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Epagri lança primeiro livro do Brasil com orientações para produção de pitaia

A Epagri acaba de lançar o livro “Pitaia no Brasil, nova opção de cultivo”, que reúne as principais informações técnicas desenvolvidas por várias instituições de pesquisa e ensino do Brasil para o cultivo da fruta. Este é o primeiro livro sobre cultivo de pitaia no país.

A publicação está disponível para download no site da Epagri, mas também pode ser adquirida na forma impressa, ao custo de R$ 60,00. Para comprar, é preciso enviar um e-mail para demc@epagri.sc.gov.br, informando o nome do livro, CPF do comprador e endereço completo para entrega.

SC é o segundo maior produtor de pitaia do país
(Foto: Aires Mariga / Epagri)

A obra é destinada a produtores, técnicos, extensionistas, professores e estudantes da área de fruticultura. Traz dados de socioeconomia, espécies, melhoramento genético e cultivares, biologia floral e polinização, propagação, instalação e tratos culturais do pomar, adubação, pragas e doenças, colheita e pós-colheita e cultivo orgânico. O conteúdo foi organizado por Ricardo Sant’Anna Martins, extensionista do escritório municipal da Epagri em Maracajá, e Maria do Céu Monteiro da Cruz, professora do Departamento de Agronomia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

O livro está distribuído em 11 capítulos e quase 350 páginas, fartamente ilustradas. Reúne informações sobre os novos cultivares desenvolvidos para as condições brasileiras e descrições detalhadas da biologia floral para a polinização e a produtividade dos pomares.  Também informa sobre a aquisição de mudas, os cuidados necessários para a instalação de pomares, a adubação, o manejo de pragas, doenças, colheita, pós-colheita, bem como as possibilidades de produção orgânica, de processamento e aproveitamento da fruta na indústria.

Cultura nova no país

Ricardo explica que a cultura da pitaia é relativamente nova no país. A produção teve início há cerca de 20 anos, em São Paulo. Em Santa Catarina, os primeiros pomares foram implantados em 2010, na cidade de Turvo. Hoje o Estado é o segundo maior produtor de pitaia do Brasil, ficando atrás de São Paulo. O Sul catarinense é o maior polo de produção de Santa Catarina, com cerca de 300 hectares cultivados, informa o extensionista.

Livro tem quase 350 páginas e 11 capítulos

A pitaia é uma fruta de grande potencial, com possibilidade de cultivo em todas as regiões brasileiras. Suas propriedades nutricionais e medicinais favorecem a utilização para consumo ao natural e como matéria-prima para diversos produtos na indústria. Necessita de poucos insumos químicos, sendo opção para o cultivo orgânico.

O aumento no consumo da pitaia vem sendo favorecido pela realização e divulgação de pesquisas dos benefícios da fruta, que se soma à mudança no hábito alimentar da população brasileira e à sua aparência atraente. A produção brasileira é insuficiente para atender à demanda interna, havendo necessidade de importação, que pode ser reduzida com a expansão do cultivo nos próximos anos.

Opção para agricultura familiar

O custo de instalação e de manutenção do pomar e, principalmente, a reduzida necessidade de utilização de defensivos agrícolas, fazem do cultivo da pitaia uma opção interessante para a agricultura familiar. A atividade possibilita alto rendimento por área, sendo uma ótima alternativa para pequenas propriedades. Além disso, o retorno para os produtores é rápido, pois os pomares começam a produzir já no segundo ano.

São Paulo e Santa Catarina produziram mais de 70% do volume comercializado nas unidades da Ceasa nos últimos anos. Em 2021, o estado catarinense respondeu por 30,76% da pitaia ofertada no país. A produção também vem crescendo no Pará, Minas Gerais, Ceará, Paraná, Goiás, Espírito Santo e no Distrito Federal.

As pesquisas para melhoramento genético da pitaia no Brasil vêm sendo realizadas pela Epagri, Embrapa Cerrados, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), além de alguns fruticultores e colecionadores.

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