Cuidados do plantio

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Lafayette Franco Sobral lafayetta.sobral@embrapa.br

Humberto Rollemberg Fontes humberto.fontes@embrapa.br 

Fernando Luis Dultra Cintrafernando.cintra@embrapa.br

Engenheiros agrônomos e pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros

Coco – Fotos: Shutterstock

As sementes de coco devem ser colhidas completamente maduras, com 11 a 12 meses de idade, e estocadas à sombra por 15 a 20 dias para completar a maturação. Os germinadouros devem ser instalados preferencialmente em solos arenosos, abertos com, aproximadamente, 20 cm de profundidade, 1,0 m de largura e comprimento variável em função do número de sementes, as quais devem ser posicionadas verticalmente, observando-se uma densidade de 15 a 20 sementes/m2.

A irrigação deve ser realizada de forma que se mantenha uma lâmina d’água de 200 mm/mês. Entre os germinadouros, recomenda-se manter um espaço de, aproximadamente, 1m de largura para realização dos tratos culturais. As sementes não germinadas até o terceiro mês ou com problemas de desenvolvimento devem ser eliminadas.

Após quatro a seis meses da instalação do germinadouro, as mudas podem ser transplantadas diretamente para o campo, em média com três a quatro folhas vivas, ocasião em que se realiza a poda total das raízes.

Plantio

A cova pode ser aberta manualmente ou com broca acoplada ao trator, com dimensões que variam entre 60 e 80 cm de profundidade, devendo ser preenchida com solo de superfície, adicionando-se 3,0 kg/cova de torta de mamona ou o equivalente em esterco ou outra fonte orgânica, e 800 g de superfosfato simples.

Em áreas de solos muito arenosos, recomenda-se a utilização de uma ou mais camadas de cascas de coco como forma de aumentar a retenção de água dentro da cova e favorecer o crescimento das raízes.

O plantio do coqueiro-anão é realizado utilizando-se o sistema em triângulo equilátero com 7,5 m de lado, totalizando 205 plantas/hectare. Há aumento de 15% no número de plantas por área nesse sistema em relação ao sistema em quadrado, porém, são menores as possibilidades de consorciação de culturas, por causa do aumento do sombreamento das entrelinhas de plantio observado a partir do quarto ano.

Quando se pretende realizar o plantio em sistema solteiro, a recomendação é que a linha principal de plantio obedeça ao sentido norte-sul, favorecendo, assim, a maior insolação dos coqueiros. No caso de plantio consorciado com outras culturas, a recomendação é utilizar o sistema em quadrado ou retângulo, observando o sentido leste-oeste para a linha principal de plantio do coqueiro, favorecendo a maior insolação das culturas consorciadas.

No plantio, deve-se ter o cuidado de não enterrar o coleto da planta e de manter uma cobertura morta na zona do coroamento para reter a umidade do solo, favorecendo ainda o controle de plantas invasoras. Um mês após o plantio da muda em campo, já podem ser observadas emissões de novas raízes, oportunidade em que poderá ser realizada a primeira adubação, utilizando-se fertilizantes nitrogenados e potássicos.

O controle da vegetação de cobertura nas entrelinhas, linhas e zona de coroamento do coqueiro, é de fundamental importância para reduzir a competição por água e nutrientes, possibilitando assim que a planta alcance bom desenvolvimento e produção.

O controle das plantas infestantes deve-se concentrar no período seco, quando a competição por umidade do solo alcança níveis críticos.

Para a eliminação da vegetação natural na zona de coroamento, pode-se optar pela capina manual com enxada, ou mesmo a utilização da cobertura morta com cascas de coco, folhas e demais restos de cultura. Esta zona corresponde à área de projeção da copa, que na planta adulta chega a atingir 2 m de raio, onde se concentra a maior densidade de raízes.

Roçagem e controle de ervas daninhas

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