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quarta-feira, abril 17, 2024
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Controle do oídio no morango em estufas

O controle eficiente do oídio no morango em estufas é essencial para garantir uma produção saudável e livre de doenças.

Mário Calvino Palombini
Engenheiro agrônomo e consultor
vermelhonatural@hotmail.com

O oídio é a única doença que tem a capacidade de se desenvolver em ambientes de umidade relativa alta, mas sem a presença da água de condensação ou de precipitação pluviométrica, condições ótimas encontradas nos sistemas protegidos.

A doença é causada pelo fungo Sphaerotheca macularis. Seus sintomas iniciais surgem na parte inferior da folha como micélios brancos superficiais. Com o tempo, a massa de micélio toma conta da folha, que tende a curvar as bordas para cima.

Com o decorrer do tempo, surge necrose de coloração vermelho escuro nos pontos onde o oídio se desenvolveu.

O uso de Bacillus tem apresentado boa eficiência no controle do oídio
Crédito: Shutterstock

Sintomas

O oídio se desenvolve em qualquer tecido jovem da parte aérea da planta (folhas, frutos, flores…). No fruto, inicia com o surgimento de micélio branco, e quando maduros, os micélios rompem a epiderme, deixando-os com aspecto esbranquiçado e de epiderme rompida.

Se desenvolve em vários tipos de plantas que podem ser fonte de infecção inicial. Os conídios (forma de propagação) dispersam pelo vento e, com baixa U.R, em torno de 75%, após infectar os tecidos jovens da parte aérea do morangueiro, o fungo se desenvolve e produz  novos conídios, tornando-se uma forma de dispersão próxima aos tecidos jovens da planta.

Disseminação

Os conídios vivem pouco tempo (em condições ótimas, de quatro a seis) horas. Após germinarem, os conídios incubam em 12 a 24 horas e, por este motivo, é uma doença de infecção rápida.

Em condições climáticas favoráveis, em plantações que já possuam a infecção inicial, pode-se considerar a infecção em 12 horas.

O oídio é sensível à luz direta (UV), atuando em maior intensidade nas áreas sombreadas da planta, enquanto a água de condensação provoca a morte dos conídios.

As condições ideais para o seu desenvolvimento são temperaturas 15 a 25°C. Eles sobrevivem abaixo de 0°C e possuem temperatura crítica abaixo de 5,0 e acima de 35°C, que são as mesmas temperaturas para o bom desenvolvimento da cultura do morango.

A umidade relativa do ar para a germinação dos conídios é de 75 a 99%, sendo que abaixo de 75% ocorre baixa germinação.

Manejo

Áreas que já possuam a infecção inicial, com períodos contínuos de 12 a 24 horas, e temperaturas de 5,0 a 35°C, dias nublados e alta umidade relativa do ar são situações ideais para que ocorram novas infecções. 

Nestas condições, é necessário que os intervalos dos tratamentos químicos sejam encurtados, podendo ter dois tratamentos por semana. Outra opção é a utilização de tratamentos biológicos com Bacillus amyloliquefaciens ou subtilis.

Neste caso, pela maior persistência do bacillus na planta, os tratamentos podem ser semanais. Mas, deve-se ter cuidado com a compatibilidade de aplicações de agentes biológicos com tratamentos químicos, principalmente fungicidas.

Fim do problema

É considerado o término da infecção quando não são encontradas novas infecções em tecidos joviais oriundos de tecidos maduros.

Há algumas medidas que podem amenizar a infecção do oídio, como ventilação de túneis, remoção de excesso de folhas, diminuição da dosagem de nitrogênio, troca dos plásticos agrícolas, caso estejam opacos e remoção dos restos de cultura. Mas, todas essas ações são de baixa eficiência, não substituindo os tratamentos químicos e biológicos.

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