13.6 C
Uberlândia
quarta-feira, maio 29, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioArtigosConsórcio de pesquisa sobre biodiversidade

Consórcio de pesquisa sobre biodiversidade

Mais de R$ 14,8 milhões já foram investidos na iniciativa que é realizada por meio de parceria entre Hydro, UFPA, UFRA, Museu Emílio Goeldi e Universidade de Oslo.

O Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil – Noruega (BRC) acaba de completar 10 anos. No período, já foram investidos mais de R$ 14,8 milhões na iniciativa, cujo objetivo é apoiar o conhecimento baseado em ciência na Amazônia e nas áreas de mineração.
Fundado em 2013, a BRC é uma parceria entre a Hydro e quatro instituições de pesquisa: a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Universidade de Oslo (UiO).
“Ao longo desta década, o BRC amadureceu de um acordo formal para um consórcio de pesquisa totalmente operacional. Os estudos desenvolvidos por meio dele trouxeram conhecimento aplicado relacionado à reabilitação de áreas mineradas. Além disso, aumentamos consideravelmente nosso conhecimento sobre a biodiversidade nas áreas da Hydro Paragominas, desde grandes mamíferos até pequenos insetos. Todo esse aprendizado pode e contribui para o processo de tomada de decisão na mina”, comenta Eduardo Figueiredo, diretor de Sustentabilidade e Impacto Social da Hydro.
Por meio do financiamento dos projetos, a Hydro investiu aproximadamente R$ 5 milhões na instituição financeira universitária, que apoia sua continuidade ajudando a gerenciar os investimentos de empresas privadas na academia.

Preservar as espécies brasileiras é o objetivo da pesquisa
Créditos: Divulgação

Pesquisas

Entre 2019 e 2022, o Brasil apresentou um aprofundamento em pesquisas nos temas biodiversidade, inovação e sustentabilidade, entre outros temas considerados estratégicos para o país.
Os dados do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), colocam o país em 13ª posição no ranking internacional em produção científica. Não por coincidência, todos estes temas permeiam os estudos do BRC.
Desde que foi fundado, o BRC já aprovou 26 projetos de pesquisa e 60 artigos científicos foram publicados. Além disso, a Hydro investiu aproximadamente R$ 6 milhões de em bolsas de estudo ao longo desses 10 anos.
Mais de 270 pessoas se beneficiaram do consórcio, entre estudantes, técnicos e pesquisadores, muitos fazendo o mestrado, doutorado ou pós-doutorado por meio das bolsas disponibilizadas.
“A UFPA é a instituição mais importante na produção de conhecimento científico sobre a Amazônia. Quando a Hydro possibilita essa parceria, ela também abre espaço para que a universidade aumente a produção de conhecimento e forme recursos humanos em biodiversidade numa das áreas mais carentes do Brasil”, pontua Leandro Juen, coordenador do programa de pós-graduação em Ecologia da UFPA.

Investimentos

O investimento em materiais permanentes para melhorar a estrutura dos laboratórios nas instituições também é um ponto de destaque nos últimos 10 anos. “Aproximadamente R$ 2,9 milhões foram investidos pela Hydro em material permanente para as universidades e instituições envolvidas, destinados para a construção de estufas, aquisição de equipamentos laboratoriais e eletrônicos, bem como remodelação de edifícios e outras instalações universitárias. Esses investimentos promoveram melhor infraestrutura nas instituições públicas para pesquisa e continuarão a ser usados em nome da ciência mesmo após a conclusão dos projetos do BRC”, explica Eduardo Figueiredo.
Ao financiar os projetos do consórcio, a Hydro também contribuiu para a troca cultural e científica de conhecimentos entre Noruega e Brasil. Aproximadamente R$ 950 mil foram investidos em programas de intercâmbio, dando aos estudantes e pesquisadores a oportunidade de fazer parte de uma experiência internacional.
“Além dos aspectos de pesquisa e treinamento dessas colaborações, não devemos ignorar a importância do intercâmbio cultural entre a Noruega e o Brasil, que mudou a perspectiva dos estudantes e pesquisadores em início de carreira envolvidos nos projetos. A colaboração também proporcionou a pesquisadores e estudantes uma visão sobre as complexidades, desafios e oportunidades ligadas às operações da indústria de mineração na floresta tropical brasileira. Isto lhes dá uma melhor base para a formulação de futuras pesquisas básicas e aplicadas sobre conservação e restauração da biodiversidade”, comenta Hugo de Boer, professor associado do Museu de História Natural da Universidade de Oslo.

O consórcio

A professora Gracialda Ferreira, da UFRA, conta que o BRC é um consórcio que permite prospectar o futuro de forma positiva: “Ao reunir instituições de pesquisa, ensino, extensão e desenvolvimento tecnológico, o consórcio não somente fomenta o desenvolvimento de pesquisa e tecnologia, mas permite melhoria na formação de mão de obra qualificada, com vivência prática no desenvolvimento da mineração, que funciona como um laboratório de produção científica que tem alavancado e estimulado melhorias nos processos envolvidos no conhecimento da biodiversidade.”
O BRC comemora ainda a assinatura do termo que estende a duração do consórcio por pelo menos mais cinco anos. A vice-coordenadora de Pesquisa e Pós-graduação do Museu Emílio Goeldi, Marlúcia Martins, destaca a longevidade como um dos principais méritos do projeto.
“Algumas pesquisas exigem um monitoramento contínuo e mais detalhado, com muitos dias em campo. São trabalhos que exigem o suporte adequado que o BRC permite: esse envolvimento mais intenso com a pesquisa”, comenta.
“Precisamos de programas de pesquisa de longa duração no Brasil e o BRC tem essa característica, porque além de responder questões urgentes e pontuais, ele permite que façamos um plano de ação de longa duração”, completa Leandro Juen, da UFPA.
Ampliar a longevidade do BRC significa contribuir de forma muito mais ampla para a Amazônia, principalmente no campo da restauração da sua biodiversidade. “Ainda há muito para compreender sobre o processo de restauração de uma área minerada, a eficiência das tecnologias que estão sendo empregadas e até mesmo daquelas que já foram aprimoradas com nossa contribuição. Minha expectativa é que tenhamos muitos anos para acumular informações suficientes para a restauração florestal como política pública do Pará e da Amazônia como um todo. O que estamos fazendo na mina em Paragominas terá muita utilidade em grande escala e que ela seja um piloto para que possamos propagar, comparar e suprir lacunas de conhecimento sobre o tema na Amazônia”, comenta Marlúcia.

ARTIGOS RELACIONADOS

Consorciação de culturas faz bem ao mamoeiro e à lucratividade

A consorciação de culturas é a associação de uma cultura como o mamoeiro com uma outra, que poderá ser anual ou perene. Na escolha de uma cultura intercalar com o mamoeiro devem ser observados vários aspectos, como a identificação de culturas apropriadas, os espaçamentos compatíveis, o ciclo da cultura e o sistema de manejo das culturas associadas.

Azospirillum brasilense potencializa sistema de produção da soja

Lucas Guilherme Bulegon Andre Gustavo Battistus Engenheiros agrônomos e doutorandos em Agronomia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Deise DalazenCastagnara PhD. em Zootecnia e professora da...

A ferrugem chegou, e agora?

Para diminuir os prejuízos com essa doença devemos insistir no monitoramento das lavouras. Mesmo para realizarmos aplicações preventivas de fungicida, precisamos avaliar as lavouras para ver se a aplicação é realmente preventiva ou se a ferrugem já está instalada na lavoura.

ADAMA: Campanha #BomDeSoja e novidades em seu portfólio

O Show Rural Coopavel está entre os três maiores eventos do agronegócio no mundo e espera público de mais 250 mil visitantes Londrina, 31 de janeiro de...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!