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Mercado vegano aponta o futuro da alimentação

Opções de produtos sem origem animal cada vez mais deixam de ser uma alternativa para se tornar uma necessidade no mercado

Créditos: Divulgação

Se você é adepto do veganismo, com certeza já ouviu os seguintes questionamentos: se você é vegano, por que toma leite? É vegano, mas come hambúrguer? É vegano, mas tem queijo na dieta? Quem pensa assim está muito enganado e por fora das novidades do mercado. Isso é possível porque cada vez mais empresas estão trazendo para as prateleiras opções de produtos à base de plantas e vegetais.

Muito mais do que uma escolha alimentar, o veganismo é um estilo de vida que existe em nossa sociedade há milhares de anos e está ganhando cada vez mais força e adeptos, principalmente entre a geração Z. O termo propriamente dito foi criado em 1944 pelo britânico Donald Watson e, desde então, tornou-se um movimento político e ético. Em 1994, o presidente da The Vegan Society, Louis Wallis, homenageou a criação do termo “vegano” estipulando o dia 01 de novembro como o Dia Mundial do Veganismo.
 

O veganismo no Brasil veio para ficar!
 

Aderir a uma alimentação vegana vem se tornando uma tendência mundial, acompanhando o crescimento da conscientização com a causa animal e ambiental e, até mesmo com a saúde. Segundo uma pesquisa divulgada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), estima-se que o número de veganos no Brasil está próximo de 7 milhões de pessoas, quantidade que deixa o país na liderança do veganismo na América Latina.
 

Além do número expressivo de adeptos, cada vez mais marcas e restaurantes estão se adaptando às demandas dos consumidores que decidiram retirar os produtos de origem animal de vez da dieta. É crescente e cada vez mais comum a oferta de opções de refeições veganas no cardápio dos bares e restaurantes brasileiros.
 

São mais de 9 mil locais com opções veganas na América Latina e mais uma vez o Brasil assume a posição mais alta do ranking, concentrando 32,4% desses lugares, cerca de 2.900 estabelecimentos, de acordo com estudo realizado pela HappyCow e pela Veganuary.
 

Não é somente em bares e restaurantes que os veganos podem encontrar boas opções, cada vez mais alternativas ganham o mercado e chegam às prateleiras.
 

A oferta de produtos à base de plantas está crescendo cada vez mais no Brasil. O comércio de produtos lácteos vegetais, que é uma alternativa à proteína animal, deve alcançar 162 bilhões de dólares até 2030, de acordo com dados de 2022 da Bloomberg Intelligence. Segundo a Scanntech, startup de dados para varejo e indústria, no Brasil, quem hoje lidera o mercado plant-based com 44% de participação é a Fazenda Futuro, primeira foodtech e lifestyle brand da América Latina voltada à produção de carne à base de plantas, sem nada de origem animal. A companhia tem como principais pilares de negócio a tecnologia e a saúde, com foco na tendência de transformação do comportamento dos consumidores.
 

Os últimos lançamentos da marca também a integraram ao promissor mercado de laticínios vegetais, que deve crescer pelo menos 130% até 2025, segundo dados da Tetrapack. O objetivo da Fazenda Futuro é se tornar uma “one stop shop”, oferecendo tudo o que uma fazenda dispõe, mas em versão 100% vegetal. A estratégia vai ao encontro da mudança de hábitos de consumo relacionados a alimentação, com cada vez mais consumidores demandando produtos mais saudáveis, sustentáveis e que se preocupam com o bem-estar animal, tendência que tem crescido em todo o mundo.
 

“Seguindo o nosso propósito de transformar a maneira que o mundo come, queremos revolucionar o mercado fornecendo produtos de alta qualidade no setor alimentício”, ressalta Marcos Leta, fundador da Fazenda Futuro. Além da preocupação com saúde e excelência, a marca ainda vem investindo fortemente em tecnologia de ponta para produzir alimentos inovadores em textura e sabor, englobando produtos como mel, queijo, manteiga e iogurte.
 

Tamanha aposta não é por acaso, já que o setor vem crescendo a passos largos. Para se ter uma ideia, apenas nos Estados Unidos as vendas de substitutos vegetais cresceram nove vezes mais rápido do que as vendas totais de alimentos nos últimos dois anos, segundo dados da Plant Based Food Association. Só em 2020, mais da metade de todas as famílias americanas compraram produtos do tipo. Já no Brasil, os flexitarianos, pessoas que não consomem carne em parte das refeições, passaram de 29% em 2018 para 50% em 2020, de acordo com pesquisa do IBOPE.
 

Novidades nas prateleiras

O mais recente lançamento da Fazenda Futuro chegou às prateleiras dos supermercados para atender a um público que busca alternativas saudáveis, saborosas e livres de origem animal como parte do seu dia a dia. O Futuro Aveia é uma bebida 100% à base de aveia, sem nenhum componente de origem animal, que já é um sucesso no varejo e a expectativa é crescer ainda mais em 2023.
 

A linha conta com cinco versões: Original, Baunilha, Chocolate, Barista e Receitas, todas desenvolvidas cuidadosamente para oferecer uma bebida mais neutra e cremosa, que se assemelha ao leite de vaca. Além disso, o Futuro Aveia também é fonte de cálcio e fibras, livre de lactose, glúten e têm um baixo potencial alergênico, tornando a bebida ideal para pessoas com doença celíaca, intolerância à lactose ou para aqueles que desejam reduzir o consumo de produtos de origem animal em seu dia a dia.
 

Tecnologia de ponta

O Futuro Aveia utiliza uma tecnologia diferenciada na enzima, que garante o melhor sabor. A bebida ainda tem a vantagem de ser a mais sustentável com um menor gasto de água em sua produção versus as demais bebidas vegetais.

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