23.3 C
São Paulo
sexta-feira, julho 1, 2022
- Publicidade -
-Publicidade-
Inicio Mercado Na Fenicafé, Tradecorp indica dobradinha para enfrentar a crise hídrica no café

Na Fenicafé, Tradecorp indica dobradinha para enfrentar a crise hídrica no café

Fertilizantes especiais e fertirrigação são tecnologias que, juntas, podem contribuir para o aumento da produtividade no café em tempos de escassez hídrica

 

Irrigação por gotejamento - Crédito Netafim
Irrigação por gotejamento – Crédito Netafim

A falta de chuvas leva prejuízo aos cafeicultores, com quebra da qualidade dos grãos e da produtividade. Para reduzir os efeitos da escassez hídrica, que está afetando os principais estados produtores, os cafeicultores devem fazer um manejo adequado da água e dos fertilizantes no processo de irrigação e fertirrigação dos cafezais. André Fernandes, Pró Reitor de Pesquisa, Pós Graduação e Extensão da Universidade de Uberaba (UNIUBE), comenta que “o uso eficiente da água, e consequentemente dos fertilizantes, ajuda a garantir a produtividade do cafeeiro, evitando desperdícios, e permitindo que o produtor possa aproveitar esta situação de excelentes preços do produto.“  Para Ricardo Teixeira, Professor do Centro Universitário da Fundação Octávio Bastos (UNIFEOB) e consultor nas áreas de nutrição e fisiologia vegetal da Tradecorp do Brasil, “com o manejo correto na irrigação é possível utilizar a água como veículo para aplicação de uma série de produtos, sejam eles de origem química ou biológica.“

Teixeira acrescenta que “é importante saber que fertirrigação é uma técnica de aplicação de fertilizantes e outros componentes ligados à nutrição vegetal, utilizando a água de irrigação e promovendo um ambiente adequado para absorção.“ Ele ressalta que os produtos utilizados em fertirrigação devem apresentar características básicas como pureza, alta solubilidade em água, baixa condutividade elétrica e pH entre 5 e 6, a exemplo da gama Nutricomplex, da Tradecorp“.  O ambiente adequado, explica Teixeira, é localizado no chamado bulbo úmido ou bulbo molhado, que somente será adequado com o manejo correto da água (qualidade e quantidade utilizada) e com o uso de produtos que mantenham as condições próximas ao ideal para o crescimento e desenvolvimento das raízes.

   Fernandes alerta os cafeicultores para a opção de sistemas mais eficientes de irrigação, “como o gotejamento e o pivô central com emissores localizados (LEPA), pois permitem eficiências de aplicação superiores a 95%.“ Segundo ele, os benefícios da adoção de um bom manejo da água e fertilizantes no cultivo do café são muitos, desde os ambientais, com a maximização da produção de café por unidade de água e fertilizantes utilizada, até os econômicos, com o aumento da produtividade das lavouras, com qualidade, garantindo maior longevidade dos cafeeiros e melhores resultados econômicos na atividade.

 

Orientação para café sem irrigação

Os cafezais sem irrigação passaram por um período de estresse durante a estiagem, o que altera o metabolismo dessas plantas, deixando-o mais lento e prejudicando o desenvolvimento. Com a volta das chuvas, é necessário oferecer uma nutrição que auxilie a planta a acelerar o metabolismo para se recuperar. “Embora os estragos causados pela estiagem não possam ser revertidos, é possível diminuir o efeito da perda. A recuperação pode acontecer com a aplicação de algumas substâncias, via folha ou no solo, para aceleração do metabolismo, aproveitando esse período que ainda tem iluminação e calor para reaver um pouco do que se perdeu.  O cafeicultor não conseguirá diminuir totalmente o dano da seca, mas é possível auxiliar bastante“, explica Teixeira.

 

Agricultura não é vilã da água

  André Fernandes também é membro da comissão organizadora da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé) e, segundo ele, durante o evento muito será discutido sobre o produtor rural irrigante não ser o vilão da história, como está sendo veiculado na grande imprensa. “A irrigação no Brasil ocupa apenas 7% da área. Não é possível que seja responsabilizada pelo caos no abastecimento, principalmente o urbano. No café, temos em torno de 10% da área irrigada, porém esta área é responsável por 30% da produção nacional“, coloca.  André Fernandes lembra que o Brasil possui grandes quantidades de água concentradas tanto nos rios quanto em lençóis freáticos, é um dos países com as maiores reservas de água do mundo. “Necessitamos de políticas públicas voltadas à reservação da água para aumentar a disponibilidade desse recurso para o setor agrícola, além de manter as vazões dos cursos d’água ao longo do ano“, ressalta.

  Ainda em relação à água, a Fenicafé discutirá, segundo Fernandes, tantos os aspectos climáticos, que promoveram a falta de água nas principais regiões cafeeiras nos últimos dois anos, até os que permitem que os cafeicultores se tornem produtores de água, além da recuperação de áreas degradadas, proteção dos mananciais e adoção de sistemas de irrigação mais eficientes, dentre outros assuntos.

 

SERVIÇO

Fenicafé 2015

3 a 5 de março, em Araguari (MG)

Visite a Tradecorp do Brasil nos estandes 41 e 42 da área interna.

 

 

 

Inicio Mercado Na Fenicafé, Tradecorp indica dobradinha para enfrentar a crise hídrica no café