16.4 C
Uberlândia
quinta-feira, julho 18, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioArtigosHortifrútiOs resultados no manejo de estimulantes e condicionadores no tomateiro

Os resultados no manejo de estimulantes e condicionadores no tomateiro

Fernando Simoni Bacilieri

Engenheiro agrônomo e doutorando em Fitotecnia – ICIAG-UFU

ferbacilieri@zipmail.com.br

Roberta Camargos de Oliveira

Engenheira agrônoma e doutora em Fitotecnia

robertacamargoss@gmail.com

João Ricardo Rodrigues da Silva

Engenheiro agrônomo

joaoragr@hotmail.com

 

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

A cultura do tomate (Solanumlycopersicon Mill) é uma das mais importantes no cenário agrícola mundial, produzindo frutos destinados ao consumo “in natura“ e à indústria de extratos. No Brasil, é cultivado em todo o território, abrangendo regiões com diferentes características de solo e clima, além de diversas formas de sistemas de condução, exigindo tecnologias modernas de manejo para obtenção de qualidade e produtividades satisfatórias.

No tomateiro, o número de plantas por unidade de área, o número de frutos colhidos por plantas, o tamanho médio de frutos e a massa média dos frutos estão diretamente relacionados com a produtividade. Já a maior parte dos fatores que determinam a qualidade dos produtos vegetais é controlada geneticamente.

Desta forma, a qualidade e produtividade dos frutos do tomateiro diferem entre as cultivares, sendo também fortemente influenciados por fatores ambientais e por um bom manejo fisiológico e nutricional das plantas.

A planta de tomate pode ser dividida em unidades fonte-drenos. As folhas são fontes de fotoassimilados, enquanto os frutossão seus principais drenos. As alterações na relação fonte/dreno podem ocasionar variações na produção total por planta, bem como no tamanho e massa individual dos frutos, por isso, a proteção das folhas por meio de um adequado manejo fitossanitário é fundamental para assegurar o desenvolvimento dos frutos.

Como os frutos são drenos metabólicos fortes, os fotoassimilados são translocados preferencialmente para esses órgãos e o sistema radicular cresce menos e pode ser ineficiente para absorver nutrientes quando a planta entrar na fase de frutificação.

Os estimulantes agem mais na planta, o que ajuda no rápido crescimento dos tecidos vegetais
Os estimulantes agem mais na planta, o que ajuda no rápido crescimento dos tecidos vegetais ” Crédito Isla Sementes

Estimulantese condicionadores

Para manter a alta capacidade produtiva e extrair todo o potencial das cultivares melhoradas de tomate, é necessário que as plantas recebam condições favoráveis para seu pleno desenvolvimento.

Novas ferramentas de manejo vêm surgindo no mercado, dentre elas os estimulantes e condicionadores. Ambas as linhas possuem compostos orgânicos que podem ser de origem vegetal, animal ou ainda subproduto de processos industriais.

Os estimulantes agem mais na planta e são formulados por uma mistura equilibrada entre nutrientes, hormônios ou reguladores vegetais e aminoácidos, o que ajuda no rápido crescimento dos tecidos vegetais.

Já os condicionadores tendem a focar nos efeitos benéficos dos compostos orgânicos no solo, seja melhorando suas propriedades químicas, físicas ou biológicas, estimulando a microbiota do solo, que são agentes fundamentais na transferência de nutrientes, especialmente via ciclos biogeoquímicos.

O sistema radicular do tomateiro é constituído de raiz principal, raízes secundárias e adventícias, que normalmente se concentram na camada de 0-20 cm de profundidade do solo, podendo chegar a até 1,5 m, desde que livres de impedimentos físicos, químicos ou biológicos para crescer e desempenhar sua função, que é a sustentação da planta, absorção de água e nutrientes, além da produção de hormônios como citocininas.

Para favorecer o desenvolvimento do sistema radicular de solos areno-argilosos ou argilo-arenosos bem drenados, isentos de salinidade e patógenos, pH entre 5,5 e 6,8 e saturação por bases de 70 a 80% é o mais recomendado. A adição de matéria orgânica é fundamental para a vida no solo e para o adequado crescimento das plantas, sendo a decisão pela sua aplicação de retorno satisfatório e um investimento a longo prazo, para a construção do equilíbrio do ecossistema solo.

Estimulantes e condicionadores são ferramentas que ajudam na produtividade - Crédito Agrocinco
Estimulantes e condicionadores são ferramentas que ajudam na produtividade – Crédito Agrocinco

Obstáculos

Uma limitação quanto à adubação orgânica do tomateiro é a elevada quantidade de material que deve ser aplicada, o que pode chegar a até 40 toneladas por hectare como, por exemplo, o esterco de curral curtido, ficando os produtores dependentes da disponibilidade deste insumo próximo às áreas de cultivo.

Deve-se ressaltar que os adubos orgânicos não suprem completamente as necessidades da cultura, fazendo-se necessária a aplicação de adubos minerais para complementação da adubação, que terá as quantidades determinadas pela análise de solo e produtividade esperada.

Substâncias húmicas

Atualmente, uma tecnologia disponível no mercado que está sendo cada vez mais utilizada pelos agricultores é a aplicação de produtos formulados com fontes orgânicas, ricos em substâncias húmicas (SH).

As SH são derivadas da decomposição ou mineralização de detritos animais e vegetais, promovida pela ação dos microrganismos até a última etapa de estabilização chamada de humificação, que resulta em huminas, ácidos húmicos e ácidos fúlvicos.

Essa matéria completa você encontra na edição de setembro 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

ARTIGOS RELACIONADOS

Aminoácidos – Aliados no controle das viroses da melancia

Os vírus constituem importantes patógenos de plantas, sendo considerados o principal problema fitossanitário em plantios de cucurbitáceas em todo o mundo. No Brasil, Papaya ringspot virus estirpe watermelon (PRSV-W), Watermelon mosaic virus (WMV) e Zucchini yellow mosaic virus (ZYMV) são os mais importantes em cultivos de melão e melancia (Zambolim & Zambolim, 2002).

Açaí ganha o seu primeiro Zoneamento Agrícola de Risco Climático

O zoneamento permite quantificar os riscos relacionados a problemas climáticos e identificar as melhores regiões e épocas para a produção.

Aminoácido garante vigor e desenvolvimento vegetativo da batata

Douglas José Marques Doutor e professor de Olericultura e Melhoramento Vegetal da Universidade José do Rosário Vellano - UNIFENAS. douglas.marques@unifenas.br   A batata é uma fonte cada...

Uso de Trichoderma no controle de Pythium na alface

  Elisa Adriano Aline José Maia Leandro Alvarenga Santos Doutores e pesquisadores da Universidade Estadual do Centro Oeste - PR Cacilda Márcia Duarte Rios Faria Doutora e professora da Universidade...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!