Goiaba: R$ 800 milhões por ano no Brasil

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Goiaba – Crédito: shutterstock

O Brasil é líder mundial em produção de goiaba vermelha. Já a goiaba branca é mais produzida na Índia. São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro concentram 80% do total. Estados como Goiás estão tentando fortalecer a atividade e levar as goiabeiras, encontradas apenas em quintais, para a produção comercial.

A goiaba movimenta a agroindústria de doces, gerando renda para seis mil pequenos produtores em todo o País. A receita anual dos pomares chega a R$ 800 milhões.

Esta é uma fruta nativa das Américas que contém muitas fibras e é rica em vitamina C e sais minerais. As folhas da goiabeira rendem um chá para regularizar o intestino. A casca e a semente da fruta são usadas na fabricação de creme para a pele.

Em primeiro lugar

São Paulo é o maior produtor de goiaba do Brasil. No período 2013-2019, a área expandiu 24%. A produção paulista de goiaba divide-se basicamente em dois grupos: o primeiro destinado à indústria e que perfaz 86% do total do Estado, e outro para consumo in natura.

Os municípios paulistas de Valinhos (27,7%), Vista Alegre do Alto (10,4%) e Taicú (8,3%), respondem por 46,4% da goiaba de mesa produzida no Estado. Já Arealva (20,9%), Taquaritinga (17,9%) e Itápolis (13,8%) respondem juntos por 52,7% da goiaba para a indústria.

Goiaba – Brasil 2018
Quantidade produzida (ton) 578.608
Valor da produção (x 1000) R$ 794.916,00
Área destinada à colheita (ha) 21.579
Área colhida (ha) 21.500
Rendimento médio (kg/ha) 26.912

Fonte: IBGE 2020

De laranja para goiaba

A região central paulista, tradicional área produtora de cana-de-açúcar e de laranja, vem se destacando no cultivo da goiaba. O grande estímulo na substituição da laranja pela goiaba, segundo produtor da região, está no preço da fruta: Uma caixa de goiaba vale 30% a mais do que uma caixa de laranja. Fora que a produtividade de um pé de goiaba é quatro vezes maior que um de laranja.

Toda produção de goiaba dessa região destina-se à indústria de alimentos, que recebe 1.000 toneladas por dia. A principal indústria processadora é a Predilecta, sediada em Matão (SP), que tem 350 produtores parceiros que cultivam entre 900 e 1.000 hectares.

A empresa também produz tanto no município quanto nos arredores. Do volume total recebido pela Predilecta, 70% têm como destino o mercado interno, sendo 90% utilizados para a produção de doces. Os outros 30% são destinados à produção de polpa e ao mercado externo.

Fontes:

Instituto de Economia Agrícola – IEA

IBGE – 02/2020

G1. com