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sexta-feira, julho 1, 2022
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Orgânicos valorizam setor e produtor

Carlos Antonio dos Santos

Engenheiro agrônomo e doutorando em Fitotecnia – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

carlosantoniods@ufrrj.br

Margarida Goréte Ferreira do Carmo

Engenheira agrônoma, doutora e professora na UFRRJ

gorete@ufrrj.br

Crédito Shutterstock

 

O Brasil destaca-se como uma grande potência agropecuária e figura no ranking dos maiores países produtores de grãos, como a soja, milho e café, cultivados na forma convencional. No entanto, diante do aumento da conscientização dos consumidores e da busca por produtos mais sustentáveis e de melhor qualidade, tem sido observado o fortalecimento de oportunidades de mercado, como a produção de grãos orgânicos, que possuem maior valor agregado.

Apesar da inexistência de dados oficiais, acredita-se que menos de 1% da área de agricultura do País seja para produção de alimentos orgânicos, e que temos uma grande possibilidade de melhorar essa conjuntura. No caso do milho, por exemplo, estima-se que 0,03% da produção na safra 2015/16 tenha sido de milho orgânico, segundo o IBD Certificações.

Com relação ao café, dados da Associação de Cafés Orgânicos e Sustentáveis do Brasil (ACOB) mostram que, em nível mundial, nos últimos anos, a área cultivada com café orgânico praticamente quadruplicou, saltando de 200 mil hectares, em 2004, para quase 800 mil hectares, em 2014.

No Brasil, a estimativa atual é que a área cultivada com café orgânico seja de cinco a seis mil hectares. Para a safra de 2017 é esperada a produção de 80 a 90 mil sacas de café orgânico certificado, além de mais de 20 mil sacas em transição para orgânico. A tendência para os próximos anos é de aumento no crescimento.

 

Mercado consumidor

É esperada a produção de 80 a 90 mil sacas de café orgânico certificado – Crédito Shutterstock

A produção de grãos orgânicos visa atender a demanda de consumidores exigentes e pertencentes tanto ao mercado interno quanto externo, pois cada vez mais tem sido valorizado o uso de boas práticas de produção e sistemas produtivos de baixo impacto ao meio ambiente.

Observa-se, atualmente, alta demanda no consumo direto de grãos orgânicos, como milho e soja em diferentes pratos e até mesmo na forma de biscoitos e outros aperitivos orgânicos.

Ainda, sabe-se que a baixa oferta desses produtos é um dos grandes gargalos na expansão da cadeia produtiva de aves, ovos, suínos e leite orgânico, uma vez que estes grãos são utilizados na ração dos animais, conforme a legislação vigente. Logo, existe grande perspectiva de mercado para os próximos anos com a comercialização de grãos orgânicos.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de dezembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Grãos. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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