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Cânhamo tem três 3x mais resistência que o algodão

A Kaya Mind, primeira empresa brasileira especializada em dados e inteligência de mercado no segmento da cannabis e de seus periféricos, revelou, em seu mais recente relatório sobre os impactos ambientais, sociais e econômicos do cânhamo no Brasil, que a produção têxtil das fibras do insumo tem 3 vezes a resistência à tração do algodão.

Caso fosse regulamentado no Brasil, o cultivo do cânhamo, planta pertencente à espécie Cannabis sativa L, poderia ser uma opção mais sustentável para diversificar a base agrícola nacional e para a indústria têxtil. Segundo análise da Kaya Mind, a planta necessita de pouca água para seu cultivo — 1 kg de cânhamo utiliza de 2.900 litros de água, enquanto 1 kg de algodão, 10 mil litros — e quase não precisa de nenhum pesticida, fungicida ou herbicida para se desenvolver bem, já que resiste às pragas em um nível acima da média.

Além disso, o cânhamo não requer uma grande área de cultivo, podendo cada planta crescer em uma distância de 10 a 15 cm uma da outra, além de render até três safras ao ano, por conta de seu ciclo de produção curto, que dura de 130 a 220 dias, dependendo de seu tipo, por exemplo.

Confira na tabela abaixo o comparativo entre a capacidade de produção do cânhamo com a do algodão:

De acordo com Maria Eugenia Riscala, cofundadora e CEO da Kaya Mind, diversas marcas famosas do mundo da moda usam tecidos feitos a partir das fibras do cânhamo, como é o caso da Ginger, marca da atriz Marina Ruy Barbosa, das camisetas da Osklen, Levis, entre outras.

Fora isso, a executiva ainda aponta que a planta é considerada um material mais consciente para a indústria têxtil, além de apresentar propriedades anti-inflamáveis, biodegradáveis, regenerativas e não contribuir para a degradação do meio ambiente. Fato que evidencia isso é que um dos apoiadores da Kaya Mind é a Fashion Revolution, uma organização que possui um projeto justamente voltado para incentivar essa pegada mais sustentável da moda por meio da aplicação da fibra do cânhamo.

Por fim, por meio de uma estimativa de preços e quantidade de consumo de cada insumo proveniente do cânhamo, a Kaya Mind projetou que a partir de sua regulamentação no Brasil, o país poderia movimentar, no seu quarto ano de legalização, R$ 4,9 bilhões com a venda dos insumos da planta no país, enquanto a arrecadação tributária para o Estado seria de R$ 330,1 milhões no mesmo período.
 

Sobre a Kaya Mind
 

A Kaya Mind é a primeira empresa brasileira especializada em dados e inteligência de mercado no segmento da cannabis, do cânhamo e de seus periféricos. Com metodologia própria e análises quantitativa e qualitativa, desenvolve relatórios relacionados à cannabis. A startup oferece, ainda, uma plataforma de consolidação de dados e consultoria estratégica para empresas interessadas ou atuantes nesse setor, dentre outros serviços com foco na indústria de cannabis. Mais informações no site.

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