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Escolha da semente pelo valor cultural

Murilo Viotto Del Conte

Engenheiro agrônomo, mestre em Genética e Melhoramento e doutorando em Genética e Melhoramento de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV)

murilo.conte@ufv.br

Ronaldo Machado Junior

Engenheiro agrônomo e mestrando em Fitotecnia – UFV

ronaldo.juniior@ufv.br

Ronaldo Silva Gomes

Engenheiro agrônomo e mestrando em Genética e Melhoramento de Plantas – UFV

ronaldo.s.gomes@ufv.br

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor de soja, atrás apenas dos Estados Unidos. Na safra 2015/16, as lavouras de soja ocuparam uma área de aproximadamente 33,2 milhões de hectares, totalizando uma produção de 95,6 milhões de toneladas. Para a safra 2016/17, estima-se um crescimento de cerca de 10% na produção nacional (CONAB, 2017). Esse cenário reafirma a importância dessa cultura na economia brasileira e consolida o País como um grande exportador da commodity.

O alcance de altas produtividades em soja exige que o cultivo seja bem planejado e que a condução da lavoura atenda às recomendações de manejo para essa cultura.

Cultivar certa

Um ponto muito importante para alcançar o sucesso no cultivo de soja diz respeito à escolha de cultivares adaptadas às condições de fertilidade e disponibilidade hídrica. Isso também deve levar em consideração se as cultivares apresentam níveis satisfatórios de resistência às principais pragas e doenças da região e, sobretudo, a adaptação dessas cultivares ao fotoperíodo da região. Este último fator tem forte influência sobre o ciclo da cultura e, consequentemente, sobre o planejamento para o ano agrícola. Uma vez escolhida a cultivar, devem-se tomar as decisões corretas para que esta expresse seu potencial genético.

População adequada

Alcançar a população de plantas por área, recomendada pelo obtentor da semente, é fundamental, uma vez que as cultivares de soja diferem quanto à capacidade de compensar o menor número de plantas por metro quadrado por meio da formação de ramificações laterais.

O mesmo é notado para altas populações de plantas, já que um número mais elevado de plantas pode induzir o desenvolvimento das mesmas em altura, resultando na inclinação dos ramos principais, aproximando-os do solo e ocasionando o “acamamento“.

No primeiro caso, espaços que deveriam ser preenchidos por plantas de soja serão, provavelmente, ocupados por plantas daninhas, reduzindo a capacidade de produção. No segundo caso, o número excessivo de plantas tende a dificultar a colheita em função do acamamento, além de promover uma maior competição entre as plantas e criar um microclima favorável para a multiplicação de patógenos.

Pureza do material

Foto 02Para garantir o estande de plantas desejado, deve-se investigar o índice de germinação e a pureza da semente adquirida. Sementes certificadas garantem uma margem de segurança de germinação e pureza das sementes de 80 e 99%, respectivamente.

O produtor pode atestar a qualidade da semente que está sendo adquirida por meio de documentos como o boletim de análise da semente, o atestado de origem genética, certificado de sementes, ou ainda o termo de conformidade das sementes produzidas. Tais documentos devem ser solicitados ao produtor ou comerciante da semente.

O produto dos índices de germinação e pureza resulta no valor cultural (VC). Portanto, o valor cultural determina a qualidade da semente em função da germinação e grau de pureza da mesma. Além disso, a razão entre o preço do quilograma da semente a ser adquirida e o VC é uma medida de custo x benefício, uma vez que o baixo preço de um lote de semente pode estar atrelado à baixa qualidade de suas sementes.

A consideração de aspectos morfológicos pode ajudar o produtor a identificar as sementes de má qualidade. Com base nesses aspectos, o produtor pode, por exemplo, identificar sementes com danos por amassamento e rachaduras, provocados por insetos sugadores, além de sintomas relacionados à infecção de determinados patógenos, como aCercosporakikuchii.

No entanto, o ideal é que a averiguação da qualidade da semente seja realizada a partir de análises laboratoriais. Os laboratórios especializados nessas análises podem, adicionalmente, prestar serviço de averiguação da pureza física, varietal e sanitária das sementes.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de abril 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua para leitura integral.

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