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O futuro do agronegócio brasileiro pode avançar com as aceleradoras de startups

É preciso ampliar o investimento em tecnologia para o agronegócio brasileiro ampliar a produção.

O agronegócio brasileiro representa mais de ¼ do PIB Brasileiro, se destacando como a maior potência econômica do país. Nos últimos 20 anos, o desempenho do PIB do setor evoluiu tanto, que possui estimativa de salto de US$ 122 bilhões para US$ 500 bilhões, número que corresponde ao PIB da Argentina. Os dados foram calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo.

Esse número impressionante se deve a uma condição climática natural positiva, já que o Brasil é destaque em produzir alimentos em abundância e com o custo menor do que em outros lugares do mundo, como a África do Sul ou a Arábia Saudita, por exemplo. Esses países possuem terras menos favoráveis para a agricultura e pecuária, e custos elevados de produção.

Avanço da exportação do agro brasileiro e o papel das aceleradoras de startups

Ao considerar os fatores acima, vemos o Brasil como forte candidato para exportação, principalmente de alimentos como o milho, a soja e carnes: bovina, suína e de frango.

imagem freepik

Pensando nisso, é preciso ampliar o investimento em tecnologia para o agronegócio brasileiro ampliar a produção. Como opção, as aceleradoras de startups do agro começaram a atuar em regiões brasileiras que possuem, praticamente, todos os atores do agronegócio.

Essas aceleradoras estão à procura de projetos que possam ajudar no avanço da produção e exportação de alimentos brasileiros, que são realizados através de entradas com fundos de investimentos em startups que atuam dentro do setor.

A Cyklo AgriTech é exemplo de aceleradora que investe no agronegócio. Pompeo Scola, CEO da empresa, explica mais sobre como funciona o projeto. “A Cyklo por meio de fundos de investimentos privados para acelaração de startups, já acelerou cerca de 30 startups voltadas ao agro desde 2020. Os investidores são produtores rurais, empresários do agronegócio, fundos de venture capital, entre outros investidores com interesse no agronegócio. As startups desenvolvidas focam em melhorar o agronegócio brasileiro, em especial, aumentando a produtividade de grãos, por hectares, utilizando inteligência artificial e outros recursos de inovação e tecnologia, que irão se juntar ao conhecimento agronômico e revolucionar o setor”, comenta.

Seleção e formas de investimentos utilizados pela aceleradora

Inicialmente, as startups do projeto da Cyklo são escolhidas através de um processo de edital, em seguida, elas são aportadas, recebem mentoria e realizam protocolos de pesquisa. Qualquer tipo de investimento ligado à aceleração é pago pela aceleradora e, em troca disso, ela fica com equity da startup (fica sócia).

private equity possui modalidade de investimento direto e alternativo, que permite gerar grandes resultados e ter participação nos lucros. Caso a startup tenha crescimento e se torne bem-sucedida, o retorno de investimento pode ser de 4 ou 5 vezes maior que o valor aplicado. O aporte é respeitável e tem sido visto de maneira positiva para o mercado e para as empresas, levando em consideração que se trata de venture capital (investimento de risco).

No caso do FUNDO2 da Cyklo, o investimento acontece durante quatro anos (2022, 2023, 2024 e 2025) e possui cotas de 400 mil reais, ou seja, cada investidor vai aplicar o valor de 10 mil reais em cada uma das 40 startups. Isso significa que, em termos de retorno, os 25 cotistas podem ter a chance de movimentar 10 milhões de reais desse fundo, que gira em média, 2.5 milhões por ano.

As startups que se inscrevem para o edital da Cyklo, vêm de qualquer lugar do Brasil e até de outros países. A aceleradora tem sua base operacional na região do MaToPiBa, formado por um eixo de 4 estados: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Luís Eduardo Magalhães é a cidade localizada no epicentro desse eixo e é considerada a capital do MaToPiBa, que possui 73 milhões de hectares, dos quais 1/3 já vem sendo cultivado.

Jennifer Chen, especialista em conexões entre empresas e investidores e CEO da JC Capital
Divulgação

Quanto à região escolhida, Pompeo revela que é uma área que possui espaço importante, pois possui ótima condição de produzir alimentos a partir de uma base sustentável e com um custo menor, que é derivado de boas condições naturais, como insolação, terra e disponibilidade hídrica.

Objetivos e alcance

Hoje, o Brasil já alimenta cerca de um bilhão de pessoas fora do país. A aplicação da tecnologia pode vir a fornecer e alimentar 2 bilhões de pessoas mundialmente, ou seja, sua produtividade pode crescer e atender um pedaço da fome do planeta com a exportação de grãos.

“Essa é uma grande oportunidade. Esse número pode crescer muito, e para isso, nós precisamos trabalhar mais para conseguir o crescimento de sacas por hectares, e isso só se consegue com muita inovação e tecnologia”, afirma o CEO da Cyklo.

A especialista que atua com o mercado de conexões entre empresas e investidores, Jennifer Chen, se tornou uma das investidoras do FUNDO2 e tem a ideia de dar continuidade no trabalho, promovendo a ampliação de startups em outras regiões do país. “Nós pretendemos atingir outras regiões como MT, GO, MG e SP, ampliando as parcerias da Cyklo nestes outros estados com nosso networking, democratizando o acesso das startups e dos produtores aos centros de inovação e aceleradoras, que são elementos fundamentais para promover o progresso do ecossistema de inovação”, comenta.

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