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Macaúba: a espécie que vai mudar o setor florestal do brasil

Crédito Depositphotos

Felipe Morbi
Co-fundador da Soleum
felipe.morbi@soleum.com.br

A macaúba é encontrada naturalmente em diversos biomas e condições edafoclimáticas. No Brasil, pode ser vista em todas as regiões do País, com destaque para os Estados de MG, SP, MS, MT, CE e TO. A espécie também está presente em diversos países da América do Sul e Central, principalmente no Paraguai, Bolívia, Colômbia e México.

Potenciais usos da macaúba

A macaúba se destaca pelo elevado rendimento de óleo vegetal, que pode ser utilizado nas indústrias de alimentos, oleoquímica e biocombustíveis avançados. Também possui elevado potencial para a geração de produtos fontes de proteína, fibras, celulose e lignina a partir de biomassas diversas para o mercado de alimentos, nutrição animal, química verde, energia limpa e biomateriais.

Manejo

A macaúba é uma planta perene que, a partir do início de produção, no quinto ano após o plantio, produz frutos por décadas, entre os meses de outubro e março, principalmente. No ano 1, de implantação, é quando ocorre o maior investimento e atividades agrícolas, como preparo de solo e o plantio das mudas.

Do ano 2º ao 5º ano é a fase de manutenção, quando as mudas se desenvolvem e a partir do ano 6 a fase de produção se inicia. Essas duas últimas fases demandam um manejo relativamente simples de adubação, controle fitossanitário e de mato-competição e a partir do ano 6, se inicia a operação de colheita.

Biodiesel

A macaúba se destaca pela elevada produtividade de óleo vegetal por hectare e pela sustentabilidade como pilar do sistema produtivo. Esses são requisitos essenciais para matérias-primas para biocombustíveis como o biodiesel.

Porém, o foco da cadeia da macaúba está nos biocombustíveis avançados, como o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil, traduzido como Óleo Vegetal Hidrotratado) e o SAF (Sustainable Aviation Fuel – Bioquerosene de Aviação).

Custo da produção

O custo de produção depende de muitos fatores, como região do projeto, verticalização ou não, custo logístico, nível de mecanização, condição do solo e mais uma dezena de questões. 

O que podemos afirmar é que, em função da elevada produtividade e o aproveitamento integral do fruto (óleos e biomassas), é uma matéria-prima com elevada eficiência produtiva e custos muito competitivos para os mais diferentes mercados.

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