26.6 C
Uberlândia
segunda-feira, julho 22, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioArtigosGrãosManejo de Diabrotica speciosa no milho

Manejo de Diabrotica speciosa no milho

 

Paulo Afonso Viana

Ph.D em  Entomologia e pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo

paulo.viana@embrapa.br

 

Entre as seis espécies de Diabrotica que ocorre nos trópicos destaca-se pela importância econômica a Diabrotica speciosa. Esta espécie é uma praga polífaga, amplamente distribuída nos Estados brasileiros e em alguns países da América do Sul. Os adultos danificam a parte aérea de diversas culturas como as hortaliças (solanáceas, cucurbitáceas, crucíferas), feijoeiro, soja, girassol e milho, causando desfolha e, em alguns casos, são vetores de patógenos.

A alimentação dos adultos transmite inúmeras viroses para as plantas, que são facilmente transmitidas mecanicamente e produzem respostas altamente antigênicas. A transmissão da virose de um inseto para outro está associada ao contato com material regurgitado, defecado ou por meio de hemolinfa contaminada. Na ordem Coleoptera, as espécies dos gêneros Cerotoma e Diabrotica são os vetores de viroses mais importantes nas Américas.

Prejuízos

A larva tem sido considerada uma das principais pragas subterrâneas - Crédito Ademir Torchetti
A larva tem sido considerada uma das principais pragas subterrâneas – Crédito Ademir Torchetti

A larva tem sido considerada uma das principais pragas subterrâneas de culturas como o milho, trigo, outros cereais e batatinha. O prejuízo causado pela larva para essas culturas tem sido expressivo nos Estados do Sul e em algumas áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

No Sul, em áreas onde os solos são geralmente ricos em matéria orgânica e retém maior umidade, favorece a biologia das larvas. Em áreas irrigadas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde várias culturas hospedeiras são cultivadas em sucessão, os danos têm sido representativos.

As larvas alimentam-se das raízes, reduzindo a capacidade das plantas em absorver água e nutrientes, tornando-as menos produtivas e sujeitas ao acamamento, causando perdas quando a colheita é realizada mecanicamente. Para a cultura do milho têm sido relatadas perdas na produção variando entre 10 e 13% devido ao ataque, quando ocorre alta infestação desta praga.

Amostragem e monitoramento

O monitoramento de adultos de D. speciosa não tem sido usualmente empregado em culturas. Entretanto, as armadilhas luminosas são efetivas na captura de adultos, sendo as lâmpadas do tipo BLB (ultra-violeta), BL (ultra-violeta) e B (azul) as mais atrativas para machos e fêmeas.

Também se tem empregado experimentalmente o uso de iscas atrativas utilizando partes do fruto de abóbora amargosa (Lagenaria vulgaris) e do tubérculo conhecido como “Taiuá“ (Cerathosantes hilaria)
Também se tem empregado experimentalmente o uso de iscas atrativas utilizando partes do fruto de abóbora amargosa (Lagenaria vulgaris) e do tubérculo conhecido como “Taiuá“ (Cerathosantes hilaria)

Também se tem empregado experimentalmente o uso de iscas atrativas utilizando partes do fruto de abóbora amargosa (Lagenaria vulgaris) e do tubérculo conhecido como “Taiuá“ (Cerathosantes hilaria). A isca de abóbora pode ser tratada com inseticidas visando o controle do adulto.

O método de amostragem mais utilizado para larvas é peneirar o solo sobre um plástico preto, onde as larvas podem ser identificadas. Outros métodos, tais como o funil de Berlese e flutuação do solo em mistura com soluções químicas, também podem ser utilizados.

Entretanto, essa informação somente é útil para determinar a infestação existente no campo, dificultando a sua utilização para a tomada de decisão visando o controle das larvas danificando as raízes do milho.

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro da revista Campo & Negócios Grãos. Clique aqui e adquira já a sua.

 

ARTIGOS RELACIONADOS

Fibria usa tecnologia inédita para monitorar e ter visão tridimensional da floresta

Novos instrumentos trazem mais agilidade, precisão e segurança na medição de áreas, relevo e árvores, contribuindo com a gestão estratégica das atividades florestais

Mudas – O ponto alto do plantio de couve-flor

Emanuele Possas de Souza Graduanda em Engenharia Agronômica, FCAT/UNESP Pâmela Gomes Nakada Freitas Engenheira agrônoma e professora assistente, FCAT/UNESP pamelanakada@dracena.unesp.br Antonio Ismael Inácio Cardoso Engenheiro agrônomo e professor titular, FCA/UNESP Felipe...

Mercado de máquinas

O mercado de máquinas, em especial o agrícola, está aquecido como poucas vezes na história.

Preço alto atrai feijocultores

A feijoicultura brasileira ganha destaque internacional no agronegócio, dado que o País desempenha função fundamental neste setor, sendo considerado um dos maiores produtores e consumidores deste produto agrícola, apresentando uma produção média anual de 3,5 milhões de toneladas, em uma área total estimada de 3,1 milhões de hectares, com rentabilidade em torno de R$15,5 bilhões (MAPA, 2016; Conab, 2017).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!