“Existem tecnologias mais eficientes para substituir o Carbendazim”, afirma pesquisador da Fundação Rio Verde

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Fabio Pittelkow

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a decisão da proibição de importação, produção, comercialização e uso de defensivos à base do Carbendazim no Brasil, na segunda-feira (08.08). A definição acendeu alerta entre os produtores, mas a Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Rio Verde afirma que existem tecnologias eficientes para substituir a molécula. “Não irá trazer prejuízos econômicos ao produtor”, pontua o engenheiro agrônomo doutor e diretor de pesquisas da instituição, Fabio Pittelkow.

“Hoje nós temos ferramentas disponíveis no mercado que possuem boa eficiência agronômica, maior segurança ambiental e mais segurança para o uso dos trabalhadores rurais. Se o Carbendazim está sendo retirado do mercado por questões de segurança é importante darmos atenção. Hoje o Brasil possui uma das legislações para registro de produtos agronômicos mais modernos do mundo, amparada pela ciência”, pontua Pittelkow.

 Ainda de acordo com o especialista, as ferramentas disponíveis em substituição a molécula banida pela Anvisa podem mexer com o custo da produção, porém os números, se comparados à eficiência, não devem causar grandes impactos. “Esses produtos são mais eficientes em controlar os patógenos que temos hoje, então o custo de produção não aumentará ao ponto de prejuízos e não deve refletir no aumento do custo para o consumidor final”, explicou.

Para o diretor de pesquisas da Fundação Rio Verde, o banimento do Carbendazim é uma oportunidade para que técnicos e produtores coloquem seus conhecimentos em prática para posicionar ferramentas mais modernas que já estão disponíveis para o campo.  “Agronomicamente nós temos segurança de substitutos. As indústrias já oferecem inovações com produtos mais eficientes e ambientalmente mais seguros”, finalizou.

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