18.6 C
Uberlândia
segunda-feira, maio 27, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioNotíciasFerrugem-asiática gera prejuízos de até R$6 mil/ha

Ferrugem-asiática gera prejuízos de até R$6 mil/ha

Para controle da doença, especialista indica boas práticas e um produto inédito no mercado brasileiro.

Considerada a doença mais severa da sojicultura, a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) pode causar perdas de até 90% de produtividade para o agricultor brasileiro. O potencial de dano é definido pelo momento em que ela incide na cultura, das condições climáticas favoráveis à multiplicação e, também, pelo manejo implantado no estande.
 

“Por isso, o produtor precisa estar atento, desde o início, e fazer um manejo com rotação de ativos. Em situações de alta severidade, por exemplo, os prejuízos podem ultrapassar R$ 6 mil por hectare, considerando uma produtividade de 65 sacas de soja por hectare, com valor de R$ 120 cada”, destaca Débora Prado, gerente de cultivos da FMC.

Facilmente disseminada pelo vento, a ferrugem ocorre em praticamente todas as regiões produtoras de soja do país desde a emergência até a maturação dos grãos. Os sintomas podem ser identificados por pequenas pontuações salientes de 1 milímetro de diâmetro, aproximadamente, que são mais escuras que o tecido foliar inferior. Com o crescimento, essas saliências formam pústulas que expelem os uredósporos (estruturas reprodutivas), que geram uma massa pulverulenta de cor castanha.
 

Na parte superior da planta ocorre o aparecimento de pequenas pontuações mais escuras e com lesões profundas que ocasionam a secagem e o amarelecimento da planta, o impedimento da formação dos grãos e a queda prematura das folhas. Como a ferrugem-asiática é disseminada por um fungo hospedeiro vivo, ele pode sobreviver e reproduzir durante as condições de entressafra em soja e, também, em hospedeiros intermediários durante a safrinha.
 

Para controlar a doença, a FMC, empresa de ciências para agricultura, possui um fungicida formulado com uma carboxamida exclusiva no Brasil: o fluindapir. De acordo com os resultados de pesquisa da empresa, o uso frequente do mesmo fungicida promove uma maior pressão de seleção e, portanto, acarreta uma menor eficácia do manejo das doenças. “Na ausência de novos ativos, a rotação de grupos químicos e moléculas atenuam a pressão sobre as populações e conferem mais controle”, explica a especialista.
 

O Onsuva®, produto da FMC com essa formulação, é indicado para alternância dos ingredientes ativos utilizados no manejo e consequente redução da pressão de seleção dos patógenos. Balanceado com uma carboxamida inédita e de amplo espectro e um triazol altamente seletivo, proporciona um melhor manejo de doenças e rotação com outras soluções existentes no mercado, promovendo a sustentabilidade no controle.
 

Débora diz que dentre outras estratégias para manejo da ferrugem-asiática estão as boas práticas como a ausência da semeadura de soja e a eliminação de plantas voluntárias na entressafra por meio do vazio sanitário para redução do inóculo do fungo, a utilização de cultivares de ciclo precoce, semeaduras no início da época recomendada e a utilização de fungicidas, como o Onsuva®.
 

“Compatível com outros programas de manejo de doenças, esse produto proporciona a prevenção de um amplo espectro de doenças, que podem atacar a cultura simultaneamente e ocasionar uma redução significativa no rendimento. O Onsuva® é uma excelente ferramenta para a sojicultura, com desempenho e performance superiores em alvos importantes e de difícil controle, além de possibilitar um manejo versátil ao agricultor”, ressalta Débora.
  Na sojicultura, o Onsuva® é indicado para ferrugem-asiática e, ainda, para mancha parda (Septoria glycines), crestamento (Cercospora kikuchii) e oídio (Microsphaera diffusa). O produto é recomendado também para algodão para o controle das manchas Ramulária (Ramulariopsis pseudoglycines), Ramulose (Colletotrichum gossypii) e Alternaria (Alternaria alternata); e no milho para helmintosporiose (Exserohilum turcicum), cercosporiose (Cercospora zeaemaydis) e ferrugem-polisora (Puccinia polysora).

ARTIGOS RELACIONADOS

Estudo de doutorado recebe apoio da Satis

Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Uberlândia irá desenvolver um ...

ADAMA: Campanha #BomDeSoja e novidades em seu portfólio

O Show Rural Coopavel está entre os três maiores eventos do agronegócio no mundo e espera público de mais 250 mil visitantes Londrina, 31 de janeiro de...

Produção de soja 23/24

A produção de soja na safra 2023/24 deve atingir 163,5 milhões de toneladas, um aumento de 3,7% em relação ao ciclo anterior

Manejo de pragas na cultura da soja 

Como realizar o manejo de pragas nos estádios iniciais da cultura da soja? No momento Fundação MT falamos sobre os principais problemas atualmente: cascudinho-da-soja, lagarta Helicoverpa e percevejo barriga verde.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!