Palmito – do extrativismo ao profissionalismo

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Ana Paula Souza Goulart Advogada, pós-graduada em Direto Ambiental e extensionista em Direito Agrário – Universidade de Cuiabá (UNIC) cherulliegoulart@gmail.com

Giulia Cherulli Chaud Geógrafa, bacharel em Direito, especialista em geoprocessamento e Direito Ambiental – Universidade Federal de Uberlândia (UFU) cherulliegoulart@gmail.com

Palmito – Crédito UNESP

O palmito é um cultivo considerado novo no Brasil, pois até cerca de 25 anos atrás só havia extrativismo, embora sejamos um dos maiores produtores e consumidores de palmito no mundo, responsáveis pela produção de aproximadamente 95% de todo o palmito consumido no mundo.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa), atualmente a extração e cultivo da cultura movimenta um faturamento anual aproximado de R$ 350 milhões, gera 8,0 mil empregos diretos e 25 mil empregos indiretos. Estima-se que o mercado mundial movimenta a escala de US$ 500 milhões com potencial de crescimento exponencial.

Exportação

O Brasil vem perdendo sua posição no ranking de exportador mundial, em razão do produto nacional ter baixa qualidade e por ser um produto, em sua maioria, não ecológico, em função de ser sustentado essencialmente pelas palmeiras nativas. A baixa qualidade do produto final é resultado do processo extrativista.

Nos EUA e Europa, o palmito em conserva substitui, nas grandes cozinhas, o aspargo e a alcachofra. O açaí representa 90% da produção nacional de palmito, apesar de o palmito da juçara ser de melhor qualidade.

Porém, o palmito de maior potencial é o da pupunha, já que esta apresenta maior produtividade, rusticidade e precocidade.

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