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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Como fazer uma boa safrinha de milho

Autores

Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto
Engenheiro agrônomo, doutor em Fitopatologia e pesquisador da Epagri/Estação Experimental de São Joaquim
felipemoretti113@hotmail.com
Henrique Novaes Medeiros
Graduando em Agronomia – Universidade Federal de Lavras (UFLA)
hmedeiros@agronomia.ufla.br
José Carlos Cruz
Israel Alexandre Pereira Filho
Pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo
Aildson Pereira Duarte
Pesquisador do Instituto Agronômico – IAC

A segunda safra ocupa cada vez mais espaço no planejamento dos produtores e cresce a procura por novas tecnologias no campo que tragam eficiência em produtividade e aumento da rentabilidade

Atividade arriscada do ponto de vista agronômico e, em princípio, aparentemente fadada a permanecer marginal ou mesmo extinguir-se, foi denominada “safrinha”. Do ponto de vista do produtor, o risco era compensado pelas melhores condições de comercialização após o auge da oferta da safra normal. Por outro lado, esse risco era mitigado pela limitação de desembolsos, decorrente da baixa utilização de insumos adquiridos fora da propriedade.

No início da safrinha, por se tratar de uma exploração de maior risco e incertezas, o produtor resumia sua atividade praticamente à semeadura e à colheita, muitas vezes utilizando como sementes grãos provenientes da segunda geração dos híbridos colhidos na safra normal. Além disso, aproveitava a adubação residual da cultura anterior e dispensava os demais tratos culturais, exceto eventual controle mecânico das plantas daninhas. 

Safrinha era sinônimo de risco e de baixa tecnologia. Era comum a comercialização de sobras de sementes do verão, independentemente de sua adaptação à “safrinha”, que eram comercializadas pelas empresas por preços que dependiam da quantidade disponível de sementes.

Por tratar-se de sobras, e para viabilizar as vendas, era comum a comercialização de sementes para o plantio na safrinha por preços bem menores do que os praticados na safra de verão. Nessas condições, o milho era produzido a um custo muito reduzido e, por ser comercializado em época mais favorável, proporcionava retorno econômico e satisfatório.

Apresentava a vantagem adicional de manter o solo coberto durante o inverno e fornecia a palha essencial para a implantação adequada do Sistema de Plantio Direto, cuja adoção era crescente no Paraná. Assim, novos produtores foram aderindo ao cultivo da safrinha em todo o Brasil.

Crescimento da área

Esse plantio ocorre normalmente entre janeiro e abril. O grande trunfo dessa técnica consiste em utilizar a área em um período antes improdutivo, porém, é necessário traçar um bom planejamento para executar a técnica.

No ciclo 2000-01 o milho de primeira safra representava cerca de 85% da produção nacional, enquanto o de segunda safra era responsável por apenas 15%. Nas últimas safras o milho de segunda safra foi responsável por cerca de 70% (Conab, 2018).

Segundo dados da Conab, na segunda safra de milho de 2018, os maiores produtores foram os Estados do Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais. Não houve produção somente nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A segunda safra, ou safrinha de milho, traz algumas vantagens aos produtores, como expectativa de preço melhor de vendas, devido ao período de entressafra, diminuição dos preços de insumos, baixo investimento e manutenção da proteção do solo em sistema de plantio direto.

Obstáculos

Apesar das vantagens, existem riscos envolvidos no cultivo fora de época, pois pode haver déficit hídrico, falta de luminosidade e insolação necessária para a cultura.

Para obter sucesso na segunda safra de milho é necessário realizar um planejamento agrícola minucioso, pois a semeadura deve ocorrer o mais cedo possível para diminuir os riscos. Entretanto, a semeadura está atrelada à colheita do plantio anterior.

Semear cedo é o segredo

Devido à redução da disponibilidade de água no solo e das temperaturas do ar no inverno, o sucesso do milho safrinha depende principalmente da época de semeadura. Quanto mais tarde for semeado, menor será o potencial produtivo e maior o risco de perdas por geadas e/ou seca. Assim, o planejamento do milho safrinha começa com a cultura de verão, visando liberar a área o mais cedo possível para a segunda cultura.

Normalmente, ocorre o plantio de soja e a sucessão com o milho safrinha. Assim, é preciso escolher a soja com a precocidade adequada para que não ocorram atrasos na colheita que irão impactar a semeadura do milho.

Como esse sistema utilizando soja-milho vem ocorrendo com bastante frequência, é possível antecipar a colheita da soja, optando por variedades mais precoces, disponíveis e recomendadas para a região, fazendo a semeadura assim que o período de vazio sanitário for finalizado na região.

Desse modo, a semeadura do milho safrinha será realizada mais cedo, promovendo maior aproveitamento dos recursos e do potencial produtivo dos híbridos.  Além disso, deve-se levar em consideração o local que será implantado o plantio, pois, dependendo da situação, não será possível sem a utilização de irrigação.

Deve-se ter atenção aos híbridos que serão cultivados, dando preferência aos superprecoces, principalmente se a região apresentar riscos de geadas ou falta de água no final do ciclo da cultura. Outro ponto a ser considerado na escolha é que o ciclo do milho de segunda safra se alonga em torno de um mês a mais em relação ao de primeira safra, devido à diminuição de insolação e temperatura.


Importante saber

Em relação à escolha dos híbridos, é importante considerar a escolha de materiais com resistência às doenças da região e realizar o manejo integrado de doenças e pragas, além de fazer a adubação nitrogenada.

A sucessão de culturas não deve ser feita com milho seguido de milho, pois isso favorecerá a sobrevivência de fungos, principalmente os causadores de podridões da espiga, quebramento do colmo e produtores de micotoxinas, como Stenocarpella spp. e Fusarium spp.


Entenda melhor

O sucesso da safrinha de milho é altamente dependente das condições climáticas e da velocidade da colheita da cultura anterior, na maioria dos casos a soja. Quaisquer atrasos no início do plantio da soja irão, consequentemente, atrasar a colheita da cultura e empurrar o milho para o período ainda mais marginal de plantio, encurtando a janela ideal de semeadura do milho, fazendo com que parte da safra seja semeada fora da janela ideal de plantio.

Isso foi visto na última safra, quando na maioria dos Estados houve redução da área plantada ou diminuição da produtividade, comparando ao ciclo de 2016/17, em decorrência do plantio fora da janela ideal de cultivo da segunda safra de milho ou aos períodos de secas durante o cultivo.

Assim, o produtor deve tentar manter o máximo possível o planejamento, semeando as culturas sempre o mais cedo possível para diminuir possíveis problemas relacionados às condições climáticas.

Custo de produção do milho – safra 2018/19

Alta tecnologia R$/ha
Oeste Norte Sudeste Nordeste Médio- Norte Centro-Sul Mato Grosso*
  A – Custo variável   2.181,70   2.175,97   2.197,43   2.277,81   1.933,00   2.346,09   2.092,38
I – Despesas de custeio da lavoura 1.615,57 1.349,86 1.403,83 1.608,53 1.280,25 1.577,77 1.403,41
1 – Operação com máquinas/implementos 92,08 51,07 150,46 97,13 85,27 95,85 99,79
2 – Mão de obra 82,41 85,96 84,32 91,53 111,55 72,56 96,62
3 – Semente de milho 460,00 481,32 440,00 557,90 362,47 440,68 420,08
4 – Semente de cobertura
5 – Corretivo de solo 28,70 32,67 27,85 26,75 27,56 27,81 27,88
6 – Macronutriente 653,90 471,50 501,68 628,33 396,72 617,13 491,30
7 – Micronutriente 9,91 1,97
8 – Fungicida 70,20 33,77 69,77 44,68 67,25 82,37 65,68
9 – Herbicida 88,67 81,98 56,21 46,39 92,94 103,74 80,77
10 – Inseticida 115,53 95,84 38,79 109,08 104,98 99,35 92,59
11 – Adjuvante/outros 24,09 15,73 24,85 6,74 31,51 38,27 26,72
II – Outros custos variáveis 468,48 592,54 704,13 504,37 514,65 633,57 558,88
1 – Seguro agrícola 8,39 21,19 17,30 12,97 15,47 10,85
2 – Transporte externo 33,00 132,00 230,00 120,00 120,88 130,00 133,88
3 – Armazenagem 79,28 66,00 23,00 27,50 32,14 71,50 39,62
4 – Classificação e beneficiamento 118,92 198,00 207,00 100,00 123,01 195,00 145,66
5 – Impostos e Taxas 43,45 34,44 37,42 35,60 38,52 40,97 38,59
6 – Manutenção máquinas/implementos 127,79 63,75 137,97 97,23 95,58 82,22 105,47
7 – Despesas administrativas 57,65 77,17 68,74 106,74 91,55 98,40 84,80
III – Despesas financeiras 97,64 233,58 89,46 164,90 138,10 134,75 130,09
1 – Juros 97,64 233,58 89,46 164,90 138,10 134,75 130,09
  B – Custo fixo   189,02   161,89   305,70   216,51   202,93   198,07   221,28
IV – Depreciações e exaustão 121,45 143,17 121,56 124,80 166,50 174,99 147,98
1 – Depreciação benfeitorias 21,02 4,65 17,53 6,16 9,61 7,66 11,75
2 – Depreciação máquinas/implementos 100,43 138,52 104,03 118,64 156,89 167,33 136,23
V – Outros custos fixos 67,58 18,71 184,14 91,70 36,43 23,07 73,30
1 – Encargos 8,43 8,38 10,71 7,24 5,93 9,22 7,66
2 – Seguro do capital fixo 5,88 9,18 6,59 6,68 10,45 11,94 8,85
3 – Manutenção benfeitorias 5,25 1,16 4,38 1,54 2,40 1,92 2,94
4 – Arrendamento 48,00 162,46 76,25 17,64 53,84
C – Custo operacional (A + B) 2.370,72 2.337,86 2.503,13 2.494,31 2.135,93 2.544,15 2.313,66
VI – Renda de fatores 373,34 348,62 364,11 267,06 356,07 314,59 346,68
1 – Remuneração esperada sobre capital 122,00 73,67 118,84 80,27 101,14 109,48 104,45
2 – Terra 251,34 274,95 245,27 186,80 254,92 205,11 242,23
     
D – Custo total (C + VI) 2.744,06 2.686,49 2.867,24 2.761,38 2.492,00 2.858,74 2.660,34

*Produtividade Média: 12,07 sc/ha                                                                                                   

Dólar mensal: R$ 3,2786                                                                                                               

Fonte: Imea 2018                                                                                                                                                                             

Custo de produção do milho – Safra 2018/19

  Média tecnologia R$/ha
Oeste Norte Sudeste Médio- Norte Centro-Sul Mato Grosso*
  A – Custo variável   2.027,80   1.818,40   2.166,78   1.905,73   1.824,16   1.967,77
I – Despesas de custeio da lavoura 1.474,48 1.115,17 1.370,34 1.293,30 1.200,33 1.316,86
1 – Operação com máquinas/implementos 89,88 51,07 154,79 85,27 88,53 100,12
2 – Mão de obra 82,41 85,96 84,32 111,55 72,56 97,21
3 – Semente de milho 285,00 420,62 300,00 300,00 278,22 301,33
4 – Semente de cobertura
5 – Corretivo de solo 28,70 32,67 27,85 27,56 27,81 28,01
6 – Macronutriente 610,03 269,43 501,68 396,72 460,08 446,94
7 – Micronutriente 9,91 2,20
8 – Fungicida 70,20 33,77 69,77 67,25 30,63 63,40
9 – Herbicida 109,01 95,91 56,21 92,54 93,40 86,74
10 – Inseticida 175,17 102,65 140,96 180,89 119,50 162,34
11 – Adjuvante/outros 24,09 23,08 24,85 31,51 29,59 28,57
II – Outros custos variáveis 464,16 510,00 709,09 472,68 521,13 530,18
1 – Seguro agrícola 7,66 17,53 13,15 11,79 9,61
2 – Transporte externo 33,00 108,00 230,00 105,01 100,00 123,49
3 – Armazenagem 79,28 54,00 23,00 27,38 55,00 36,54
4 – Classificação e beneficiamento 118,92 162,00 207,00 105,75 150,00 136,35
5 – Impostos e taxas 43,45 28,50 37,42 34,20 32,04 35,63
6 – Manutenção máquinas/implementos 124,62 63,75 142,93 95,58 73,90 106,38
7 – Despesas administrativas 57,23 76,23 68,74 91,60 98,40 82,20
III – Despesas financeiras 89,16 193,22 87,35 139,76 102,70 120,72
1 – Juros 89,16 193,22 87,35 139,76 102,70 120,72
           
B – CUSTO FIXO 185,32 161,89 308,90 202,93 188,69 221,22
IV – Depreciações e exaustão 117,92 143,17 124,54 166,50 166,11 150,08
1 – Depreciação benfeitorias 21,02 4,65 17,53 9,61 7,66 12,40
2 – Depreciação máquinas/implementos 96,90 138,52 107,00 156,89 158,45 137,68
V – Outros custos fixos 67,40 18,71 184,36 36,43 22,58 71,14
1 – Encargos 8,43 8,38 10,71 5,93 9,22 7,71
2 – Seguro do capital fixo 5,71 9,18 6,81 10,45 11,45 9,09
3 – Manutenção benfeitorias 5,25 1,16 4,38 2,40 1,92 3,10
4 – Arrendamento 48,00 162,46 17,64 51,25
       
C – Custo operacional (A + B) 2.213,12 1.980,29 2.475,67 2.108,66 2.012,85 2.189,00
VI – Renda de fatores 367,99 348,62 364,25 356,11 306,58 354,56
1 – Remuneração esperada sobre capital 116,65 73,67 118,98 101,19 101,47 105,91
2 – Terra 251,34 274,95 245,27 254,92 205,11 248,65
   
D – Custo total (C + VI) 2.581,11 2.328,91 2.839,92 2.464,77 2.319,43 2.543,56

*Produtividade Média: 101,66 sc/ha                                                             

Dólar mensal: R$ 3,2786                                                                  

Fonte: Imea 2018                                                                     


Dicas de quem entende

Para o consultor em agricultura de precisão da empresa APSI, Jair Leão da Silva Junior, para obter bons resultados com milho safrinha é fundamental conhecer o ambiente em que vai se realizar a semeadura, havendo clareza sobre a fertilidade do solo e outras características, como: compactação, textura e matéria orgânica. Além disso, verificar se há presença de pragas (nematoides, corós, percevejo castanho, entre outros), que possam causar danos à cultura.

A escolha dos híbridos depende do objetivo traçado. “As classificações dos híbridos variam entre os de alto potencial produtivo aos de baixo potencial. Para se obter uma alta produtividade é necessário ter um solo bem preparado, conhecer bem o ambiente e investir em tecnologias compatíveis com o híbrido escolhido”, recomenda.

O consultor ainda considera importante ter o máximo de informações para realizar a semeadura de milho safrinha e tomar a decisão correta de que híbrido escolher e que manejo adotar.

Na hora certa

É importante entender e respeitar o momento de semeadura do milho safrinha, ou seja, o que se consegue semear no mês de janeiro, essencialmente deve receber um investimento e manejo diferenciados do que será semeado no final de fevereiro. “Assim, à medida que o milho é plantado na primeira época de semeadura (janeiro), há grande possibilidade de que ele expresse seu bom potencial de produção, devido à disponibilidade pluviométrica nesse período. Já na segunda quinzena de fevereiro o híbrido semeado deve ficar cada vez mais limitado a maiores investimentos, relacionados principalmente ao manejo de adubação e até mesmo à tecnologia do híbrido a ser utilizado”, pontua o consultor.

A semeadura do milho safrinha proporciona grande benefício ao sistema produtivo, principalmente pela palhada deixada por ele, a qual evita perdas por lixiviação e danos ao ambiente de produção, e promove incremento de matéria orgânica no solo. Além disso, o sistema radicular do milho possui capacidade de reciclar nutrientes nesse ambiente do solo.

“Vale a pena investir na safrinha de milho. Híbridos com bons potenciais produtivos e boa colaboração do mercado podem proporcionar excelentes resultados em produtividade e, consequentemente, financeiros. Nos últimos anos a safrinha virou uma ‘safrona’, pois cada vez mais a genética tem entregado híbridos direcionados para essa época. Desde que haja chuva suficiente e seja realizado um bom manejo da cultura, os potenciais produtivos são excelentes. No milho verão o investimento é maior em nitrogênio, fósforo e potássio, enquanto na safrinha é dividido – no mês de janeiro o trabalho é de alto investimento e em fevereiro começa a reduzir o nitrogênio e outros nutrientes”, detalha Jair Junior.

O especialista ainda explica o que não pode deixar de fazer no milho safrinha: “De forma ampla, é utilizar a população e distribuição de plantas corretamente, de acordo com híbrido, a cobertura nitrogenada no momento correto, que é na fase inicial de desenvolvimento, quando ele emite de três a seis folhas verdadeiras e define o maior potencial produtivo e outro fator fundamental é manejar de forma adequada as doenças”, ressalta.

Atenção redobrada

As principais doenças que ocorrem no milho safrinha são: helmintosporiose (Exserohilum turcicum), mancha branca ou mancha de Phaeosphaeria (Pantoea ananas), mancha de diplodia (Stenocarpella macrospora), cercosporiose (Cercospora zea-maydis e C. sorghi f. sp. Maydis) e complexo de ferrugens.

O aparecimento e severidade de cada uma dessas doenças vai depender de uma séria de fatores, como: híbrido, região, clima e outros.

A inseto que vem demandando maior atenção é a cigarrinha do milho (Dalbullus maidis), que transmite de forma insistente e propagativa a virose raiado fino (Maize Rayado Fino Virus) e enfezamentos pálido (Spiroplasma) e vermelho (Phytoplasma), que podem causar danos irreversíveis às plantas e, consequentemente, grandes prejuízos, desde que não se realize o controle da cigarrinha.

Para o manejo de doenças, Jair Junior recomenda aplicações de fungicidas à base de triazol e estrobilurina, e o que vem proporcionando maior eficiência no controle é a associação com fungicidas multissítios.

“No sudoeste goiano e parte do Mato Grosso, para a safrinha 2019 esperamos obter altas produtividades, isso porque a semeadura de soja, devido a condições favoráveis de chuva, foi realizada antecipadamente, comparado aos últimos anos. Consequentemente, a semeadura do milho ocorrerá, na sua maioria, nas melhores épocas. Estamos planejando o manejo para buscar alcançar altas produtividades, definindo utilizar maior quantidade de nitrogênio e potássio e contando ainda com a perspectiva de uma boa remuneração, isso porque parte da safrinha já está comercializada, o que estimula ainda mais o agricultor a investir”, pontua Jair Junior.

Custo

O custo em sacas de milho por hectare pode variar é de 70 a 120, o que é dependente do nível de tecnologia empregada. Os valores da saca de milho hoje no sudoeste goiano estão oscilando entre R$ 23,00 e R$ 25,00.

Porteira adentro

Adilson José Pereira é produtor de milho na fazenda Barro Preto, localizada na cidade de Nova Ponte (MG), onde tem uma lavoura de milho de 600 hectares produzindo uma média de 160 sc/ha. Para ele, o milho safrinha é ótimo para a rotação de cultura, por ser um produto de fácil plantio e com grande facilidade de venda.

“Ressalto que o segredo é fazer o básico – não adianta incrementar muito, mas é essencial usar uma boa semente para o plantio e não esquecer dos adubos necessários. Também é importante não se esquecer do período de plantio, condição fundamental para uma boa safrinha. No meu caso, o dia exato é 20 de fevereiro. O plantio em período errado pode comprometer toda a lavoura, sendo a falta de chuva um dos principais itens prejudiciais”, considera.

Ele explica, ainda que a diferença entre a safra e a safrinha é apenas o período de plantio, o manejo segue igual. “Estou otimista para a safrinha 2019, e espero obter de 180 a 200 sacas por hectare”, finaliza.

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