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CESB anuncia os vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja

Grande momento de revelação dos vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja, ou seja, dos melhores produtores e consultores especialistas em soja de todas as regiões do Brasil. É assim que podemos definir a 15ª edição do Fórum Nacional de Máxima Produtividade do CESB, realizada em 29 de junho, no Hotel Royal Palm de Indaiatuba.

No evento, foram apresentados e revelados também, os números inéditos de produtividade mediante exposição dos Cases Campeões da Safra 22/23, por parte dos especialistas e membros do Comitê Estratégico Soja Brasil.

Marcelo Habe, presidente do CESB, explica que o Desafio de Máxima Produtividade é uma importante ferramenta de inovação e de transferência de tecnologia para o produtor. “O Desafio reforça o principal objetivo do Comitê, que é contribuir para o crescimento da produtividade da cultura da soja, e de seu sistema produtivo, com sustentabilidade e rentabilidade. Este objetivo se materializa principalmente quando o produtor seleciona as tecnologias mais impactantes e financeiramente viáveis aplicadas na área do Desafio e as aplicam na sua área comercial, resultando em aumento da produtividade”.

“O Fórum é um momento único, de celebração de conquistas importantes, não só da sojicultora nacional, mas do agronegócio brasileiro. Diversas informações serão apresentadas como forma de divulgar e incentivar as boas práticas produtivas”, acrescenta.

Campeões do Desafio – O Desafio é dividido em duas categorias: Sequeiro e Irrigado. A categoria Sequeiro apresentou os sojicultores e consultores que foram campeões regionais (Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste) e também o produtor e consultor campeão nacional. Já a categoria Irrigado teve diretamente o produtor e o consultor campeão nacional.

O grande campeão Nacional foi o sojicultor João Lincoln Reis Veiga, da Fazenda Congonhal, de Nepomuceno (MG), que venceu a categoria cultivo Sequeiro/Nacional e categoria cultivo Sequeiro/Sudeste,com 134,46 sacas por hectare.

Campeão Nacional Sequeiro

O sojicultor João Antonio Gorgen foi o vencedor em duas regiões, na categoria cultivo Sequeiro/Nordeste e categoria cultivo Sequeiro/Norte. No Nordeste, com a Fazenda Barcelona, de Riachão das Neves (BA), que registrou 119,71 sacas por hectare; e no Norte, com a Fazenda São Gabriel, de Mateiros (TO), que obteve 108,63 sacas por hectare. Este duplo reconhecimento em regiões distintas, reforça a tese do CESB de que a alta produtividade, que envolve muito conhecimento, uso de tecnologias e boas práticas agrícolas, é transferível e replicável. E por outro lado, enfraquece uma crença limitante que associa a alta produtividade com fatores como tipo de solo ou clima de uma região específica.

Campeão Norte e Nordeste

O vencedor da categoria cultivo Sequeiro/Sul foi o produtor Moacir Griss, da Fazenda Santa Cruz, de Clevelândia (PR), com 132,83 sacas por hectare, e o ganhador da categoria cultivo Sequeiro/Centro-Oeste foi o sojicultor Caetano Polato, da Fazenda Gravatai, de Itaquira (MT), com 106,01 sacas por hectare.

Campeão Sul
Campeão Centro Oeste

Na categoria cultivo Irrigado/Nacional, o ganhador foi o sojicultor Norio Fujisawa, da Fazenda Campos Verdes, de Itapeva (SP), com 111,75 sacas por hectare.

Campeão Nacional Irrigado

Consultores Campeões – Entre os consultores, o grande vencedor da categoria cultivo Sequeiro/Nacional e também da categoria cultivo Sequeiro/Sudeste foi Gerson Justo Junior, da Fazenda Congonhal, de Nepomuceno (MG), com 134,46 sacas por hectare.

O consultor Edinei Antonio Fugalli foi o vencedor em duas regiões: categoria cultivo Sequeiro/Nordeste e categoria cultivo Sequeiro/Norte. No Nordeste, com a Fazenda Barcelona, de Riachão das Neves (BA), que registrou 119,71 sacas por hectare; e no Norte, com a Fazenda São Gabriel, de Mateiros (TO), que obteve 108,63 sacas por hectare.

O primeiro colocado da categoria cultivo Sequeiro/Sul foi o consultor Narciso Albino Neto, da Fazenda Santa Cruz, de Clevelândia (PR), com 132,83 sacas por hectare; e o vencedor da categoria cultivo Sequeiro/Centro-Oeste foi o consultor Bento Manoel Ferreira, da Fazenda Gravatai, de Itiquira (MT), com 106,01 sacas por hectare.

Na categoria cultivo Irrigado/Nacional, o consultor vencedor foi Joabe Sojo, da Fazenda Campos Verdes, de Itapeva (SP), com 111,75 sacas por hectare.

Recorde de Inscrições – Com 6.500 participantes, a 15ª edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja registrou recorde de inscrições e aproximadamente 950 auditorias realizadas.

De acordo com Lorena Moura, coordenadora técnica do CESB, o rigor do processo de auditoria é a chave principal que garante a confiabilidade do Desafio de Máxima Produtividade de Soja do CESB.

“Todo o processo segue um protocolo que foi elaborado e patenteado para que seja realizado da mesma forma em todas as regiões do Brasil por todos os auditores. O processo é criterioso e inteiramente acompanhado de perto por um auditor e documentado com fotos, que trazem a data, horário e as coordenadas daquela fotografia”, pontua a coordenadora técnica do CESB.

Lorena explica que a carga com os grãos colhidos é enlonada, lacrada e escoltada pelo auditor até à balança. “Além disso, o auditor acompanha a classificação dos grãos (medições de impurezas, umidade e peso de mil grãos) pelo armazém. Ao final do Desafio, os produtores e consultores recebem um laudo da auditoria realizada com todas as informações do manejo da lavoura colhida e resultados da produtividade da área”, acrescenta.

15 anos de CESB – Nesse ano, o Comitê Estratégico Soja Brasil completou importantes 15 anos de atuação, com resultados comprovados e contribuições efetivas ao desenvolvimento da sojicultura nacional.

Tudo começou no ano de 2008, quando profissionais e especialistas que buscavam aumentar a produtividade da soja no Brasil se reuniram e criaram um grupo.

A ideia central era proporcionar um ambiente nacional e regional que estimulasse os sojicultores e os consultores técnicos a desafiar seus conhecimentos e incentivar também o desenvolvimento de práticas de cultivo inovadoras, que possibilitassem extrair o potencial máximo da cultura, com sustentabilidade e rentabilidade.

Nascia nesse momento o Comitê Estratégico Soja Brasil, o CESB, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), sem fins lucrativos.

Luiz Antonio da Silva, atual Diretor Executivo do CESB, lembra que os desafios eram grandes. “Na década dos anos 2000, a média produtiva da Soja, segundo dados da CONAB, estavam estacionados na casa de 43 sc/ha, porém a academia e também observações em nível de campo, mostravam que estávamos ainda distantes do teto produtivo do cultivo”, lembra.

“Começamos a identificar produtores e consultores que conseguiam, de forma constante e sustentável, alcançar altas médias produtivas e mapeamos quais as técnicas e as práticas utilizadas para o atingimento destes níveis produtivos. Na sequência, passamos a compartilhar estas informações de forma estruturada e democrática a todo sistema produtivo da soja para que produtores, em nível nacional, pudessem assimilar e incluir em suas práticas de cultivos tais informações para atingirem o incremento médio sustentável do cultivo”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.

Evolução da Produtividade – O vice-presidente do CESB, Nilson Caldas, observa que a evolução de produtividade do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja tem alguns momentos extremamente relevantes. “O primeiro deles é a quebra da barreira de 100 sacas, na safra 2009/10, com o campeão alcançando 108,40 sc/ha. Depois, na safra 2012/13, tivemos o vencedor chegando a 110,5 sc/ha e ultrapassando a então importante marca de 110 sacas”, lembra.

O terceiro momento, de acordo com o vice-presidente, ocorreu na safra 2014/15, com o campeão superando as 140 sacas e registrando 141,8 sc/ha, número ultrapassado na safra 16/17, quando tivemos o recorde, até hoje não superado, de 149,10 sc/ha.

Outro indicativo que merece destaque é a média de produtividade dos participantes. “Na safra 2008/09, os top 10 produtores do Desafio registraram, uma média, de 77,8 sc/ha, sendo que apenas 02 produtores produziram mais de 90 sc/ha. Já na safra 2020/2021, esse número saltou para 119,75 sc/ha, com 381 produtores ultrapassando a marca de 90 sc/ha”, analisa o vice-presidente.

“Diversos fatores contribuíram para essa clara evolução da sojicultura nacional, tais como a correção do perfil do solo em camadas mais profundas, de até 40 cm; a construção da física do solo através do uso de culturas de cobertura; a velocidade de plantio, ao redor de 4 Km/h, permitindo melhor arranjo espacial; materiais genéticos com alto potencial produtivo; rotação de culturas e manejo utilizando químico e biológico, aplicados na hora certa de forma preventiva”, analisa Nilson Caldas. 

ASGP – Em mais uma iniciativa inovadora e em defesa do agronegócio nacional, o Comitê Estratégico Soja Brasil, CESB, anuncia que promoverá, por meio de várias ações, que a produtividade seja mais um componente importante das iniciativas de sustentabilidade do setor agropecuário.

Marcelo Habe, presidente do CESB, explica que é fundamental promover e incorporar o “P” de Produtividade à tão consolidada sigla ASG (ambiental, social e governança), transformando-a em ASGP.

“Diversos são os fatos que comprovam essa necessidade. Um exemplo simples para explicar é quando correlacionamos os fatores produtividade e área agrícola. Levando em conta que a produtividade de grãos estivesse estagnada no nível da década de 70, seriam necessárias cerca de 3,3 vezes mais áreas destinadas à produção agrícola, para produzir a mesma quantidade de grãos que o Brasil produz atualmente. Com evolução nas práticas e tecnologias aplicadas ao campo e com maior conhecimento, a produtividade tornou-se um componente crucial para enfrentar os desafios climáticos globais, a segurança alimentar e a pujança e competitividade do nosso agronegócio. A Produtividade é uma verdadeira poupança de terra e outros ativos naturais e não podemos esquecer como um fator importante da sustentação financeira para o país! ”, explica Habe.

O presidente do CESB destaca que essa análise mostra o quanto a produtividade, suportada pela inovação, tecnologias e boas práticas produtivas são impactantes para o meio ambiente, segurança alimentar, produção de energia “verde” (etanol de cana, de milho, cogeração), entre outras temáticas. “Além de eficiente e competitivo, o agronegócio tem um importante papel para preservar ativos naturais como carbono de solo, água e biodiversidade que convivem dentro da propriedade rural”, destaca.

Dentro deste contexto, Habe observa que é imperativo conectar a questão da sustentabilidade financeira do produtor e da sua cadeia produtiva com os temas ASG. “Eles precisam prosperar, serem competitivos e valorizados frente às demandas ASG que estão surgindo. Para preservar e produzir de modo sustentável necessita-se de conhecimento, difusão de tecnologias e técnicas, tempo de maturação e investimentos que precisam ser contabilizados. Por fim, a sustentabilidade financeira garante os recursos necessários para o produtor rural continuar produzindo, em direção de uma maior eficiência e excelência, em consonância com as demandas de mercado interno e externo com relação aos indicadores de responsabilidade ASG”, contextualiza.

“Por este prisma, percebemos como a sigla ASGP (ambiental, social, governança e produtividade) faz total sentido e aponta para as questões do futuro, como aumentar a produtividade para promover a sustentabilidade e neste processo promover o uso racional de recursos naturais, sem abrir mão da produção”, finaliza o presidente do CESB.

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