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Milho segunda safra tem rentabilidade esperada de 44% e possibilidade de exportação para o mercado chinês

Foto de arquivo

À medida que a área de soja cresce 3,8% ao ano, o milho vem ganhando cada vez mais espaço. Ao longo das últimas sete safras, o Brasil incorporou 7 milhões de hectares na segunda safra com a cultura. Esse crescimento é um movimento natural, que, há 15 anos consecutivos, traz mais condições de margem de lucro ao produtor. Do ponto de vista agronômico, é bom, e recomendável, plantar a cultura após a soja, por quebrar o ciclo de pragas e otimizar o uso de defensivos e fertilizantes.

Apesar do custo mais alto da história, o preço do milho no mercado segue mais firme que o da soja. A não ser que haja um acidente climático ou não se use tecnologia de ponta em sementes, fertilizantes e defensivos, o produtor deve ser beneficiado nesta segunda safra com uma rentabilidade estimada de 44%, ou seja uma média de R$ 4 mil por hectare, segundo o consultor Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio.

Divulgação

O consultor (foto) lembra da grande capacidade que o Brasil tem em elevar suas exportações. No mínimo, serão 40 milhões de toneladas em 2022. “Os EUA estão terminando a colheita agora, só vão ter uma grande safra ano que vem. A Ucrânia segue debilitada com a guerra, exportando menos. O maior comprador do mundo, a China, está propenso a enxergar no Brasil uma boa opção”, analisa. “Devemos manter o País abastecido para atender outros mercados e, inclusive, o chinês, que deve se tornar um grande comprador nosso”, acredita o consultor, que ressalta que somos um exportador confiável, que não parou suas atividades nem na pandemia.

Produtividade e crescimento
“Com o plantio do milho verão é comum encontrar agricultores com uma produtividade de 10, 12 toneladas por hectare. Isso ainda não é possível alcançar em uma segunda safra sem que haja irrigação, mas é algo que vem crescendo”, afirma Cogo, que projeta um crescimento de 8,2% na área de milho segunda safra para o ano agrícola de 22/23. “Deve ser quase o dobro da área de expansão da soja, que deve ficar em 4,4%”.

Ainda não há consenso do desfecho do La Niña e, portanto, do que o clima pode trazer para a agricultura brasileira nesse período. E há risco de estiagem na região Sul e parte do Mato Grosso do Sul. “Toda vez que há atraso no plantio de soja pode haver atraso na segunda safra de milho. Nada previsto, por enquanto. Mas se tiver área plantada mais tarde, maior risco de frio e geada. Mesmo assim, não vejo nenhum produtor querendo diminuir intenção de plantio para segunda safra. Pelo contrário, ele está decidido a aumentar a área e vai fazer isso”, analisa, ao pontuar que o clima, por enquanto, está favorável para todos.

Quanto à produtividade, o consultor explica que ela é sempre projetada por conta das médias dos últimos anos e que a projeção de agora está em 5,7 toneladas por hectare, uma média de 96 sacas por hectare — há cerca de 10 anos esse índice era de 2 a 3 toneladas. “Ano passado tivemos 5,2 toneladas por hectare. Em ano de La Niña, chegamos em 3,8 toneladas. Seria esse o risco desse ano com La Niña, mas não podemos nos esquecer que, em 2022, tivemos La Niña e uma safra recorde. Ou seja, podemos ter uma grande segunda safra”, afirma.

Investimento da indústria
A cultura do milho, sobretudo na segunda safra, cresce não apenas em área, como também em produtividade, com o aumento do conhecimento e tecnologias aplicadas. É neste contexto que empresas do agro, como a ICL, dedicada à nutrição e fisiologia de plantas, vêm trabalhando lado a lado com produtores, consultores e parceiros de negócios nessa que deixou de ser há muito tempo a chamada ‘safrinha’. “Nosso compromisso é levar as melhores tecnologias e serviços para os produtores de milho com soluções nutricionais e fisiológicas para aplicação via solo, sementes e folha. Porque a inovação tem agregado muita produtividade na cultura”, informa Ithamar Prada, vice-presidente de Marketing e Inovação da empresa, que, nos últimos anos, tem tido destaque com seus clientes no concurso de produtividade do GETAP, bem como em lavouras comerciais de Norte a Sul do Brasil.

Uma das principais tecnologias ICL usadas pelos produtores e muito importante para o milho de segunda safra é a linha Polyblen, que tem trazido resultados muito superiores aos fertilizantes convencionais. “Ela foi desenvolvida para atender às condições específicas dos solos brasileiros e suprir as necessidades da cultura durante todo o ciclo, por meio da liberação gradual de nutrientes.”, afirma Prada, engenheiro agrônomo pela Esalq e mestre em Agronomia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Outra novidade trazida recentemente pela empresa para o mercado é Nutriflow, tecnologia inovadora que melhora a fluidez das sementes e a plantabilidade. Aplicado diretamente na caixa da semeadora, fornece nutrientes e estímulos fisiológicos importantes para o desenvolvimento inicial das plantas. “Também recomendamos Profol Exclusive e Concorde para a segunda safra com milho. A primeira tecnologia é composta por um mix de fontes que visam a maior eficiência nutricional na planta, proporcionando ação de nutrição completa durante todo o ciclo das culturas e, com isso, favorece processos como a fotossíntese e a produção de grãos e frutos. E a segunda é recomendada após a ocorrência de estresse, quando a planta normalmente não possui reserva energética suficiente para continuar absorvendo nutrientes e manter as atividades fisiológicas. Com a aplicação de Concorde, a planta retorna rapidamente suas atividades fisiológicas, mantendo o crescimento e permitindo obter melhor produtividade”, finaliza.

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