Os caminhos da evolução da mecanização florestal

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Autores

Lucas Coutinho de Miranda / Kaoeni Schmid Pantoja Graduandos em Engenharia Florestal – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)

Ernandes Macedo da Cunha Neto Mestrando em Engenharia Florestal – Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Kyvia Pontes Teixeira das Chagas / Thiago Cardoso Silva / Emmanoela Costa Guaraná Araujo / Tarcila Rosa da Silva Lins / Gabriel Mendes Santana Doutorandos em Engenharia Florestal – UFPR

César Henrique Alves Borges Doutorando em Ciências Florestais – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

Silvicultura – Crédito: Luize Hess

A crescente demanda mundial por madeira, juntamente com os aspectos de clima e solo favoráveis, contribuem para que o Brasil tenha papel de destaque no cenário florestal mundial (Silva et al., 2014). O setor apresentou ascensão pelo terceiro ano consecutivo (IBGE, 2019), de tal maneira que em 2018 foram registrados 7,83 milhões de hectares de floresta plantada, dos quais os plantios de eucalipto ocupam 5,7 milhões de hectares (IBÁ, 2019), o que impulsionou a exigência sobre os silvicultores, a fim de otimizar a produtividade com sustentabilidade.

O processo de mecanização do setor florestal possibilitou uma evolução significativa na produtividade, na redução de custos e na melhoria da qualidade das operações florestais (Sampietro et al., 2015).

No caso das florestas plantadas, a utilização de máquinas pode ser um diferencial em etapas como o preparo do solo, desgalhamento, desbaste e colheita (Tonin et al., 2018), possibilitando a otimização dos tratos silviculturais.

A combinação de fatores como tipo de solo, drenagem, densidade do plantio e finalidade do produto determinam as técnicas adequadas para a execução de qualquer atividade. E para tal, a escolha de máquinas e equipamentos a serem adotados constitui um dos grandes desafios para a redução dos custos finais da madeira (Burla et al., 2012).

A colheita florestal

A colheita florestal pode ser definida como um conjunto de operações realizadas no povoamento florestal, que compõe desde o preparo até a condução da madeira ao local de transporte, utilizando-se de técnicas e padrões preestabelecidos, com o intuito de transformá-la em produto final (Lima; Leite, 2014).

A extração e o transporte da madeira são considerados as etapas mais importantes do setor florestal em termos econômicos, representando 50%, ou mais, dos custos totais da madeira posta na indústria (Machado, 2014).

Os fatores que podem influenciar na colheita florestal são: densidade do talhão, topografia do local, tipo de solo, volume, distância do transporte e disponibilidade de capital (Machado, 2014). Dessa forma, planejar e optar pelo sistema de colheita adequado é essencial para diminuir os custos e promover o melhor aproveitamento da matéria-prima. Três tipos de técnicas de colheita ainda são utilizadas atualmente: manual; semimecanizada e mecanizada (Santos, 2016).

A colheita manual é realizada com o machado, sendo a menos vantajosa, pois desperdiça grande parte da madeira, além de apresentar grande risco de acidentes e a saúde dos trabalhadores (Altoé, 2008).

Na colheita semimecanizada as operações de corte são efetuadas com motosserras, envolvendo o operador de motosserra e dois ajudantes. Já no sistema de corte mecanizado, a extração é realizada por meio de diversos tipos e tamanhos de máquinas, que são capazes de executar todos os processos dentro do ciclo da madeira, otimizando o tempo e garantindo maior seguridade aos trabalhadores, porém, é mais oneroso (Santos, 2016).

Técnicas de colheita

Em áreas de difícil acesso, é comum o emprego da colheita manual e semimecanizada, tais como: aclives, declives e regiões alagadas. No entanto, o desgaste físico e a baixa produtividade, além do maior risco de acidentes, inviabilizam a colheita manual. Um pouco menos desgastante e com maiores produtividades, o sistema semimecanizado substituiu o uso de machados e serrotes na extração de madeira.

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