecanizadas de implantação, condução e colheita. Enquanto na agricultura o foco recai sobre o hardware, com produtores interessados em computadores de bordo e controladores para uma gestão em tempo real, no setor florestal o cenário é outro. Dado o ciclo de crescimento mais longo das florestas, que leva em média 7 a 8 anos até a colheita, é necessária uma abordagem mais aprimorada em termos de análise e gestão.

Essas tecnologias permitem a coleta de dados das florestas e sua transformação em informações inteligentes, viabilizando um planejamento otimizado, execução eficiente, controle preciso de máquinas e fluxos de trabalho automatizados. Por exemplo, soluções de monitoramento de máquinas com suporte de sensores e computadores de bordo instalados no maquinário florestal possibilitam o monitoramento e ajuste dos processos. Esses sistemas fornecem relatórios detalhados com indicadores de rendimento e comportamento das máquinas, produtividade, área trabalhada, distância percorrida, velocidade, entre outros.

Os softwares de gestão permitem a análise dos dados coletados para a resolução de problemas e o aprimoramento contínuo dos processos, resultando em maior produtividade e lucratividade. Essas soluções possibilitam a geração de relatórios personalizados a partir dos dados enviados automaticamente pelos displays das operações florestais. Esses relatórios contêm informações como mapas para visualização das características da operação, gráficos com indicadores de desempenho e ferramentas para análise georreferenciada.

Além disso, a tecnologia também tem sido uma aliada na busca por ações mais sustentáveis e um uso mais inteligente da terra, pauta prioritária para as empresas do setor. Com o apoio de ferramentas de gestão, é possível analisar o total de insumos aplicados, como adubos, herbicidas e controle de pragas, permitindo avaliar a dosagem adequada, evitar desperdícios e reduzir o uso de agroquímicos. Por meio dessas ferramentas, juntamente com controladores de pulverização, é possível tomar ações mais precisas e eficientes, minimizando os impactos ambientais.

Em suma, essas soluções permitem uma gestão mais eficiente e sustentável das florestas, impulsionando a produtividade e promovendo o equilíbrio entre os aspectos econômicos, ambientais e sociais, ajudando a posicionar o país como referência no setor. Apesar de alguns desafios ainda persistirem, como o problema de falta de infraestrutura de rede e conectividade, o Brasil continua a impulsionar a produtividade florestal e moldar o futuro do setor. A busca por parcerias e intercâmbio de conhecimentos tem sido uma constante, e espera-se que essa tendência continue crescendo, impulsionando ainda mais a liderança do Brasil no desenvolvimento de tecnologia para o setor florestal.

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