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Mudas de morango

Qual a sua importância para o sistema?

Luís Eduardo Corrêa Antunes luis.antunes@embrapa.br

Sandro Bonow sandro.bonow@embrapa.br

Engenheiros agrônomos e pesquisadores da Embrapa Clima Temperado

Carlos Reisser JuniorEngenheiro agrícola e pesquisador da  Embrapa Clima Temperadocarlos.reisser@embrapa.br

Muda de morango – Foto: Shutterstock

Para o estabelecimento da muda nos canteiros de produção de morangos, há necessidade da utilização de aspersão visando aumentar a umidade relativa do ambiente, reduzindo os efeitos do transplante da muda e minimizando as perdas no processo de estabelecimento das plantas. Neste processo há grande demanda por água e ambiente favorável à proliferação de doenças foliares, como no caso de micosfarela.

Uma das alternativas viáveis, sustentáveis e complementares às mudas frescas e às mudas importadas são as chamadas mudas envasadas ou com torrão. Além de serem produzidas a partir do enraizamento de pontas de estolão em substratos comerciais, sem potenciais contaminantes presentes no solo, como nematoides e fungos (Rhizoctonia spp., Fusarium sp., Sclerotium rolfsii, Phytophthora spp., Colletotrichum e Verticillium), dão oportunidade ao produtor de estabelecer sua lavoura mais cedo, sem utilização de aspersão, já que as plantas vêm do viveiro com raízes protegidas pelo substrato e com folhas aptas para iniciar o processo de estabelecimento, reduzindo o tempo de formação do morangueiro e encurtando o período de início de produção comercial, ou seja, retorno do capital investido.

Antecipação do plantio

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O plantio antecipado (março) possibilita (em determinadas regiões) a vernalização a campo, ou seja, a planta é estimulada, pela redução do fotoperíodo (diminuição das horas de luz) e da temperatura (dias quentes/noites frias) a diferenciar gemas localizadas na coroa em flores, potencializando a produção precoce e ampliando sobremaneira o período de produção de morangos, enquanto que produtores que optam por mudas importadas plantarão no final de maio ou início de junho, reduzindo a janela de produção precoce.

Na Itália, por exemplo, este tipo de muda corresponde a 7% da área plantada (ou seja, 15 milhões de mudas), cujos produtores focam a produção precoce, em especial no Sul do País, na região da Sicília.

Com este tipo de tecnologia, cerca de 60 dias após o plantio é iniciada a colheita. Também é utilizada na região norte, com foco na produção programada (buscando janelas de mercado na Europa). Já na Flórida (Estados Unidos) é uma tecnologia recomendada para reduzir o consumo de água na implantação, buscando o uso sustentável dos recursos hídricos.

Entretanto, ainda esbarra na logística de distribuição a partir dos viveiros localizados na Califórnia, Carolina do Norte e Canadá.

Potencial no Brasil

No Brasil, esta tecnologia ainda é pouco representativa. A partir de viveiros locais, com base em variedades sem proteção legal e/ou a partir de licenças dos detentores de variedades mais recentes, novos empreendimentos poderão atender produtores que aspiram plantar mais cedo, em janelas que poderão lhe dar mais retorno financeiro, quando comparado ao quadro atual, em que não há opções de mudas frescas em volume adequado.

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